Holopédia - &Uacute;ltimos 5 registros: A Enciclopédia da Terapia Holística http://www.holopedia.com.br <![CDATA[OS ARQUÉTIPOS DO TARÔ, OS DESLOCAMENTOS E AS MANIFESTAÇÕES DA CULTURA COMO INSTRUMENTOS DE MUDANÇAS PESSOAIS E EMPRESARIAIS ]]> OS ARQUÉTIPOS DO TARÔ, OS DESLOCAMENTOS E AS MANIFESTAÇÕES DA CULTURA COMO INSTRUMENTOS DE MUDANÇAS PESSOAIS E EMPRESARIAIS  


  Julia T. Santos - Terapeuta Holística - CRT 30989 

EPÍGRAFE  

"Navegar é preciso, viver não é preciso"

                               Fernando Pessoa. 

"Viajar é preciso, viver não é preciso" 

                    DEDICATÓRIA 

          Dedico este trabalho a minha filha Giulia Beatriz Torres Marquezini, principal personagem de minha Lenda Pessoal. 

AGRADECIMENTOS 

Agradeço a Deus, aos meus mentores espirituais, aos ciganos: Rosa e Simão, a todos de minha família cármica e aos clientes e amigos que fazem parte da Teia de Minha Vida.  

Agradeço a amigos Mestres de meu caminho como Facelucia Barros Côrtes de Souza sempre disposta a me ajudar nas bifurcações e nas certezas da minha Trilha da Vida. 

SUMÁRIO                                                                      

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................. pg.8 

1.1 Conceito de Sicronicidade, Inconsciente Coletivo, Arquétipos, Insights, Física Quântica, Teoria dos Sistemas, Holismo e Ecologia.....................................................pg.9 

1.2 Os Arquétipos do Tarô e Símbolos como Instrumentos de Investigação e

Intervenção Sincronística..............................................................................................pg.12 

1.3 O Deslocamento como Componente Cultural e Religioso e de

Autoconhecimento..........................................................................................................pg.13 

2. METODOLOGIA...............................................................................................pg.14 

3. DISCUSSÕES ...........................................................................................................pg.15 

4. RESULTADOS .................................................................................................pg.16 

5. CONCLUSÃO..................................................................................................pg.17 

6. REFERÊNCIAS ...............................................................................................pg.18 

RESUMO 

Novo método de mudanças pessoais e empresariais é proposto utilizando práticas terapêutica sincronistas. O método está fundamentado, neste trabalho, através das teorias de Carl Gustav Jung, da Física Quântica da Teoria dos Sistemas, Holismo e Ecologia, nas discussões de Fritjof Capra, mas está baseado, também, no empirismo e na instrumentação do Tarô como oráculo. A metodologia consiste em utilizar consultas, cursos, visitações e viagens dos arquétipos, de forma integrada e natural que facilitem o autoconhecimento. Espera-se como resultado um processo de aprendizagem e autoconhecimento com interesses objetivando aprender a aprender e no aprender a ensinar através de momentos lúdicos, elevando a consciência de grupo e disseminar o respeito para com o objeto de visitação.  


PALAVRAS CHAVE 

Sincronicidade. Inconsciente Coletivo. Arquétipos. Insights. Física Quântica. Teoria dos Sistemas. Holismo. Ecologia. Tarô. Viagens. 

                                                                                                                                      8

1. INTRODUÇÃO 

Este trabalho visa apresentar uma nova metodologia baseada em conhecimento prático em Tarô Mitológico, roteiros turísticos e culturais com fundamentação teórica em Filosofia, Psicologia e Física, Holismo e Ecologia, para o autoconhecimento pessoal e empresarial, conforme descrito a seguir.

Ele se baseia, sobretudo, nas práticas aleatórias ou induzidas realizadas, ao longo de 17 anos, utilizando como instrumentos de autoconhecimento, o Tarô Mitológico, a Caminhada da Lua e os roteiros turísticos e culturais: Chapada Mística, Os Segredos do Recôncavo, Farinha com Dendê e Caramuru - Formação da Cidade do Salvador.

No primeiro item serão apresentadas as práticas fundamentadas em conceitos da Teoria da Sincronicidade e também dos conceitos de Inconsciente Coletivo, Arquétipos e Insights de Carl Gustav Jung, da Física Quântica, da Teoria dos Sistemas, Holismo e Ecologia na visão de Fritjof Capra, que serão discutidas, traçando um estudo cronológico de tendências dos pensamentos filosóficos e científicos.

Em segundo item será avaliado o Tarô, seus arquétipos, a simbologia e a os fenômenos sincronísticos, aliados a uma breve avaliação de marcos históricos e religiosos que validam a importância dos deslocamentos (passeios e viagem), como componentes de autoconhecimento.

A metodologia é a práxis do autoconhecimento e desenvolvimento de pessoas e empresas, onde serão associados os conceitos do primeiro capítulo e "arquetipizados" os atores, conteúdos, integrados aos lugares visitados. Os resultados são baseados nesta prática dos conceitos discutidos.

A idéia é contribuir para visão holística do mundo contemporâneo e tornar esta prática reconhecida no sistema das terapias da sincronicidade. 

1.1 Conceito de Sicronicidade, Inconsciente Coletivo, Arquétipos, Insights, Física Quântica, Teoria Dos Sistemas, Holismo e Ecologia. 

Após o mundo mágico dos tempos antigos, a filosofia aristotélica e teologia cristã que marcaram o período medieval, as teorias cartesianas e mecanicistas, trouxeram, sob a ótica das ciências, a individualização, a separatividade e a redução do sujeito, como sintetizado abaixo:

              "Nos séculos XVI e XVII a visão de mundo medieval, baseada na filosofia aristotélica e na teologia cristâ, mudou radicalmente. A noção de um universo orgânico, vivo e espiritual foi substituída pela noção do mundo como uma máquina, e a máquina do mundo tornou-se a metáfora dominante da era moderna. Essa mudança radical foi realizada pelas novas descobertas em física, astronomia e matemática, conhecidas como Revolução Científica e associadas aos nomes de Copérnico, Galileu, Descartes, Bacon e Newton. Galileu Galilei expulsou a qualidade da ciência, restringindo esta última ao estudo dos fenômenos que podiam ser medidos e quantificados." (CAPRA, Teia da Vida, 1996). 

Com a Revolução Científica a qualidade desaparece da análise, os fenômenos passam a ser medidos e quantificados. Os cincos sentidos, a estética, a ética, a alma, a consciência e o espírito são extintos (LAING apud CAPRA, 1996). O pensamento analítico de Descartés, com os fenômenos sendo analisados em partes para se chegar ao todo, impera.

Com a chegada do século XVIII e os diversos fracassos científicos, a busca é pela sobrevivência do cartesianismo, porém ao final daquele século e inicio do século XIX a arte, literatura e filosofia se contrapõem as ciências e retornam a idéia da terra como um ser vivo e provocam mudanças significativas, através de poetas, como o inglês romântico William Blake que, entre seus pensamentos, está a da falência do mecanicismo e reducionismo científicos, como se pode ver no verso: "Possa Deus nos proteger da visão unilateral e do sono de Newton". (BLAKE apud de Capra, 1996)

Goethe, poeta romântico alemão, analisa uma "ordem móvel" da natureza e da forma das relações do todo, que segundo Capra (1996) vai ser a linha de frente da concepção sistêmica.

Porém em meados do século XIX há um retrocesso e as explicações físicas, biológicas e químicas da vida passam a ser o centro das discussões. Algumas descobertas e teorias propiciam isto, como por exemplo, a descoberta das células.

Nessa "gangorra" de conceitos científicos, no inicio do Século XX os biólogos e bioquímicos organicistas voltam a se opor aos mecanicistas, retornam a idéia dos românticos e de Aristóteles e ao conceito de sistemas. As células combinadas levam aos tecidos, órgãos e organismos, que atestam a soma das partes formando o todo.

A Física apresenta mudanças substanciais, a exemplo de Werner Heisenberg, um dos percussores da Teoria Quântica:

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    "O mundo aparece assim, como um complicado tecido de eventos, no qual conexões de diferentes tipos se alternam, se sobrepõem ou se combinam e, por meio disso, determinam a textura do todo." (HEISENBERG, apud CAPRA, 1996).  

Na Psicologia, os alemães com a Teoria da Gestalt, Max Wertheimer e Wolfgang Kõhler, criam uma terceira forma de pensamento, que nem era o mecanicismo da Revolução Científica e tão pouco o vitalismo dos organicistas com a Teoria das Células, onde a idéia central era de que o todo era mais que a soma das partes.

Porém, anterior as teorias "gestaltianas", Carl Gustav Jung, médico e psiquiatra, em suas experiências a partir da teoria da Livre Associação de Freud, pai da Psicanálise e de quem foi discípulo, contribuiu com conceitos que mostraram que as coisas tendiam acontecer e serem representadas por símbolos e que havia uma memória mental, além do individuo e que esses optam por acessá-la ou não, como produto do livre arbítrio e de suas intelectualidades.

Estava criada a Teoria da Sincronicidade "coincidência significativa de dois ou mais acontecimentos" (JUNG, 2000), observada em acontecimentos sem relação de causa e efeito, um interior e outro exterior ao individuo, que podem se materializar em forma de símbolos e eventos que costumamos chamar de "acaso" ou "coincidências", como por exemplo: desejar algo e recebê-lo de presente.

A partir do conceito de sincronicidade se pode perceber que para que ocorressem fenômenos sincronísticos era preciso mais do que o desejo individual e assim nascia a Teoria do Inconsciente Coletivo, que pode ser explicado como uma fonte de todo conhecimento que se situa fora da alma humana, um conhecimento absoluto.

Esse "local coletivo" é como uma memória de "computador", onde estão "salvos" aprendizados, energias e tendências que podem ser acessados através de Arquétipos em situações espontâneas como em crises, sonhos, febres, perturbações, fenômenos de sincronicidade ou situações de indução. Nas formas indutivas, podemos classificar as terapias que utilizam oráculos.

Esses "acessos" a consciência maior na teoria junguiana, são os "Insights": lembrança simbólica repentinas de uma consciência maior, que podem ser decifradas através da tomada de consciência, quer espontânea ou induzida por técnicas terapêuticas.

O uso da mitologia nas ciências é baseado nas histórias e nos arquétipos e revelam verdades profundas que muitas vezes não estão evidentes para a consciência, existe independente do mundo e são instrumentos de acesso ao que Freud chamou de Inconsciente e que Jung classificou como interno e externo, recebendo este último o nome de Inconsciente Coletivo.

As teorias de Jung foram baseadas em várias teorias cientificas como as de Hipócrates: "simpatia de todas as coisas", a "união por um vínculo entre o que chamou de sensível e supra-sensível" de Teofastro, em Zózimo e suas alquimias, entre outros. Porém, serão nas teorias de Schopenhauer e Gottfried Wilhelm Leibniz as mais consideradas por Jung. Com o primeiro dialogou com o que chamou de "simultaneidade significativa" batizando o termo "sincronicidade", já de Leibniz utilizou os conceitos da "realidade através de quatro princípios: espaço, tempo, causalidade e correspondência", só discordando sobre a constância destes fatores, pois para Jung os "eventos sincronísticos" ocorrem irregularmente, de forma esporádica (CAPRIOTTI, 2007).

A partir do século XX proliferam as teorias chamadas "holísticas" e "sistêmicas" e a ecologia, para dar conta de um mundo repleto de tecnologias e um exemplo do pensamento sistêmico se pode observar no trecho abaixo:

    "Uma visão holística, digamos, de uma bicicleta significa ver a bicicleta como um todo funcional e compreender, em conformidade com isso, as interdependências das  suas partes. Uma visão ecológica da bicicleta inclui isso, mas acrescenta-lhe a percepção de como a bicicleta está encaixada no seu ambiente natural e social - de onde vêm as matérias-primas que entram nela, como foi fabricada, como seu uso afeta o meio ambiente natural e a comunidade pela qual ela é usada, e assim por diante. Essa distinção entre "holístico" e "ecológico" é ainda mais importante quando falamos sobre sistemas vivos, para os quais as conexões com o meio ambiente são muito mais vitais.O sentido em que eu uso o termo "ecológico" está associado com uma escola filosófica específica e, além disso, com um movimento popular global conhecido como "ecologia profunda"

    (CAPRA, A Teia da Vida, 1996). 

Todos estes conceitos, ciências, terapias têm como objetivo descobrir o objetivo e as melhores formas de relação do homem com a vida e, em resumo, descobrir a felicidade. As técnicas na contemporaneidade são inúmeras. O filósofo brasileiro descendente de libaneses, empresário e faixa preta em artes marciais, Talal Husseini, ao ser entrevistado pelo Jornal a Tarde em Salvador, onde fora lançar seu livro Paz Guerreira - O Caminho das 16 Pétalas, afirma: "Nós perdemos muito tempo porque não desenvolvemos certas faculdades mentais, como concentração, imaginação, memória, discernimento, consciência e atenção." (HUSSEINI, 2011).

Diante desta análise cronológica, a questão é: no século XXI as ciências e os ideais ecológicos e de sustentabilidade darão conta das almas e dos homens? 

1.2 Os Arquétipos do Tarô e Símbolos como Instrumentos de Investigação e Intervenção Sincronística. 

A origem das cartas de Tarô ainda é muito obscura, fazem parte da bibliografia do ocultismo e exercem fascínio nas pessoas há pelo menos 600 anos, visto que alguns pesquisadores dão conta de sua presença na Europa do século XVI.

Alguns acreditam que tenha surgido no antigo Egito, nas crenças célticas pagãs ou nos ciclos da poesia romântica do Santo Graal na Idade Média da Europa.

Percussor de nossas atuais cartas de jogar, divididas em naipes: paus, ouros, copas e espadas trazendo ilustrações de figuras e situações que, como no exemplo dos sonhos, representam insights, conteúdos da psique humana, trazem o consciente e inconsciente do sujeito e dá acesso ao que Jung chamou "Inconsciente Coletivo".

Funciona como um caminho de observação para que venham à tona os aspectos negligenciados do sujeito de análise, utilizando figuras arquetípicas.

Uma das formas de utilizar as cartas de Tarô como instrumento de autoconhecimento é observar o que Nichols (1980), chamou de Mapa da Jornada dos Arcanos, conjunto de 22 cartas repletas de símbolos, conhecidas como Arcanos Maiores.

O Louco é um personagem para alguns baralhos sem número, para outros recebe o número 22.  O fato é que funciona como um coringa, representando a força que impulsiona a jornada. A curiosidade é a mola que impulsiona a seguir, um viajante que se lança na estrada, sempre buscando, se aventurando e caminhando. Ele transita entre todos os símbolos das cartas, da primeira carta que recebe o nome de O Mago à vigésima primeira, o Julgamento, no Mapa da Jornada. São representadas estações de amadurecimento do herói, o Louco, e podem ser associadas aos estágios inconscientes aplicados a processos terapêuticos holísticos.

São 22 estações de aprendizados, chamados de Arcanos maiores, 56 cartas chamadas de Arcanos Menores, explicações, detalhamentos das estações de aprendizado subdivididas em 4 naipes de 14 cartas, agrupadas por área de significação. Paus que representa o aspecto espiritual, Ouros o físico, Copas o emocional e Espadas o mental. Somadas são 78 arcanos.

Seja no Mapa da Jornada de Sallie Nichols, seja em diversas obras e terapias e vivências de Tarô que sugerem caminhos, viagens e movimento, os arquétipos do Tarô são fortes instrumentos de movimentação interna e se associados a fluxos externos, como deslocamentos, caminhadas, trilhas, peregrinações ou viagens de lazer ou negócios, desde que objetivando os "insights e sincronicidades", podem ser potencializados. 

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1.3 O Deslocamento como Componente Cultural e Religioso e de Autoconhecimento. 

Os motivos religiosos figuram como umas das primeiras motivações de deslocamentos dos povos.

Vários foram os momentos culturais de vulto onde a viagem, o deslocamento é o instrumento de mudança, seja na fuga guiada por Moisés pelo Mar Vermelho ou na saída de Maomé e seu povo de Meca ou nas viagens a Terra Santa e a Roma pelos cristãos ou na contemporaneidade as viagens a Santiago de Compostela pelos místicos e católicos ou a ida a Israel pelas mais diversas religiões cristãs..

As Cruzadas, as Grandes Navegações, as dominações, as colonizações, a Primeira e Segunda Guerra, mudaram a face da humanidade, as fronteiras e a alma humana.

Hoje nas práticas turísticas se observa um numero grande de ações religiosas, culturais e místicas como ingrediente, onde se busca o conhecimento do externo tendo como instrumento as viagens, o deslocar-se para retornar a si. Muitos são as trilhas e caminhadas com intenções religiosas ou místicas criadas pelo mundo.

Paulo Coelho em suas obras trata sempre desta instrumentação para alquimia pessoal e a utiliza para criar seus enredos. Para escrever o Alquimista foi as Pirâmides do Egito e ao Deserto de Saara, o que significa que em nossas trilhas pessoais podemos achar caminhos, criar atalhos, virar esquinas, buscar saídas, encontrar e ser encontrado, escutar o vento, perceber os sinais, acessar as memórias das árvores ou das pedras e viajar em busca do que está dentro de cada um. Enredando a magia dos "insights", dos sinais, das sincronicidades: "- Esta é a magia dos sinais - continuou o rapaz. - Tenho visto como os guias lêem os sinais do deserto, e como a alma da caravana conversa com a alma do deserto." (COELHO., O Alquimista, 1988). 

2. METODOLOGIA 

A metodologia utilizada por ser exemplificada com uma visita o Centro Histórico de Salvador, onde ficando-se atentos aos aspectos culturais materializados na arquitetura, no modo de vida dos habitantes locais e ancorados nos personagens da literatura de Jorge Amado, se pode correlacionar tanto o arquétipo do Quincas Berro D' água ou de Tereza Batista, quanto às cartas do Diabo ou da Força no Tarô. O simbolismo do que se deixa levar pelos vícios ou pela luxúria podem desencadear fenômenos sincronísticos que podem levar a compreensão individual e coletiva do visitante.

Ao se deparar com o passado nas visitas aos engenhos do Recôncavo Baiano é possível ter insghts sobre o dia a dia de e os planejamentos empresariais, bem como sobre formato das relações profissionais.

Ou então, simplesmente caminhar a beira da praia saudando a "avó Lua", simultaneamente observando como caminhamos em nossa vida, tendo lampejos da forma, as distrações e as inflexibilidades.

A metodologia utilizada e associar à técnica de jogos e tiragem de cartas dos Arcanos Maiores do Tarô Mitológico as realizações de trilhas urbanas ou não, viagens e caminhadas. Ou simplesmente usar as viagens e visitas como autoconhecimento.  


3. DISCUSSÕES 

Ninguém volta de uma viagem igual, seja de férias, a trabalho ou direcionada ao autoconhecimento.

Há  quem acredite que as viagens, os aeroportos, as rodoviárias e as estradas são palcos onde o fenômeno da sincronicidade, o acesso ao inconsciente coletivo e a ancoração dos arquétipos, encontram terreno fértil. O fato é que quando estamos mais relaxados e em estados de crise ou felicidade estes aprendizados são mais eficazes.

É evidente que se estivermos mais atentos aos aprendizados que as viagens podem nos proporcionar, ao contrário de quem viaja para fugir da realidade ou em turismo de massa, os aprendizados acontecerão.

                "Eu acabara de escrever "As Valkirias", e estava no aeroporto de Brasília, esperando a hora de embarcar; para distrair-me, comecei a imaginar que capa deveria colocar neste novo trabalho. O avião atrasou, comecei a passear pelo saguão, e  descobri uma pequena galeria de arte no segundo andar, onde vi um quadro do Arcanjo Miguel, tema central do livro. Bastou ler a assinatura da pintora - Valkiria - para decidir que aquele quadro seria a capa. As coincidências não param ai.  "As Valkirias" foi publicado no dia 3 de agosto de 1992. Na semana seguinte, meu editor recebeu uma carta da pintora: "Faz exatamente um ano - 3 de agosto de 1991 - que terminei uma restauração numa igreja de Goiás.  Fiz sem cobrar nada, apenas por amor.  Neste dia, o padre me chamou e disse: "Deus encontrará uma maneira de lhe pagar.  Em um ano, um trabalho seu será muito conhecido".)COELHO, http://www.blogolhada.com.br/g1-blogs/PID30732/ - postado em 18/01/10).

Paulo Coelho e a pintora estavam atentos aos aprendizados e esta experiência nos faz afirmar que podemos usar desses expedientes para o autoconhecimento.

Os locais e experiências culturais podem desenvolver pessoas e empreendimentos; há sempre um aprendizado ao virar uma esquina e isto não é produto de "acaso" ou mérito do marketing de destinos. Em um universo de tantas ofertas, mesmo que sem se dar conta, qual o aprendizado de ter escolhido Miami ao invés de Machu Picchu. E se ao início, durante e ao término se fizer uma associação às cartas do Tarô, isto se potenciará. 


4. RESULTADOS  

Espera-se conduzir o viajante ou visitante a aprender mais ou tanto em uma viagem de trabalho em um centro cosmopolita., quanto ao peregrinar no Caminho de Santiago de Compostela, por um mês, a pé para acessar o autoconhecimento.

Assim como agendamos um jogo com uma taróloga ou marcamos uma consulta em um psicanalista, após lhes conhecer o oráculo e o método, espera-se poder agendar, propositalmente, uma forma e um destino para nosso aprendizado ou apenas observar viagens necessárias ou escolhidas.

Assim, viajar pode ser uma experiência muito mais rica, aliando arquétipos do Tarô, as técnicas de terapias da sincronicidade como instrumento de busca de respostas que povoam o mais profundo do viajante, o inconsciente.

E diante de um mundo contemporâneo onde os bens selecionados pela sociedade, chamada de Sociedade do Espetáculo, segundo Debord (1997), produzem isolamento, as viagens em grupo ou individual por seu componente sistêmico e de inter relações, podem ser profundamente integradoras, conduzindo mais facilmente ao inconsciente coletivo e as sincronicidades.

Os resultados destas práticas têm sido atestados por clientes que optam pelo Tarô Mitológico, a Caminhada da Lua, Roteiros: Chapada Mística, Os Segredos do Recôncavo, Farinha com Dendê e Caramuru e Formação da Cidade do Salvador, que aliam o aprendizado sócio cultural a busca interior induzida ou que relatam suas descobertas aleatórias em viagens de trabalho e lazer, parte de suas agendas. 

5. CONCLUSÃO 

Os 17 anos de prática com Tarô Mitológico, fundamentado pelos conceitos e teorias de Jung, aliado ao desenvolvimento de roteiros turísticos históricos sociais e culturais e aos valores tem atingido um objetivo maior que é o desenvolvimento de pessoas e empresas dentro de padrões de qualidade humana, sustentabilidade e ecologia profunda discutidas neste texto com as pesquisas de Capra.

A missão do programa de consultas, cursos, visitações e viagens é contribuir com a vida no planeta com roteiros e visitas que facilitem os processos de aprendizagens e autoconhecimento, com interesses objetivados no aprender a aprender e no aprender a ensinar, através de momentos lúdicos, eleva a consciência de grupo, dissemina o respeito para com o objeto de visitação, cultura local, meio ambiente e parceiros contidos no programa.

Esta Prática Terapêutica Holística de Sincronicidade é uma Lenda Pessoal parte do Inconsciente Coletivo, descoberta através de Insights em sincronicidade com crescente sistema de outras Lendas Pessoais e diversas Teias.  

6. REFERÊNCIAS 

CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida.S.Paulo: Cutrix, 1996.

COELHO, Paulo. O Alquimista. S. Paulo: Editora Rocco, 1988.

_____________. As Valkirias. S. Paulo: Editora Rocco, 1982.

DEIKE, Begg. Sincronicidade. S. Paulo: Cultrix, 2004.

DEBORD , Guy. A Sociedade do Espetáculo. S. Paulo: Contraponto Editores, 1997.

GREENE, Liz e SHARMAN - BURKE, Juliet. O Tarô Mitológico. Uma Abordagem para a Leitura do Tarô. S.Paulo: Siciliano, 1988.

JUNG, Carl Gustav. Sincronicidade - Um princípio de Conexões. S>Paulo:Vozes,2000.

JAWORSKI, Joseph. Sincronicidade - O Caminho Interior da Liderança. S.Paulo, Best Seller, 2005.

MACGREGOR, ROB e Trish. Os 7 Segredos da Sincronicidade. Estrela Polar, 2011.

NICHOLS, Sallie. Jung e o Tarô - Uma Jornada Arquetípica. S.Paulo: Cutrix, 1980.   

Entrevista publicada na Revista Muito numero 168 de 19 de junho de 2011 em Salvador/BA de Talal Husseini autor de Paz Guerreira o Caminho das 16 Pétalas. S. Paulo: Edições Nova Acrópole, 2011. 

http://www.blogolhada.com.br/g1-blogs/PID30732/. Acesso 20 de junho, 2011.

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http://www.holopedia.com.br/index.php?action=artikel&cat=2&id=241&artlang=pt-br Mon, 04 Jul 2011 17:18:00 GMT
<![CDATA[Terapia em Técnicas Tradicionais - Acupuntura Sistêmica ]]> Terapia em Técnicas Tradicionais

(Acupuntura Sistêmica) 
 
 

Song Un Kim
Terapeuta Holístico - CRT 23108

Resumo 

A necessidade da acupuntura nas diversas culturas: Oriental e Ocidental. 

Os orientais (Coreanos, Japoneses e Chineses) encaram acupuntura na sua cultura tradicional, com muita naturalidade, pois faz parte do costume e folclore trazidos por gerações e gerações através de milhares de anos.

Os coreanos atualmente estão perdendo um pouco desta tradição por avanços tecnológicos, capitalismo e da influência americanas, muitas já estão substituindo o tratamento de acupuntura, chás e ervas por remédios alopáticos que é muito mais cômodo.

Os ocidentais estão fazendo o caminho inverso, pois estão cansados de consumir tantos remédios com contra indicações. E as pessoas estão procurando as terapias alternativas que não tem contra indicação, ou melhor, que não prejudica outros órgãos.

A alopatia cada vez mais está se subdividindo e não se preocupando com a pessoa como um todo, tratando o problema e não a causa. Por esse motivo as pessoas estão preferindo terapias orientais como acupuntura que procura equilibrar os sistemas orgânicos, fortalecendo os mecanismos de defesa naturais do cliente e proporcionando o equilíbrio harmônico na sua totalidade.    

 
 
 
 
 

Introdução 

A necessidade da Acupuntura nas diversas culturas: Oriental e Ocidental, foi tentar mostrar aos congressistas, a visão e a experiências adquiridas ao longo dos trinta e seis anos de atividades relacionados a arte marcial Hapki-do que utiliza os pontos de Acupuntura e terapia corporal para aplicar os seus golpes.

Viajando por vários paises, pode realizar vários cursos de acupuntura e terapia corporal com grandes Mestres internacionais nas Artes de Hapki-do.

Observando e aprendendo várias técnicas utilizadas por estes mestres.

E também pelo fato de estar engajado em vários trabalhos sociais há muito tempo e com mais de 9000 clientes na carteira e trabalhando em varias entidades como Delegacia Geral, Delegacia da Mulher, Receita Federal, APROFEM (Sindicato dos Funcionários e professores Municipais de São Paulo) e Academia Kim. Observei que podemos ajudar na qualidade de vida e diminuindo sofrimentos físicos e emocionais do homem contemporâneo.  
 
 

Material e Metodologia 

No ocidente acupuntura foi introduzida para tratamentos de alívio da dor, e depois verificou se que também podia auxiliar em vários tratamentos como: no alivio de enjôos e queimações em gestantes, aliviar as cólicas ou gases provocados pelos intestinos, agora se usa acupuntura para quase todos os tipos de problemas causados por desarmonia do corpo humano.    

A TTC - Terapia Tradicional Chinesa procura equilibrar os sistemas orgânicos internos, fortalecendo os mecanismos de defesa interna, permitindo que o corpo equilibre a si próprio. Diferente da medicina ocidental que tende a tratar os sintomas e não as causas.

Na TTC é tudo baseado nos conceitos do KI, Yin e Yang e dos Cinco Movimentos.

Para que haja harmonia e equilíbrio entre corpo e mente e preciso que tenha fluxo do KI e da inter-relação entre Yin e Yang gerados nos Cinco Movimentos. Quando essa harmonia for interrompida, haverá desarmonia do corpo e mente, causando má funcionamento do corpo humano.

Os fatores que levam o corpo e a mente em desarmonia são: rompimentos ou mau fluxo de energia KI, diminuição de energia da defesa, presença da energia perversa, qualidade da energia da respiração, Vento, Frio, Calor, Umidade e Secura.

O mecanismo de ação da acupuntura nos seres humanos, em que a dor e aliviada, observam-se aumento de Beta-Endorfina no líquido cefalorraquidiano (LCR), conforme relatado por Clement-Jones em 1980. Estudo realizado em ratos observou se liberação de substâncias semelhantes a metencefalina, parecido com substancia liberado no estimulo da acupuntura.

E muito importante ressaltar que grande parte dos pontos de acupuntura esta localizados sobre ou muito próximo das terminações nervosas, nervos, vasos sangüíneos, tendões, periósteos e cápsulas articulares, assim possibilitando acesso direto ao sistema nervoso central.

Foi observado que os pontos de acupuntura, ou melhor, a região da acupuntura há uma grande diferença potencial elétrico, elevada condutância elétrica e diminuição da resistência sobre a pele. Por esse motivo utiliza-se muito estimulo elétrico para realizar tratamentos de acupuntura, na sedação e tonificação.

Cabe ao terapeuta, utilizar através de várias técnicas como: Moxa, Ventosa, Laser, Eletro-Acupuntura, Acupuntura Auricular, Quiro-Acupuntura, Acupuntura Constitucional, Acupuntura Craniana, Acupuntura Facial, Massagem Tui-ná, Shiatsu, Do-In, e muitas outras para promover o fluxo do Ki e do equilíbrio entre Yin e Yang e transformações gerados pelos Cinco Movimentos.

ENERGIA

 

      Tchi       Ki ou Qi 

      China      Korea / Japão 
 

                              Yeng Tchi   Ar 

      Energia   Kou Tchi    Alimentos 

                              Yuen Tchi   Ancestral 
 
 

      Rim  Morada da energia vital (ancestral ). 
 

 ENERGIA 

Energia chamado pelos Chineses de TCHI, pelos Coreanos de KI e pelos Japoneses de QI. 

Jing (essência), KI (energia), XUE (sangue) e JINYE (líquidos orgânicos). 

Jing, Ki, Xue e Jinye constituem as substâncias básicas do corpo e também a base material para as atividades fisiológicas de Zang-Fu (órgãos e vísceras internos).  

Jing (Essência)

Significa energia ancestral (Essência), e a morada da energia ancestral são os Rins (armazenam a Essência). 

Ki (energia) 

O Ki (energia) e uma substância essencial que faz parte do corpo e que pode produzir funções distintas tais como Yin Ki (Ki nutritivo), Ki (ar) de respiração, e outro lado, referem-se às atividades funcionais de Zang-Fu e dos tecidos, por exemplo, o Ki dos Zang-Fu, o Ki dos canais, etc. As energias Yuan Ki, Zhong Ki, Yin Ki, Wei Ki, etc. são diferentes na origem, na distribuição e nas características funcionais.

Yuan Ki (verdadeiro) 

Ki original ou Ki verdadeiro. O Yuan Ki é considerado o mais importante e o mais fundamental entre o Ki do corpo e é formado pelo Ki essencial, pelo Ki produzido dos alimentos pelo Estômago e pelo Baço/ Pâncreas e pelo ar límpido da natureza aspirado pelo Pulmão. O Yuan Ki exerce a função de estimular e de impulsionar as atividades funcionais dos diversos Zang-Fu dos tecidos do corpo, razão pela qual pode-se considerá-lo como uma força motriz do corpo.  

Zhong Ki (principal) 

Zhong significa “grande ou principal” por isso, Zhong Ki também é chamado “Daqi” (Ki grande). O Zhong Ki está integrado pelo Ki de matérias essenciais, da água e dos alimentos; o ar límpido aspirado pelo Pulmão acumula-se no tórax, entra no Coração e nos vasos sangüíneos para impulsionar a circulação do Sangue e ocorre por todo o corpo. Zhong Ki constitui a força motora que promove a respiração do Pulmão e da circulação do Sangue do Coração.  

Yong Ki (nutrição) 

“Yong” significa nutrição. O Yong Ki é produzido a partir das matérias essenciais da Água e dos alimentos transformados pelo Estômago e pelo Baço/ Pâncreas e constitui a parte mais substancial do Ki da água e dos alimentos.  

Wei Ki (defensivo) 

É o Ki defensivo ou protetor. Wei Ki é produzido principalmente pelo Estômago e pelo Baço/ Pâncreas dos alimentos. A insuficiência de Ki do Estômago e do Baço/ Pâncreas leva, com freqüência, à insuficiência de Yang e como conseqüência, o cliente tem temor ao frio, os membros frios e facilidade em apresentar secreção pulmonar. Os movimentos de Ki constituem uma manifestação da vida e do corpo, e uma vez parado esse movimento, termina a vida.

O subir, descer, entrar e sair do Ki manifeste-se corretamente nas atividades funcionais dos diferentes Zang-Fu, assim como nas relações de coordenação entre Zang-Fu. O Estômago domina a recepção, por isso o Ki do Estômago desce e o Baço/Pâncreas encarrega-se da transformação e transporte, por isso o Ki do Baço/Pâncreas sobe; os Rins encarregam-se de distribuir a Água elevando o límpido e descendo o turvo; o Pulmão controla a expiração e os Rins, a recepção do ar; o Fogo do Coração abaixa, enquanto a Água dos Rins sobe; assim como o Fígado domina a drenagem. Qualquer transtorno na circulação de Qi, tais como alterações na subida e descida, obstáculos na entrada e na saída, podem afetar as atividades funcionais normais dos Zang-Fu. O corpo mantém a temperatura normal e realiza diversas atividades com o aquecimento pelo Qi. O transporte e a transformação das matérias dos alimentos pelo Estômago e pelo Baco/Pâncreas, a produção de Yong (Qi nutritivo), Wei (Qi defensivo), Qi (Emergia), Xue (Sangue), Jing (Qi essencial) e os líquidos orgânicos; a distribuição dos líquidos orgânicos pelo Triplo Aquecedor e a excreção de urina da Bexiga são realizadas sob a ação de Qi.

 

Xue (Qi nutritivo) 

A principal fonte do Sangue é o Yong Qi (Qi nutritivo) gerado por matérias substanciais da Água e dos alimentos digeridos pelo Estômago e pelo Baço/pâncreas. O Yin Qi é à base do Sangue e os líquidos também fazem parte do Sangue. O Sangue origina-se primeiro das Essências inatas; depois do nascimento, tem como fonte, o Qi e Energia essencial adquirida da Água e dos alimentos.

A circulação do Sangue depende do impulso do Qi do Coração e do Qi do Pulmão e depende também da função de regularização e de drenagem do Fígado e do controle do Qi do Baço/Pâncreas. Por isso, a deficiência do Baço/Pâncreas faz com que o Sangue perca o autocontrole produzindo-se a hemorragia crônica; a deficiência do Baço/Pâncreas leva à disfunção, de transporte e de transformação levando à insuficiência de Sangue nutritivo. A estagnação de Qi do Fígado causa a estagnação do Qi e a estase do Sangue; deficiência de Qi do Pulmão e do Coração faz com que o Sangue circule sem força, provocando a estase de Sangue do Coração. 

Jinye (líquidos orgânicos) 

Os líquidos orgânicos têm por função umedecer e nutrir os Zang-Fu, tecidos e constituem um dos elementos importantes para a formação do Sangue.

Os líquidos orgânicos formam-se da Água e dos alimentos, através da função do Estômago e das funções de transformação e de transporte do Baço/Pâncreas, os Jinye são enviados para o Pulmão e, através da sua função de difusão, são distribuídos pelas vias do Triplo Aquecedor para todo o corpo, chegando externamente até a pele e internamente, filtrando nos Zang-Fu, a fim de umedecer e nutrir aos órgãos e tecidos. A insuficiência dos líquidos nos órgãos internos produz também sintomas de secura, tais como: tosse seca por secura no pulmão, sede devido à secura no estômago, constipação por causa da secura no intestino grosso, etc. Os transtornos na distribuição e na excreção podem causar retenção de água, sintomas como abundância de Mucosidade, edema, etc. 

ACUPUNTURA 
 

A acupuntura e a técnica mais antiga que existe, parti do conceito de que o desequilíbrio se deve à má distribuição de energia pelo corpo, sendo assim aplicam-se algumas agulhas para ativar alguns pontos de acupuntura para equilibrar yin e yang dos órgãos e vísceras.

Cada Órgãos e Vísceras têm uma função energética diferente da função alopática.

Na Antigüidade, os chineses haviam comprovado, que um órgão do corpo humano, alterado em seu funcionamento, deixavam sensíveis, certos pontos de revestimento cutâneo. A localização desses pontos (situados nos mesmos lugares em todas as pessoas) variava de acordo com o órgão afetado. Concluíram assim que cada órgão correspondia pontos específicos, demonstraram então que uma ação sobre esses pontos repercute sobre o órgão correspondente, produzindo um alívio.

Esses pontos constituem uma espécie de cadeia, como se uns fossem a continuação de outros. Unindo-os por traços imaginários obtêm-se linhas longitudinais denominadas passagem, canais ou meridianos.

Os meridianos estão relacionados aos órgãos diretamente. Inserindo uma agulha em um determinado ponto de um meridiano, tem a sensação de que algo esta transitando entre eles, os chineses chamam de Qi, que significa energia.

Restaurar o equilíbrio energético

 

A energia circula através do organismo, meridiano a meridiano, de forma regular, distribuindo-se harmoniosamente e segue o seguinte percurso diário: das 3 às 5h, passa pelo meridiano dos pulmões (P); das 5 às 7h, do intestino grosso (IG); das 7 às 9h, do estômago (E); das 9 às 11h, do baço pâncreas (BP); das 11 às 13h, do coração (C); das 13 às 15h, do intestino delgado (ID); das 15 às 17h, da bexiga (B); das 17 às 19h, dos rins (R); das 19 às 21h, da circulação-sexualidade (CS); das 21 às 23h, do triplo-aquecedor (TA); das 23 à 1h, da vesícula biliar (VB); da 1 às 3h, do fígado (F).

Os desequilíbrios são conseqüências naturais da má distribuição de energia. Alguns sintomas da falta dessa energia são: sensação de vazio, fraqueza, insatisfação, insegurança, desânimo, frio, suor, agressividade, agitação dor, calor, e outros...

A acupuntura tem por objetivo reequilibrar a circulação de energia no organismo, tornando-o harmônico, pois constitui no princípio básico da ordem universal. A saúde é o resultado do equilíbrio dessas duas forças (Yin (negativo) e Yang (positivo), que ativam os corpos).

O Yin e Yang expressam-se em todo e qualquer nível de existência, com alternância de cada força.

Alguns elementos Yang são: a luz, o calor, o verão, o vermelho, o homem, a atividade, o sistema nervoso simpático, as partes superficiais do corpo. O elemento Yin é: o escuro, o frio, o inverno, o azul, a mulher, o sistema nervoso parassimpático, as partes profundas do corpo e outros.

O intestino delgado, o intestino grosso, a vesícula, o estômago, a bexiga e o triplo-aquecedor são órgãos de Yang. O coração, os pulmões, o fígado, o baço, os rins e a circulação-sexualidade são órgãos Yin.

Alguns físicos descobriram que a teoria oriental de que não existe distinção entre matéria e energia está certa, elas são consideradas dois pólos de uma mesma unidade.

Para análise, uma técnica peculiar.

 

Yin e Yang são duas forças que condicionam a vida de cada indivíduo e o seu estado de saúde, a pergunta que se faz ao especialista de acupuntura é: qual órgão esta deficiente e qual órgão apresentam um excesso de vitalidade? Dá-se, então o analise, na qual, usam-se alguns métodos: ver o cliente escutá-lo, perguntar, apalpar seu corpo nos pontos ou LO (pontos de alarme) e leitura pelo pulso, todos eles são importantes.

O analise do pulso é realizado na artéria radial do punho. E requer silencio e tranqüilidade. Os três dedos têm que se manter como um arco, com as pontas bem alinhadas e se examina o pulso com a polpa dos dedos. A distancia dos dedos depende da estatura do cliente: É dividida em três zonas, cada qual com uma posição superficial e outra profunda.

Coloque levemente a polpa de um dedo sobre a artéria radial, em cada uma das três posições, é possível perceber que a sensação obtida difere em cada local – com exceção de pessoa em perfeito estado de saúde (se a pressão for gradualmente aumentada chega-se a um ponto onde a sensação ou percepção torna-se diversa). Se os pulsos da primeira posição apresentar vibrações mais fortes do que os da terceira, quer dizer que o Yang esta mais poderoso do que Yin, e vice-versa.

Na mão esquerda, com pressão superficial, faz-se a análise do intestino delgado, da vesícula e da bexiga; com pressão profunda faz-se análise do coração, fígado e rins. Na mão direita, com pressão superficial o intestino grosso o estômago e o triplo-aquecedor, com pressão profunda o pulmão, baço/pâncreas e a circulação-sexualmente.

As pulsações podem ser classificadas em: a) alteração de freqüências b) ritmos c) superficial ou profunda; d) lisa ou grossa; e) cheias ou vazia; f) longa ou curta e etc.

Tanto para se realizar um tratamento ou realizar uma simples análise, é imprescindível o conhecimento dos meridianos, da origem de seus pontos principais e das leis que regem esta forma de terapia.

Existem doze meridianos que estão relacionados a doze órgãos. As demais partes do organismo encontram-se sob controle de um ou mais desses órgãos. Assim sendo, esses doze órgãos – ou funções corporais são considerados primários, e os outros secundários.

Os meridianos são bilaterais, um em cada lado do corpo, sendo classificados como profundos e superficiais, de Yin e de Yang. Os meridianos profundos de Yin são os do coração, da circulação-sexualidade e dos pulmões. Meridianos superficiais de Yang: do intestino delgado, do triplo-aquecedor e do intestino grosso. Meridianos inferiores de Yin (de dentro para fora): do baço/pâncreas do fígado e dos rins. 

Conclusões 

Posso afirmar que acupuntura pode ajudar muita gente a equilibrar a sua energia interna, e melhorar a qualidade de vida com tratamento de acupuntura.

Excelente em tratamentos preventivos.

Excelente para tratamento da dor e da sua causa.

Se a eficácia do tratamento não fosse comprovada, os clientes não me procurariam ao longo dos 36 anos praticamente no mesmo local, tratando varias gerações da mesma família.

Podemos provar realizando alguns golpes nos pontos de acupuntura, verificando aumento da sensibilidade e diminuição da resistência do local (sem machucar, claro).

Podemos pressionar alguns pontos para mostrar anestesia do local, para tirar a dor, ou melhor, a hiper sensibilidade do local. 
 
 
   

Referências bibliográficas 

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Spyros, Alexandros. Fitoterapia Chinesa e Plantas Brasileiras.

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http://www.holopedia.com.br/index.php?action=artikel&cat=1&id=211&artlang=pt-br Mon, 04 Jul 2011 17:11:00 GMT
<![CDATA[Meditando - Cidade de Santos / SP]]>

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Meditando Santos







MEDITANDO SANTOS



Nelson Zuniga

MODIFIC ADO 25/05/10

MEDITANDO SANTOS

Nelson Zuniga

CRT 34429

Terapeuta Holístico

Consultor de Projeto Pessoal

Profissão – Vida – Relacionamento

Av. Pres. Wilson, 246 Cj. 320

José Menino – Santos – SP – 11065-201

(13) 3014-9467 – 9771- 0820 – WWW.zuniga.terapiaholistica.net



Certificado e Credenciado

SINTE – Sindicato Nacional dos Terapeutas

Reconhecido pelo Ministério do Trabalho

Nº 46.000.003.516/93 e Nº46.000.002.902/97

Alameda Santos, 211 – Conj. 1403 – Cerqueira Cesar

São Paulo – SP – 01419-000

0800-117810 – WWW.sinte.com.br





APRESENTAÇÃO

Estamos num momento de incríveis transformações e sempre quando as mudanças verdadeiras aconteceram na história, estiveram acompanhadas de dois fenômenos – pressões suficientemente grandes e mudança de valores nos seres humanos.”

Ken O´Donnell

Início da apresentação do livro “Empresas e Pessoas” autor Nelson Zuniga - Editora Casa do EDITOR – São Paulo 2000.



De todas as correntes meditativas a que mais fez sentido para mim foi a encontrada na organização internacional não governamental, sem fins lucrativos e com status consultivo no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas – UNICEF, com escolas em 75 países, durante os últimos 73 anos, oferecendo uma educação para a revalorização do ser humano – BRAHMA KUMARIS dirigida por Ken O´Donnell Coordenador da Organização Brahma Kumaris para América do Sul.



















Minhas palavras ecoam como sementes em solo fértil...

 





APRESENTAÇÃO



Era primavera de 1951, uma brisa fria e suave banhava meu rosto, que espaventava meus cabelos compridos e brincava entre meus dedos, meus braços se abriam e se fechavam lentamente, como abraçando os álamos e os eucaliptos, que refletiam os raios de sol do amanhecer, meu avô comandava com voz suave e calma, as vezes ele se confundia com as árvores, parecia fazer parte delas. Eu tinha três anos quando aprendi esta rotina matinal.

Após abraçar a natureza nos sentávamos comodamente na fria terra, num tapete multicolorido individual de crochê pela minha feito pela minha avó. Ele mandava fechar os olhos e nos concentrar no rio Maipo que descia turbulento da cordilheira dos Andes onde os salmões lutavam contra a correnteza para cumprir sua nobre missão... Depois nos pedia para focalizarmos no rio Mapocho que após ter recolhido o esgoto da cidade de Santiago e passado pelas areias e pedras vulcânicas de Peñaflor chegava purificado e manso a nossa terra... Entre os dois rios existia uma vertente de água ainda mais pura onde nossos corpos mental, emocional e espiritual se banhavam... É um momento mágico que sempre revivo por que me trás equilíbrio, serenidade, vitalidade e amor...

Ele contava que esses exercícios começaram a ser feitos a mais de 6000 anos seja como culto a natureza, para perdoar ou para cultuar a qualidade de vida de cada um, até encontrar Deus, assim ganhou inúmeros nomes e tendências sem perder a simplicidade da comunicação externa e interna.

Esta meditação pode ser associada às sabedorias hinduístas, budistas, cristã, judaica, xamânicas com todos seus valores e virtudes. Elas coincidem na simplicidade, nos compassos da natureza e na captação de energia cósmica.

Nelson Zuniga











EPIGRAFE



Meditando Santos é um reconhecimento aos valores e virtudes que esta cidade brinda todos os dias, aos que nela nos acalentamos.

Nos momentos atuais em que dominar a emoção se torna uma luta diária, observe, medite, vibre sentimentos de paz e prosperidade para que o universo ecoe em seus cinco corpos da mesma maneira.

Vista da janela do Espaço Holístico do Nelson Zuniga

Escrever e fotografar estes momentos de inspiração se iniciaram com uma caminhada pela orla, às árvores Chapéu de Sol resplandeciam as cores cálidas do outono contrastando com as de verde pastel que ainda se agarravam ao verão e o por de sol brincava de desenhar na água sua mensagem. No céu o algodão doce da alma interpretava a despedida e o mar num ritmo aconchegante convidava a areia para namorar.





Já viu, ouviu e sentiu a beleza da ilha Urubuqueçaba?

A ilha Urubuqueçaba flutuava entre mosaicos e serpentinas douradas do sol, que entornava o cálice do entardecer, as aves garis da praia se agrupavam para o descanso e os insetos noturnos da ilha cantavam timidamente para a lua que nascia poderosa na ponta da praia.

De repente o ruído do trânsito da avenida e o vociferar da ciclovia denunciavam as emoções que atuavam atrás de cada volante, provavelmente só alguns afortunados perceberam o presente da natureza e se desvencilharam mesmo que por um instante das responsabilidades e objetivos rotineiros.

O mar começava a se fundir com o céu, entanto as estrelas espiavam timidamente minha observação.



Então concluí que se uma porcentagem maior de essas pessoas decidirem, pelo livre arbítrio, encontrar esses momentos de paz, beleza e sabedoria, equilibraria o pensamento, sentimentos e atitudes, contribuindo para ser uma cidade melhor do que já é. Foi com este sentimento que comecei a teclar Meditando Santos.



As aves garis cumpriam sua nobre missão



Desejo transmitir imagens que enriqueçam os sentidos, para que cada um desenhe a própria biografia, escolha seu próprio lugar para meditar, com a certeza que é uma experiência única, onde cada um pode melhora-lha e agregar-lhe valor.

Também desejo falar de projetos de desenvolvimento comuns ao homem e a mulher, do ponto de vista do ser humano que busca respostas para vida, profissão e relacionamentos.

A prática da meditação da luz e vida ao intelecto, fertiliza com a água da sabedoria o discernimento, fazendo florescer a beleza e a verdade suprema.















DEDICATÓRIA





À cidade de Santos

Pequeno ponto na terra

Um grande Oasis para o coração.



Nelson Zuniga











Editoras:





SINTE contato@sinte.com.br– 0800-117810 – (11) 3171-1913









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Editor: SINTE

Revisão: SINTE

Editoração: SINTE

Impressão: SINTE

Catalogação: 1 Meditação. 2 Sabedoria. Auto-ajuda.

Autor: Nelson Zuniga

Capa:

Fotos: Nelson Zuniga (Kodak Easy Share CX 7300 3.2 mega pixels)











SUMARIO





RESUMO Pg. 11



MATERIAL METODOLOGIA Pg. 26



RESULTADO Pg. 52



AGORA VOÇÊ Pg. 57



TRÊS EXPERIÊNCIAS Pg. 65



CONCLUSÕES Pg. 72



BIBLIOGRAFIA Pg. 75



















RESUMO

Desenvolver a observação e meditar no meio do caos e do estresse tornou-se uma necessidade na vida atual, as pressões são muitas, contas para pagar, ausência de silêncio, responsabilidades com a carreira, relacionamentos, qualidade de vida.

Neste desafio proponho adquirir primeiramente a observação, e abrir os caminhos para meditação de uma forma tranqüila, descontraída, simples más com a responsabilidade de se conhecer e se amar.

Meditando Santos é um reconhecimento aos valores e virtudes que esta cidade brinda todos os dias, aos que nela nos acalentamos e aos que vem procurar um cálice de paz e harmonia neste Oasis.



Se o alvorecer é uma criança, o dia um adulto, eu já sou o crepúsculo?

Aprender a se concentrar e meditar é um fluxo de crescimento, um estado de ser sem associações emocionais. Segundo os dicionários, meditar é o processo de pensar sobre ou a respeito de algo. Então isto apenas é um pensamento focalizado para o entendimento, programação ou planejamento, sendo assim e uma concentração do que desejo, como, onde, quando, para quê, custos e resultados.

Meditação é uma virtude que o ser humano tem a disposição de graça é um estado de espírito, de ser, onde se vive com perguntas e não com respostas deixando de ser uma atividade lógica para transformar-se numa virtude natural além dos cinco sentidos.

Meditar e um estilo de vida que pode ser vivenciado até no meio do caos dos grandes centros urbanos, Santos facilita este desenvolvimento pelos contrastes geográficos, porte e constante crescimento, preparando-se para as gerações atuais e futuras, desenvolvendo infra-estrutura viária, ferroviária, aérea, fluvial, imobiliária, educacional, hospitalar devido ao crescimento normal e ao início da exploração das jazidas marinas de petróleo e gás.



Se o passado ficou para trás e o futuro não me pertence, o que faço com o presente?



Fico preocupado com a infra-estrutura do desenvolvimento humano da nossa cidade, para não repetir erros biográficos de municípios que em seu crescimento deixaram proliferar as ervas daninha do crime e a explosão demográfica desenfreada agredindo a natureza local.

A cidade de Santos tem uma egrégora saudável de virtudes e valores principalmente no jardim litorâneo.

Faço uma metáfora comparando Santos ao um Ser Humano que consta com cinco corpos em um só.

O corpo físico da cidade estruturado com os quatro elementos e fronteiriça de cidades amigas. Corpo que lida com alimentação, digestão, interação, tempo e espaço, elo de comunicação atlântica e continental.

O corpo mental do município do qual todos os cidadãos que aqui moramos fazemos parte, representados por uma equipe pensante e atuante administrando passado e presente, para desenvolver o futuro.

O corpo emocional da cidade e o centro de todos os corpos, vulnerável a credos, dogmas, políticas, uma fonte de inteligência com vida própria que em breve triplicará sua população e conseqüentemente, os anseios de uma população que pensa, sente e realiza.



A solidão não necessariamente e dolorida, ela pode ser integradora...



As grandes cidades não devem ser medidas pelo tamanho, e sim pelo equilíbrio emocional de seus cidadãos, berço de pessoas ilustres que influenciam indivíduos, classe e sociedade.

O corpo espiritual da cidade desejando encontrar um sentido filosófico no momento de miscigenação de virtudes e valores.

Por último, o corpo de energia santista inerente a individualidade desta maravilhosa e única cidade e inerente a cada um dos seus componentes. Este já e um passo para nos preparar para essa nova etapa, encontrando equilíbrio emocional através da observação e da meditação.



Quanto mais aumenta a luz, mais aumenta a escuridão.



No início da minha carreira como terapeuta holístico, meditava muito para entender a dificuldade que muitos seres humanos têm em provocarem mudanças necessárias para melhorar a própria vida.

Quando as mudanças ocorrem, elas são provocadas por perdas materiais, de relacionamento ou de saúde, essa observação me levou ao cenário das emoções e como atores de um grande palco algumas pessoas assumem um único personagem do qual se orgulham sem se colocar por um instante no lugar da platéia, isso e egoísmo, o que fez que concluir que, mudança e sinônimo de dor por opção.

Já os mais flexíveis e que desempenham múltiplos personagens sem serem mascarados tem um acesso maior a felicidade. Mesmo sendo cansativo interpretar vários papeis, vemos alguns bem sucedidos como o pai ou mãe que desempenham sua função profissional, se socializam, brincam com filhos e amigos, fazem trabalhos comunitários, cozinham, concertam, amam, arregaçam as mangas, são discípulos e mestres, estes poucos personagens em uma só pessoa tem a virtude de interpretar a vida, e certamente estão mais perto da paz, catalisar estas atitudes exige constantemente momentos de observação e meditação.

Como toda ação se precisa de uma dose de sacrifício para que a meditação ilumine mais de uma interpretação e de início a compor outras melodias, é necessário provocar alterações no roteiro e ter a humildade de compartilhar conhecimento com os outros, até reunir conhecimentos suficientes para continuar desenvolvendo.

A necessidade da mudança faz desenvolver qualidades humanas tidas por alguns apenas como símbolos inalcançáveis, e quando esta ocorre fica maravilhado com seu desempenho e qualidade adquirida.



Neste palco todos somos atores, quem ou que, você representa?

Somar qualidades ao longo da vida e como colecionar máscaras que usamos de acordo com a situação. Estas mascaras são facilmente decifradas quando somos alfabetizados na leitura corporal e facial o que nos leva a perguntarmos constantemente, que papel estou representando na minha profissão, relacionamentos e para meu espelho?

E bom meditar e crescer, é bom também quando sem exageros e convencimentos nos sentimos diferentes dos outros e desejamos aproveitar essa diferencia em prol de um objetivo maior.

O desafio é desmistificar a meditação e contribuir para que cada um identifique um objetivo na vida num curto espaço de tempo na milenar busca do perfeito relacionamento, sucesso profissional e a sensação de liberdade.

Quando o raciocínio nos mostra a fragilidade dos nossos sonhos, surgem às alternativas de continuar sofrendo ou lutar por uma esperança.

Quem medita é tido como um ser diferente considerado estranho, esquisito que na maioria das vezes enxerga além do óbvio. Meditar pode ser um dos tantos caminhos que trás crescimento, aprendizado mesmo não conseguindo nas primeiras tentativas.



Será que preferimos imitar que libertar a criatividade na meditação?



Tomar a direção desejada na vida requer ousadia, criatividade para corrigir erros e não repeti-los, segurar o leme com as mãos do coração.

Se aventurar no mar da vida significa deixar um estaleiro confortável, isso pode significar uma perda, ou a possibilidade que depois da travessia descobrir um lugar melhor. Se não tentar nunca saberemos a resposta.

E um momento na vida que as perdas trazem ensinamentos ao ponto de lidar com a própria segurança e ter coragem quando desafiado pelo universo a fazer uso do livre arbítrio, todos nós, sem exceção, temos defeitos e virtudes a serem recriados ou melhorados, independente da personalidade ou jeito de ser.

Meditar não é sinônimo de solidão e sim a associação devida ao desenvolvimento da luz interior, o que nos deixa introvertido, esta postura incondicional provoca a sensação de bem estar inclusive nas pessoas com quem dialogamos.

Meditar é provocar uma transformação no sentido da vida em constante mutação. Segundo a antroposofia estas alterações ocorrem a cada sete anos que quando compreendidas levam a sabedoria.



Porque se a terra é tão pequena a distância entre as pessoas e tão grande?



Com certeza você percebeu que algumas pessoas e cidades conseguem as coisas sem esforço aparente, pois é, isso e um processo de postura perante a vida, assim como quem gosta da profissão e a exerce com carinho nunca trabalha, ganha, se divertindo deixa fluir as tarefas e encara os problemas como desafio.

Não se trata de bairrismo e sim de aceitar a alma da cidade composta por todos nós, caiçaras, santistas, migrantes e emigrantes.

Porque indivíduos e cidades conseguem prosperar? Na minha observação; estas pessoas sabem brincar com o pensamento, sentimentos e atitudes, o seja: Se estão planejando ou resolvendo processos pessoais ou profissionais em primeiro lugar está o pensamento. Se estiver fazendo amor com a pessoa amada o pensamento, cede espaço ao sentimento, por último, numa emergência a atitude instintiva se equilibra as duas anteriores.



Você já fez um luau na praia?

Para desenvolver a meditação é conveniente administrar três verbos pensar, sentir e agir de acordo a cada situação tornando-nos mais perceptivos e assertivos.

Como já disse, meditar não é pensar, raciocinar, conduzir cultural ou educacionalmente. A meditação é uma atitude não pensadora do ser humano independente de inicio, meio ou fim, e, apenas entra em contato com a sabedoria universal.

Os mais ansiosos e impacientes me perguntam se ervas, cactos, cipós etc. ajudam entrar no processo de meditação. Eu respondo com outra pergunta, “você aceita fazer hipnose em estado alfa?”. Quando aceita a resposta vem da própria pessoa que consegue respostas internas sem necessidade de alucinógenos.

Pular etapas de aprendizado sempre tem um custo material ou emocional, e como entrar num jogo sem a devida preparação.

A meditação e um ritmo harmônico transitando pelas dimensões sutis, por isso que tentar formatar a meditação e transformá-la em planejamento a torna um critério lógico, isso não e meditação, neste caso e apenas uma concentração para relaxamento dos corpos mental e físico.



Meditar desenvolve em você a sabedoria e a serenidade?

A concentração como método escolar, profissional ou para a vida diária e uma necessidade, inclusive para estar escrevendo este livro, porem não estou meditando, a concentração me ajuda a planejar etapas para atingir os seus pensamentos, para que a meditação faça sentido na sua vida.

Vivemos num caos relativamente organizado, porém altamente estressante isso nos leva a criar mecanismos de defesa que chamamos de concentração, relaxamento ou meditação, já é um bom começo para entrar num universo tão poderoso que melhora a qualidade de vida.

Vejo por meu filho, como ele desenvolve a concentração para alcançar seus objetivos, curtir as próprias experiências ou as emprestadas da TV, internet, filmes, livros, academia e faculdade, com isso ele desenvolve a concentração em determinado tema para enriquecer o corpo mental, físico e emocional.

Neste passeio pelos cinco corpos que vão do intangível até o físico, ele se projeta em cada um trazendo ricos aprendizados para o presente e o futuro. São as aventuras e as experiências da mente e da identidade, passo importante para a meditação e para entrar em contato com a própria alma.



Você sabe decidir misturando pensamento, sentimento e atitudes?

Quando falo em meditar sobre o corpo sutil, identidade e/ou espírito não estou falando de religião e sim de transitar através das dimensões como um livre pensador, respeitando minha formação religiosa e a dos demais.

Meditar é portanto, um verbo que devemos evitar associá-lo a método, planejamento e concentração. Simplesmente é uma descoberta única de cada indivíduo, que quando retorna desse êxtase, trás uma rica bagagem sensorial, o verdadeiro reconhecimento do eu na sua transcendência.

Na vivência da meditação, devemos deixar fluir o corpo energético deixando o espírito bandeirante facilitar o avanço, nesse momento lutamos com o lado instintivo voltado para o verbo ter.

Valorizamos um xamã, yoge ou monges porque temos a certeza que podemos aliar a sabedoria deles, aos tempos atuais na profissão, vida e relacionamentos.

Neste impasse modernista o desafio é unir três verbos básicos do ser humano, o “Ter” voltado para as necessidades do corpo físico e mental, o “Ser” para aquietar o corpo da identidade e/ou espiritual e como resultado o equilíbrio do “Estar” do corpo energético, para encontrar o estado de êxtase do corpo emocional.



Você observou as mudanças da árvore Chapéu de Sol nas quatro estações?

Meditar é um estilo de vida que vivencia inicialmente estes três verbos, esta virtude começa a fechar portas do passado e abrir as portas do presente desconhecendo fronteiras.

Trata-se de descobrir a existência de que o relógio do coração e tão ou mais importante que o relógio digital, onde se superam frustrações adquiridas da profissão, vida ou relacionamento. O estado de espírito e/ou identidade da meditação propicia o encontro dos ritmos dos corpos numa espiral que une duas dimensões.

A beleza terrena de um nascer ou por de sol, desabrochar de uma semente, a mágica da gestação de uma borboleta, a gravidez de uma mãe e o nascimento de uma criança, fazem parte das vivências tanto quanto a morte, tudo é uma grande orquestra, um grande cenário onde aprendemos a dança da vida, e sendo participes dessas dimensões, entramos no salão da felicidade.

As crianças têm muitos dons, alguns que admiro é a curiosidade, a procura, as perguntas, a ousadia e a contemplação. Algumas pessoas inibem ou ridicularizam castrando estas virtudes pelo medo o a ridicularização, estas atitudes ficam escondidas, mas, latentes no adulto, concertar estas pequenas grandes feridas e primordial, porque elas afetam a concentração e a meditação.



O nascer e o por do sol, são ritmos como as quatro estações, semanas, meses, anos, qual e seu ritmo.

A velocidade atual da vida vem causando muito estresse, cansaço e tensões que provocam crises emocionais, com efeito, em todos os corpos, energético, espiritual, emocional, mental e físico, por isso antes de uma sadia concentração deve-se acalmar os corpos com a meditação.

O processo de meditação e uma arte, e como tal e aconselhável aprender a misturar as cores e os sons energéticos, refinar experiências e a sensibilidade, assim adquirimos poderes mágicos que transformam a escultura emocional.

Estas experiências trazem uma sensação de poder sofisticado, acalmando as perturbadoras energias diárias geradas por uma parte das pessoas classe ou sociedade.

Alguns meios de comunicação para prender a atenção apelam para a anti-concentração e anti-meditação, usando sutis métodos diretos e apelativos e/ou neurolinguísticos. Em compensação outros além de informar contribuem para enriquecer as virtudes e valores do ser humano. Desejo esclarecer que este comentário não e uma fuga, toda informação e necessária, somente devemos aprender a filtrar o que é bom para nós.

Independente das necessidades individuais todo ser humano tem a obrigatoriedade de observar os próprios pensamentos, como eles nascem e se desenvolvem, conteúdo básico para ter uma boa qualidade de vida, uma profissão e um bom relacionamento.



Você caminhou em silencio do Emissário até a Ponta da Praia e viceversa?

Estas virtudes podem ser alcançadas individualmente, apenas precisa de tempo e dedicação deixando por alguns minutos a TV, Note Book, Celular, Ipod e etc.. Apenas sentem-se tranquilamente, independentemente de postura xamânica, oriental ou ocidental mantendo ereta a coluna cervical, dorsal e lombar, para que as energias dos cinco corpos fluam se harmonizando. O fato de cruzar as pernas e os dedos das mãos além de propiciar a interação energética com o universo tem a simbologia da proteção, já que durante a meditação abrimos as portas dos centros de energia (ou chakras) ficando propensos a energias intrusas.

Tenha ou adote seu espaço na sua casa, apartamento, praça, jardim da orla ou na areia, aprenda a ficar a sós na multidão, observe a quietude dos movimentos, dissipe a profusão de pensamentos, experimente a leveza do ser, separando-se suavemente da necessidade do ter, abrindo caminho para a serenidade do estar.

Esta simples técnica requer persistência, perseverança, paciência, disciplina e autocontrole. Ser um auto-observador e aquilatar paulatinamente os lampejos de sabedoria que apareceram.

O equilíbrio do ser e do ter trará benefícios nas atividades diárias, transformando residência em lar, trabalho em virtude e o desequilíbrio físico em qualidade de vida.

Começamos a meditar quando percebemos que o corpo mental se desequilibra, perdemos a sensibilidade e diminuímos o sorriso.



Qual e sua prancha para surfar na vida?

Meditar quando observamos tudo com uma finalidade, assim como a musculação e para aprimorar o corpo físico, a concentração e para resolver conflitos, a meditação e para fortalecer o corpo da identidade e/ou espiritual.

Percebemos que aquilo que muitos acham tolo, esconde valores incalculáveis assim como extasiar-se perante uma flor, no suave planar de um urubu ou no travesso voar de um beija flor.

Perdemos a inocência indígena, a flexibilidade da natureza é a sabedoria de um nascer e por de sol, extasiarmos perante uma obra de arte. Ainda temos tempo de recuperar estas virtudes que nos torna realmente seres humanos.



Você perceve que seu futuro e a soma do passado mais o presente?



Recuperar a criatividade e a espontaneidade perdida no processo mecanicista, virtual e atacadista que inibe e condiciona as percepções e nosso desafio.

Apesar que a beleza da ação e da flexibilidade foi relevada a alguns esportes olímpicos onde simplesmente assistimos, podemos sem ser atletas, leves e flexíveis, lembrando que a vida é uma pista, um palco, onde todos temos direito a um podium, onde também temos deveres para alcançar nossas próprias conquistas, participar da vida onde tudo é ritmo, e como atores desse grande picadeiro, nos direciona para aprender a meditar em todas as circunstancias.

MATERIAL E METODOLOGIA

Portanto meditar no caos ou na tranqüilidade é uma questão de adaptação, o importante é vislumbrar que temos saída para ansiedade e a impaciência atual.

E comum aparecerem neste momento emoções adormecidas como, ressentimento, ciúme, raiva culpa, angustia, auto-rigidez moral, impaciência, ansiedade, apego a momentos passados que não deixam viver o presente, sobrecarga de responsabilidades, baixa auto-estima, egoísmo, medos, tortura mental como as mais comuns.



Percebeu que o terço é a forma cristã de meditar?

Quando o ser observador emerge e se mantém constante, o sono e a vigília se tornam agradáveis. As pessoas próximas muitas vezes pensam que estamos lentos, mas nessa lentidão nossa percepção trabalha em sincronicidade com os cinco corpos, melhorando o desempenho profissional, harmonizando as interações individuais e sociais. E comum escutar, “como você consegue fazer tantas coisas num dia só?”

A modernidade tem muitos valores, neste caso apenas inibiu as percepções que os bons caçadores e pescadores têm naturalmente, atenção, percepção, observação e sensibilidade.

Neste estado de observação entre sono e vigília encontramos uma sensação de felicidade, é a ternura do coração aflorando e fluindo através do corpo mental.

O processo de meditação é assim, antes dele a praia, a orla derramavam uma palheta de cores, depois da descoberta o espiral perceptivo se torna uma virtude constante.

Como podemos observar uma vez incorporado o estado meditativo de maneira constante começam a surgir insights, visões aliadas a própria criatividade, trazendo muitas vezes insegurança por perceber coisas que antes duvidava e agora se tornam naturais.



Já meditou na pedra da feiticeira na vizinha praia de itararé em São Vicente?

Freud e Jung cogitaram que: “toda experiência e conhecimento da humanidade fazem parte da consciência individual” meditando essas experiências que aparecem de diferentes formas, como lampejos simbólicos ou arquetípicos do passado, no presente ou do futuro.

Para que serve meditar? muitos se perguntam e aos poucos vão percebendo que resolver problemas se torna mais fácil porque desenvolve a intuição e a leitura energética, deixando preparado para enfrentar qualquer tipo de situação.

Este orgasmo energético que nada tem a ver com a sensualidade, é uma experiência única, iluminando, abrindo caminhos, libertando novos pensamentos, sentimentos e atitudes, o seja adquirimos novos poderes.

MEDITANDO OS CINCO CORPOS

Acomode-se num lugar escolhido por você com a coluna vertical a terra. Determine que os ruídos externos não interfiram na sua tranqüilidade. Deixe a meditação seguir seu fluxo natural como a água que desce de uma vertente. Olhe sem ver. Aos poucos a profusão de pensamentos diminui, preparando-o para a jornada meditativa.

MEDITANDO COM O CORPO ENERGÉTICO

Concentro-me no corpo de energia que eu sou. Um ser divino. Filho da luz eterna que ilumina todas as vestes que adquiri na jornada do ego. Volto a ser um ser de luz para iluminar minha jornada e a dos outros seres que encontrar no meu caminho.

MEDITANDO COM O CORPO ESPIRITUAL

Concentro-me no corpo espiritual. Identidade da alma do aprendizado. Identidade do nascimento como pedra. Identidade do nascimento como planta. Identidade do nascimento como animal. Identidade de todos meus nascimentos como ser humano.

MEDITANDO COM O CORPO EMOCIONAL

Concentro-me no corpo emocional. Centro dos cinco corpos. Aqui aparecem todas as minhas máscaras. Vou destruindo uma a uma, não sim antes ter interpretado e aprendido com suas mensagens.

MEDITANDO COM O CORPO MENTAL

Dirijo minha atenção a minha cabeça, receptáculo de todos os meus pensamentos, sentimentos e atitudes. Concentro-me na minha testa e na minha energia racional. Transmuto meus pensamentos densos em luz. Sinto a liberdade pacífica e a pureza do meu ser. Estes pensamentos fazem aflorar as lembranças de quem realmente eu sou e qual é a fonte da minha criação.

MEDITANDO COM O CORPO FÍSICO

Concentro-me nos meus olhos, ouvidos, nariz e boca. Reconheço-me como um ser crítico e da paz. Através dos sentidos encontro minha qualidade de vida.

Concentro-me no meu pescoço. Elo do universo dos pensamentos, das percepções com o mundo das ações e da comunicação.

Meu coração diminui o ritmo para que uma experiência de tranqüilidade faça contato com as qualidades mais elevadas do meu ser.

Meu estômago usina do corpo físico me pede leveza para sustentar o ser. Que se manifesta puro. Radiante. Pleno. Superando todas as energias conflitantes.

O umbigo, ligação com todos meus ancestrais, mostra-me a experiências de todos os lares que recebi. Posso visitar-lhos, levar a minha paz e o silêncio luminoso e purificador e trazer amor, proteção e paz.

Concentro-me no meu púbis, símbolo da continuidade e também dos instintos. Agora calmo e em harmonia, estou em paz com a energia eterna que realmente eu sou...



Você enxerga os símbolos que a natureza nos brinda?

Meditar não é fazer voto de castidade, a sensualidade é fazer amor com quem se ama deve ser uma constante troca de fantasias, carinho e diálogo, especialmente quando se conjugam os cinco corpos do casal.

O que deve ser evitado é a sensualidade ligada ao ego e a lascívia, recipientes de ousadia que cegam e trocam uma tranqüilidade e felicidade constante, por um momento de paixão.

A energia que irradiamos, a capacidade de ver e enxergar o mundo, a sensação de felicidade nos faz sentirmos importantes e poderosos nos diferenciando num grupo de pessoas ou numa equipe.

Meditar como podemos observar é extremamente difícil, mas também extremamente fácil se mantermos humildes e flexíveis.

Temos hoje um amplo leque de opões místicas, com soluções fáceis que logo desmotivam os seus seguidores.



Já sentiu o êxtase e a felicidade de meditar no nascer e no por de sol?

Não importa qual é a sua opção, o que você merece ter, e que, a ética, virtudes e valores pregados sejam praticados por todos os componentes dessas entidades.

Não é necessário esperar a senilidade para se tornar Sábio, isto acontece naturalmente com algumas pessoas, diz a sabedoria milenar: ”quando se enturva a visão se começa a enxergar com a alma”.

Se acalmar o corpo físico, mental e emocional estamos aptos para entrar numa vivência autobiográfica, espiritual e/ou energética. Estas experiências são relatadas em todos os livros sagrados que buscam a iluminação.

Ao nos desfazer dos algozes físicos, mentais, emocionais, estamos livres para conectarmos com o universo.

Comece a observar a mar, areia, céu, rochedos, ilhas, jardins, morros, olhe sem ver, sinta sem tocar, escute sem ouvir e aos poucos se sentirá ritmicamente integrado nessa paisagem escutando o maravilhoso silêncio de seu corpo espiritual.

Cuidado. Quando começar a encontrar a luz da sabedoria dentro de você, mais escuridão e ignorância o acometeram.

O ritmo existencial se torna tão obvio que se no nos contatamos com pessoas sintonizadas nessas vibrações se corre o sério perigo de ficar só.






Que buscas no horizonte que não está dentro de ti?

Estou fazendo terrorismo, lembrando a forma coercitiva com que algumas gerações fomos punidas. A minha experiência pessoal e profissional mostra que quando ensino tudo o que sei, sou obrigado a aprender mais. E quando aumenta a escuridão, nosso coração tem um lampião abrindo caminho na densidade. O perigo de ficar só se esvanece, porque se e convidado para palestras, cursos, escrever artigos que geram conhecidos e amigos em progressão geométrica, e a família se orgulha de ser partícipe dessa sabedoria.

A meditação permeia os cinco corpos, cabendo um quinto ao corpo mental que deixa espaço para os outros e assim sucessivamente, esse processo transforma toda a perspectiva das percepções, facilitando a transformação de cada um.



Um quadro vivo em constante mudança de autor conhecido...



Agora esse 20% de atividade mental da passagem a desintoxicação emocional, ambas embriagadas pelo cálice obsessivo da atividade física e mental.

A mudança num ser que encontrou a meditação mexe com a atividade postural devido a que a expressão interna reflete no comportamento espontâneo.

A meditação como qualidade de vida trás organização em todas as atividades humanas impulsionando-o e motivando-o, vivenciando várias vidas em um instante.

Ao entrar em contato com o campo áurico temos que repor o colorido anímico da alma.

Como um prisma que recebe luz pura e desdobra a riqueza cromática em todas as criações existentes na terra, e maravilhar-se com a florada colorida da primavera, o arco Iris no arrebentamento das ondas, ou nos diamantes do orvalho matinal.



Viver em harmonia, relaxar, sonhar, liberar a criatividade, recuperar o sorriso da criança interior, compreender a razão da existência e a simplicidade de ser. Escrever a autobiografia mostrara a importância simbólica de cada evento, descobrindo o significado sagrado da vida.



O paradoxo é que para entrar na meditação temos que acalmar a mente, momento em que desenvolvemos a inteligência porque nos conectamos energeticamente com todo o universo. A mente tem um papel preponderante no processo de aprendizado e desenvolvimento do individuo questionando carma, darma, ancestralidade e o livre arbítrio que possuímos.



O processo de aprendizado e de instrução tradicional oferece conceitos de maneira racional, que é como montar um quebra cabeças, mas, quando faltam peças se entra em colapso ou se abre espaço ao processo criativo. Já o processo de aprendizado vivencial ou auto-didático funciona como se fosse um mosaico, mesmo faltando peças, se produz uma organização natural e criativa, como na natureza, este processo de experimentação, faz reviver a criança descobridora adormecida em nós. Se unir os dois processos atingimos um maior desenvolvimento.

Este procedimento nos ajudará a minimizar as condições adversas, levantar âncoras para navegar livres pelo oceano da meditação.

Esta proposta tenta desmistificar a concentração e a meditação, mostrando que tudo começa com a respiração.

Tomando como base as pesquisas do terapeuta americano Leonard Orr, criador do Rebirthing (Renascimento) em suas palestras e vídeos didáticos, adaptei eles para nossa realidade:

Quando inspiramos e expiramos com a língua entre os dentes, ritmicamente pelas narinas e colocamos a cada 7 uma respiração profunda, estamos aliviando ressentimento, raiva, culpa”.



Você faria a travessia com Cristóvão Colombo ou Pedro Álvares Cabral?

Quando inspiramos e expiramos normal e ritmicamente pelas narinas e colocamos a cada 14 uma respiração profunda, estamos equilibrando a consciência e a observação”.

Quando inspiramos e expiramos silenciosa e ritmicamente pelas narinas e colocamos a cada 21 uma respiração profunda, estamos entrando num processo de meditação”.

Crises ou desafios que interferem na concentração e na meditação

E comum nas palestras pessoas manifestarem que tem dificuldade para se concentrar e meditar.

Trazendo a experiência de consultório, da Hipnose, Regressão de Memórias, Terapia de Vivências Passadas, além das pesquisas nos livros de Bernard Lievegoed, na publicação em 1948 “Desvendando o Crescimento” e posteriormente em 1976 “Fases da Vida”.

Este autor pesquisou as crises e o desenvolvimento da individualidade e como estas situações interferem a partir dos vinte e um anos da vida.



Você meditou até enxergar seu colorido anímico?



Ao compreender, aceitar ou transmutar, experiências adquiridas desde a gestação até os vinte e um anos, abrimos caminhos para muitos aprendizados, assim aprendemos a restaurar e administrar as crises energéticas que aparecem naturalmente ao longo da vida.

Desafio da adoção do veículo físico:

O corpo espiritual e/ou identidade tomou a decisão de pilotar o veículo físico, assumir esse comando significa deixar o conforto intangível, preparando-se para entrar no universo das ações, momento que acontece com o primeiro respirar, onde se fundem identidade, espírito e matéria. Dependendo da tendência filosófica para alguns será o DNA, para outros pagamento e aprendizado da energia e do espírito, carma ou darma.

Desafio da gestação:

Este momento tem uma relevância energética no ser humano devido a que em muitos os casos não compreendemos durante o crescimento e o desenvolvimento o sentimento da rejeição. Provavelmente originado no momento de nossa mãe e pai receber a noticia da gestação, prefiro esta palavra por ter uma conotação mais positiva que gravidez.

E muito importante se perguntar numa auto-regressão: Qual foi a primeira emoção da minha mãe? Pai? Parentes? Amigos? E muito provável que a memória energética tenha registrado essas emoções e estejam influenciando os momentos atuais. O primeiro passo e agradecer porque graças a dois impulsos estamos aqui, o segundo, se ouve alguma reação negativa perdoe e o terceiro é reconhecer que nós somos artífices do próprio destino e temos a oportunidade de melhorá-lo.

Desafio do nascimento:

Do ponto de vista holístico deve-se procurar que o parto seja o mais normal possível. No fluxo da vida, o parto estará simbolizando os constantes processos de mudanças, que deverão ser conduzidos com segurança, flexibilidade e amor.

A troca energética de carinho no aleitamento e no desmame fortalece a confiança, auto-estima, procura e desafios. “Esta confiança será revista no momento de colocar a coluna ereta, capacidade exclusivamente humana e que da inicio a fala”.

Em termos energéticos abrimos as janelas para o mundo físico, do pensamento com alguns toques de emoção, o momento certo para aprender a respirar equilibradamente.

Uma pequena crise acontece ao redor dos três anos quando a criança troca “o nenê não quer” pelo “Eu não quero” atitude que para muitos adultos, e desafiadora, ou mal-criada. Quando inibida afeta no futuro, o equilíbrio do pensar, sentir e agir.

Um momento rico e agradável lembrado por alguns clientes quando criança é o de ficar só, curtindo as próprias fantasias. Momento único que deve ser compreendido e respeitado, o descobrir do espaço individual cria auto-respeito, auto-estima e auto-aprendizado, estas pessoas criaram condições favoráveis para a meditação.



Você vê no fundo a silueta da terra grávida?



Não posso deixar de falar dos medos adquiridos na fase do aprendizado e que inevitavelmente aparecerá quanto adulto, disfarçada de insegurança, ansiedade, dependência, entre os mais comuns.

Estes medos vão desde as estórias, até os temores convenientes para os adultos para controlar, manipular ou chantagear emocionalmente.

Os medos da dor, morte, pobreza, solidão, abandono, medos de arriscar, errar, de ser enganado, medo de hospital, dentista, injeção, medos de cobrança ou até medo de rir para depois não chorar.

Este conjunto de emoções fica guardado na memória, aparecendo como símbolos esmaecidos em momentos importantes na vida, profissão ou relacionamentos, desencadeando energias poderosas que interferem na busca da serenidade.

O medo também ativa os mecanismos de defesa para a luta ou para a fuga, perdendo o controle do medo aparece a raiva, herança do instinto animal.

Podemos meditar se alguma célula guarda medo, raiva, sapos engolidos? Desde a mais tenra idade acumulamos essas e muitas outras emoções, saber lidar com cada uma dela e a arte de se lapidar.

Existem muitos tipos de medos que com Florais de Bach são tratados com ótimos resultados. Medos Reais (Mimulus), o medo em seu estilo mais puro (Rock Rose), medo de perder o poder (Cherry Plum), medo invisível (Aspen), medo da solidão ou de perder os outros (Red Chestnut). A natureza nos fornece uma palheta para pintar a bela aquarela da nossa vida.



Desafio da socialização:



Pode ser isto resultado de uma explosão ou a obra de um arquiteto?

Na teoria de Lievegoed isto ocorreria aos sete anos, sistema mantido ainda nas escolas Waldorf respeitando o desenvolvimento biológico da natureza. Esta socialização está ocorrendo cada vez mais cedo devido ao desabrochar da mulher profissional e ao desequilíbrio familiar, que coloca as crianças em guardarias infantis.

O fator econômico e a falta de escolas apropriadas que vão além do conteúdo básico, dificulta a interação com a natureza e o desenvolvimento da criatividade.

Desafio da adolescência:

Mensagens emitidas e recebidas serão marcantes porem não necessariamente definitivas, elas podem ser reescrita pela própria pessoa.

A fase adolescente num ser humano, segundo Rudolf Steiner, é considerada entre os 14 e 21 anos, época da puberdade e sexualidade madura, momentos de muita energia e de crises, que devem ser canalizada para o desenvolvimento. De certa maneira, nesta fase vivemos um sonho que é desvendado pelo arquétipo de Adão e Eva, que por ter comido a maçã da árvore do conhecimento, teremos que dar a luz com dores e ganhar a vida com sacrifícios.



Quando jovem surfei no mar será que hoje aprenderei a surfar nas palavras?

Nesta idade vivenciamos uma profunda separação da sexualidade. Questionamos tudo, pais, Deus, sexo, entidades. Nesse questionamento, uma saudade enorme toma conta da nossa identidade, ficamos mais instintivos e discordando do pensamento, sentimento e atitudes. Assumimos pensamentos filosóficos que nos levam ao extremos: grande socialização ou isolamento.

Aparecem muitos sentimentalismos junto a uma vontade excessiva que em algumas oportunidades se direcionam para agressividade competitiva, esta identidade deseja viver todos os “esportes e pensamentos radicais” buscando respostas para aquilo que nos incomoda e não compreendemos.

É um momento precioso onde nos deparamos com o espelho do tempo nos perguntando: “De onde viemos? Onde estamos? E qual e a razão da nossa existência?”. Criamos dúvidas a respeito dos nossos próprios pensamentos, e nos perguntamos: Estas são minhas idéias, minhas escolhas ou a dos meus pais? Demoramos muito tempo em compreender que nossa individualidade e independência, estarão sempre atreladas às nossas raízes.

Viramos um pêndulo, desejamos liberdade, identidade própria, criticamos, invocamos autenticidade das autoridades mais próximas, e só quando perdemos esse vinculo e que percebemos quão importante é para nosso destino.



As pontes dos canais na areia unem a razão e a emoção?

A profissão nesta idade varia muito hoje devido ao grande crescimento populacional e a migração por falta de recursos, assim temos vidas direcionadas para a sobrevivência sendo-lhes cortada a possibilidade de estudar e desenvolver assumindo profissões sem escolha, fazendo trabalhos de rotina atrofiando a criatividade.

Mesmo assim num outro grupo de pessoas decorrem as seguintes perguntas: ciências exatas ou humanas, engenharia ou medicina, jornalismo ou administração? Uma grande parte não acha respostas no processo atual onde as profissões estão muito diversificadas. E neste ponto onde nascem os líderes, na falta e no excesso, são poucos, independente de condição social, ter-se iniciado no campo de trabalho ainda criança ou vindo de uma família economicamente equilibrada. Tais líderes começam organizando jogos de futebol, festas, se candidatam a cargos nas escolas ou entidades de classe, são convidados para passar conhecimento ou dar aulas, participam de jogos federativos, se interessam e participam de movimentos políticos ou beneficentes.

É, um momento de grande afirmação, impõe seus pontos de vista muitas vezes pelo tom alto da voz.

Nesta fase, veículo físico e piloto espiritual se condensam formando a maturidade, o final desta fase liberta o EU e a identidade da alma individual.

Desafio da maioridade:

Nesta fase se unem os cinco corpos em um só, desejamos sair de casa querendo ser únicos, perdemos os medos e desejamos sermos nós mesmos, questionamos tudo e todos. Isto incomoda mentes pré-estabelecidas e que desejam sossego, esquecendo que já passaram por isso.

Dos 21 aos 28 anos passamos por grandes alterações emocionais, além da impaciência e ansiedade, com tendência a ver o lado negativo das coisas esquecendo que das nuvens escuras vertem gotas de água pura e fertilizante.

Para alguns um bloqueio ou “o céu é o limite”, para outros o equilíbrio, desejamos mostrar ao universo adulto que podemos atuar juntos e nos defrontamos com bloqueios e limites, que são espelhamentos do aprendizado ocorrido no corpo físico entre a gestação e os sete anos, repetindo nesta fase no nível comportamental.

E uma fase em que alguns canalizam a energia para construir o futuro e outros para experimentar o perigo, sempre será uma escolha que terá como norte as virtudes e os valores adquiridos até os quatorze anos. Isto deixa em evidência a importância da família equilibrada.

Iniciar uma carreira, ser trainne, entrar em contato com os micro e macro processos de uma empresa, vista muitas vezes apenas na teoria ou num organograma caduco educacional. Também se defrontando com múltiplas funções carregadas de egos, e um grande desafio para quem deseja deixar de ser adolescente.

O ideal nesta fase e vivenciar várias áreas para sentir com qual há uma maior interação, isto lembra o milenar ditado ”quem ama o que faz, jamais trabalhará” A função deve ser vivenciada, pensada, sentida, quando isto ocorre, teremos um profissional cooperativo, participativo e que sabe agir em equipe.



Se você sabe de onde vem, onde está então, qual e a razão da sua existência?

Vivenciar os processos do planejamento com o que, como, quando, onde, para que, custo e resultados ajudam no amadurecimento. É uma fase em que desejamos ser avaliados e acompanhados para ver resultados.

Assumimos a primeira atividade que nos colocará numa função desenvolvendo a responsabilidade até encontrar uma especialização.

A liderança que aconteceu na fase adolescente se espelha com uma tendência a ter pessoas e processos sob controle excessivo, ficando desgostosos quando é dado um retorno crítico, mesmo este sendo positivo.

Nesta fase trabalhar em equipe se torna exaustivo, porque buscamos holofotes numa reunião e não aceitamos discordância do nosso ponto de vista, nos tornando cegos e surdos perante opiniões dos outros, em certa medida mais uma vez e uma batalha de egos.

Nesta fase temos um certificado importante em baixo do braço e nos mandam cuidar de tarefas sem relevância, como cuidar de um arquivo morto, padrão arcaico ainda usado em muitas grandes empresas, cerceando todas nossas expectativas, evite desesperar-se, é um momento de sabedoria para desenvolver habilidades técnicas.









É uma fase centaurica em que as mulheres são amazonas e os homens cavaleiros, os instintos se sobrepõem muitas vezes ao intelecto, causando confusão principalmente na vida profissional.

Numa organização temos desempenho bom nos processos e nas normas, tendo uma visão limitada da própria área de atuação, ainda não conseguimos ver o todo e a empresa como um ente vivo. Esta dificuldade faz que trabalhemos bem a meio e curto prazo.

Nesta fase nos e imposto, ou nos impomos, 90% de trabalho e 10% de inspiração, este fluxo reflete a fase dos quatorze anos, e por este motivo que muitos talentos se perdem nesta faixa etária. Por isso e necessário equilibrar este ser humano nesta fase, seja com Florais de Bach, Regressão de Memórias, Radiestesia, Radiônica, Alinhamento dos Centros de Energia (chakras), Cinco Corpos, etc.

Assim vamos gradualmente saindo da adolescência para entrar no universo adulto, e uma fase emotiva que próximo dos vinte e oito anos perde a intensidade e começa a viver a vida com mais seriedade.

Alguns profissionais continuarão desenvolvendo a inteligência racional, chegando a altos cargos, mas, o corpo emocional congelara na fase adolescente. E óbvio que estes profissionais, necessitem alinhar os cinco corpos e inteligências, sem privá-los da sua criatividade para encontrar equilíbrio na profissão, vida e relacionamento.

Desafio Crístico:

Crise coletiva adquirida em dois mil anos da repetição do sofrimento, morte e renascimento de Jesus, símbolo que leva a muitas pessoas a um estado de tristeza profunda, acreditando inconscientemente que por volta dos trinta e três anos passará por essas fases simbólicas.



Tomás de Aquino escreveu “Todos os seres vivos tem alma”

Acredito que nós, não viemos para sofrer e sim para desenvolver o corpo energético e espiritual, através dos corpos emocional, mental e físico, e quando encontrado este equilíbrio, é o que chamo de felicidade o resto será, alegria temporária ou euforia.

Desafio do olhar para traz com autenticidade:

Aproximadamente dos trinta e cinco aos quarenta e dois anos, chega um momento na vida de muitas pessoas, que quando olham para traz, sentem insatisfação, tristeza, desassossego ou alegria, outras como se tiverem entrado num porão num túnel ou numa noite sem fim. Outras como uma oportunidade ou desafio, rico momento para entrar no estaleiro e remover vivências ancoradas sentindo satisfação do que construíram. Questionamento de papeis, valores e virtudes, pela segunda vez na vida se pergunta quem é, quais são os meus limites, qual e a razão da existência?



No mar da experiência fazemos muitos cruzeiros, quantos você fez?



Analisamos o processo de vida e verificamos que muitos símbolos da infância e da adolescência aparecem fragmentados, revestidos como perdas e ganhos na profissão, vida e relacionamentos.

Olhar para traz com trinta e cinco anos nos leva inevitavelmente a olhar para frente, e de repente nos vemos com setenta anos desejando ser melhor que nossos progenitores ou protetores, isto nos leva a uma nova missão.

Desafio anatômico:

Nesta fase a perda da fertilidade e o arredondamento do corpo desenvolvem o medo de perder o equilíbrio físico, ser esquecido ou ignorado, é uma fase que precisamos muito do amor e de carinho, e é quando mais falta. Nessa carência começamos uma longa peregrinação por consultórios de todo tipo sem perceber que a solução muitas vezes está dentro de nós.



Você nada para o passado ou para o futuro?

O livre arbítrio nunca teve tanta importância neste momento de vida porque pode ter protelado realidades, sonhos e fantasias e não deseja passar o resto da vida se queixando ou culpando os outros.

E um momento de rever nossa carta de navegação, fazer uma retrospectiva de memórias, recolhermos as redes e separar o que desejamos é realmente preciso para continuar nossa navegação, ou é hora de trocar as velas, lubrificar o motor, limpar o porão dos sentimentos e supri-los de sabedoria. Se bem planejada esta etapa, teremos águas favoráveis neste cruzeiro da nossa vida.



Desafio do fim:

A crise das perdas e da morte provavelmente a última do ser humano nesta caminhada física que e inevitável após a aposentadoria, pode ser escrita como um romance que teve início, meio e ao pesar das provações da vida pode ter final feliz, sereno, sábio e digno.

A sabedoria oriental se refere a quatro grandes momentos da vida: “Os primeiros vinte e um anos são de aprendizado, dos vinte e um aos quarenta e dois anos são de luta, dos quarenta e dois aos sessenta e três anos são de sabedoria e dos sessenta e três anos em diante é o momento de ser sábio”.



O que você fará com o aprendizado a luta e a sabedoria?



Para ter uma meditação bem sucedida devemos entender, superar e harmonizar nossas crises ao longo da vida.

Existem muitos métodos de meditação vindo de varias tradições holística, tratados como ciência ou arte, todos eles estão certos, a minha intenção é desmistificar a prática para transformá-la numa experiência pessoal simples, onde ator e palco se confundem criando uma natureza viva e de acordo a nossa realidade.

Par compreender a liberdade que a meditação fornece, devemos entender a natureza dos nossos algozes, cortando um a um até alcançar o lampião que ilumina o caminho, assim podemos iluminar nosso recanto e acolher outros que precisem. E um longo e seguro caminho tal vez o mais curto, já que em seis mil anos muitos ainda não compreendemos que para dar luz temos que estar iluminados.

Para encontrar a meditação temos que ser livres, transitar pelas dimensões, administrar o tempo e o espaço, nos conhecermos para afastar os condicionamentos.



Qual é a sua estratégia, fugir, atacar, defender ou dialogar?

Sabemos que toda ação leva a uma reação, de acordo com este postulado, se queremos operar uma mudança perante a vida esta deve ser por inteiro, vir meditar em Santos não e garantia de meditar, isto acontecerá quando a viagem seja ao interior de nos mesmos.

A globalização tem dado mostra de que pelo mesmo que sofre um indiano, chinês, japonês, sofre um europeu, americano ou brasileiro e assim sucessivamente, as mesmas virtudes que os fazem felizes acontecem para cada ser humano, independente do ponto em que desenvolva sua vida. Em todos os lugares deverá enfrentar os pensamentos, as emoções e atitudes negativas e positivas.

Mudar trezentos milhões de habitantes tem que começar com um único passo e esse passo é o individual.

E evidente que lidamos com uma infra-estrutura gigantesca que necessita de muitos cérebros para fazer a nação desenvolver e fornecer trabalho, educação e saúde para os trezentos milhões de habitantes do Brasil.

A riqueza deve ser desenvolvida em equilíbrio com a emoção, só assim seremos uma grande cidade, um grande estado, um grande país e um grande cidadão.



Esta fonte nos faz lembrar que dentro de todos nós existe um príncipe e uma princesa



Fomos desenvolvidos numa sociedade autoritária e somente podíamos pensar, agir e obedecer às autoridades. Quem discordava acabava como Hipácia, Joana D´Arc, Galileu Galilei, mesmo isso tendo acabado há muito tempo o estigma da castração da liberdade, ainda assombra o ser humano do século XXI.

A sociedade brasileira busca pessoas sensíveis que meditem e que busquem o equilíbrio de pensamento, sentimento e atitudes, percebe-se a necessidade de mudar, mas como fazer essa mudança?

Caímos na realidade de que é uma decisão pessoal única, transmutar a psique para entrar em contato dimensional com a morte e com vida. Ao perder o medo da morte entramos em contato com nossa imortalidade, o corpo energético. Descobrimos essa verdade através do corpo espiritual que se manifesta na descoberta da meditação falando se é alucinação ou verdade o que sentimos.

Então compreendemos os acordes do silencio porque entramos em contato com nossa música interior, para alguns nos tornamos calados, para nós a comunicação só quando é necessária, o excesso de retórica inibe a liberdade da meditação que é a liberdade de todos os corpos.



Você consegue ver a energia da natureza numa flor artificial?



Temos que desenvolver o corpo mental para crescer materialmente e aprender a desligá-lo para viajar leve nas dimensões sutis. E muito comum escutar no meio científico que usamos no máximo 10% do potencial cerebral e nem sempre de forma correta, também muitos autores pesquisaram os sonhos o que cabe a nós neste momento e vislumbrar através dos sonhos um universo de criatividade e possibilidades, se não tem confiança de compartilhar esses insights, desenhe ou escreva-los em seu caderno de papel ou eletrônico, comunique-se consigo mesmo.

Todas as pessoas têm capacidade de meditar, porque adquirimos esse dom no útero materno dos sete aos nove messes, então começar a meditar e relembrar o estado flutuante da em que a única ligação com a terra era o cordão umbilical, esta descoberta é um controle interno que nos permite ligar e desligar o momento em que desejamos concentramos ou meditar.



Qual é o limite de uma cidade?

Na radiestesia e na radiônica o terapeuta projeta ou colhe as energias geradas sejam estas índole material ou não. Nosso cérebro e como um aparelho radiestésico e radiônico, ele pode se concentrar, meditar, procurar vivências passadas e baseadas no histórico de vida (passado mais presente) para se projetar no futuro.

RESULTADO

Na prática eu descobri a meditação no Chile exatamente em dois lugares, meu pai levava a passear na cordilheira dos Andes num lugar chamado “El cajón Del Maipo” provavelmente útero de um vulcão extinto, lugar de ecos, lembro-me que a primeira vez ele pediu para meu irmão e eu gritarmos, meu irmão recebeu os parabéns e eu emiti um palavrão que recebi de volta muitas vezes, fui obrigado a pedir desculpas a natureza e escolher uma nova palavra e assim a natureza fez as passes comigo, não sem antes sentar, para escutar o silêncio, até hoje me emociono com esse instante e viajo no tempo e no espaço.

Ainda sinto a brisa gelada, algumas rochas cobertas ainda de gelo nesse inicio de primavera e o rio Maipo descendo caudaloso na distância a procura da mar. O céu azul, as montanhas cinza harmonizavam com as cumulus douradas pelo sol, ainda sinto ecoar o silêncio dessas meditações.

De posse desse aprendizado somei os ensinamentos do meu avô que debruçado no torno, fabricava a partir de um pedaço de aço um pendulô radiestésico e posteriormente um de madeira. Só soube no meu aniversário que esses pêndulos eram para mim, para ser iniciado no universo das energias.

Minha avó não parava de trabalhar, e quando isso acontecia, ela sentava no pasto para admirar simplesmente uma flor, um álamo, uma fruta, eu perguntava o que você esta fazendo avó, ela olhava para mim e com um tenro sorriso falava: “estou compartilhando energias com minhas amigas.” e após eu perguntar o que ela queria dizer com aquilo, ela me respondia: “Observa esta simples margarida, olha sem ver, sem se fixar em nenhum único ponto, fique extasiado com a sua beleza, logo fará parte dela e quando voltar sentirá por muito tempo a sua presença. Isso aconteceu muitas vezes, com flores, frutos, insetos, peixes, aves, animais, pessoas, até que um dia observando os albricoques amadurecendo.” Então passou a mão na minha testa e disse: “Feche as pálpebras e mantenha os olhos fechados. Sorria suavemente. Mantenha esse sorriso. Sinta a presença tranqüila da natureza. Imagine-se sendo parte deste universo.” A partir desse dia, eu sempre pedia a minha avó, para brincar de imaginar.



Você se imaginou de aqui a dez anos?

Quando iniciei meu relacionamento com Daisy, minha esposa, ela tinha medo de altura e de água acima da panturrilha, coloquei em prática principalmente meu aprendizado vivencial para superar esses dois medos da seguinte maneira: Induzindo-a, sugestionando-a e se projetando na situação, para depois realiza-la.

Tive que trabalhar com clareza e simplicidade os desequilíbrios encontrados no corpo espiritual, emocional e mental.

Acredito que o equilíbrio do universo está na polaridade do colorido anímico e áurico e no controle das emoções principalmente os medos, assim a preparei para aceitar ser induzida a essas duas experiências a seguir.

A preparação para uma meditação, regressão de memórias ou terapia de vivências passadas, tem como autor a sabedoria milenar praticada e baseada nos centro de energia ou nas linhas energéticas chamadas de Meridianos que adaptei com as experiências em consultório ao longo destas mais de três décadas aqui no Brasil.

Mergulhar numa piscina, rio, mar tem seus riscos, e foi precisamente nesses riscos que aprendi a ter o controle da respiração. Vocês senão desejarem não precisarão se arriscar. Na vida lidamos com muitas escolhas e esta e uma delas, encontre um lugar só seu, mesmo que seja no meio da multidão.



Você se imaginou mais inteligente e criativo?



Olhe ao seu redor veja as coisas positivas, escute os sons, neutralize os ruídos, sinta as energias dos seus pés, tornozelos, batata da perna, joelhos, púbis, quadril, cintura, estomago, peito, pescoço, cóccix, coluna lombar, torácica, cervical, ouvidos, narinas, boca, olhos, testa e topo da cabeça.

Concentre-se na sua respiração, inspirando e expirando pausadamente pelo nariz e vá oxigenando e se concentrando com uma sensação de bem estar a partir do topo da cabeça até chegar onde começou. Seus pés.

Imagine você mais inteligente e criativa. Você esta equilibrando razão e emoção. Você é mais corajosa e segura a partir deste momento. Você observa do alto com naturalidade. Os elevadores e os aviões são veículos de transporte seguros, você se sente bem neles. Estamos chegando do topo do edifício Itália, você pede o chá e se extasia com o entardecer. Você degusta os doces e salgados enquanto admira a paisagem. Você pensa, sente e age com segurança quando abro a porta do terraço, para admirar a cidade de São Paulo. O entardecer de cores cálidas e a brisa fresca, brincam com teus cabelos ao nos aproximar da varanda. Você está perto do céu, segura. Escuta o pulsar vivo da cidade como uma música aos seus ouvidos e sente a paz nas alturas. Agora. Você vai embora tranqüila porque viu, escutou e sentiu as alturas.



Já experimentou olhar para o céu quando pinta uma tristeza?



Nessa mesma semana, às dezesseis horas estávamos no primeiro lance de elevador do edifício Itália, ao ir para o segundo e último lance, o aperto forte no meu braço e os pés grudados no chão denunciaram a insegurança, suavizada calmamente com a lembrança da visualização, e foi exatamente o que aconteceu.

Depois dessa experiência, o chá nas alturas se tornou para ela o lugar preferido, para mim um lugar romântico e a certeza de que foi uma indução meditativa e terapêutica.

Vista da janela do consultório que convida a meditar

Com o aprender a nadar foi uma experiência similar, seguida do exercício da respiração veio à interação com a água.

A água foi seu primeiro lar, sinta-se bem quando entra nela. Você tem coragem de brincar e nadar com segurança na água. Permita sentir a água nos seus tornozelos. Nas batatas das pernas. Deixe a água relaxar as coxas, elas merecem sentir o carinho da água. Assim permita modelar o quadril. Suavemente você permite que chegue a seu umbigo e cintura sentindo-se muito bem. Agora se abaixe lentamente para sentir a água no plexo, peito e costas é uma agradável sensação. Abaixe-se um pouco mais e sinta a água massagear sua garganta. Sinta-se água, comunique-se com esse universo. Agora veja, sinta e escute a agradável e segura experiência da gestação mergulhando suavemente a cabeça na água. Repita essa ação e depois saia lentamente deixando escorrer a água desde sua cabeça aos pés.

Depois dessa experiência decidimos morar na beira do mar. Estas e muitas outras experiências fazem parte de planejamento de vida, observação e meditação.





Uma onda solitária não faz a maré, mas faz parte do oceano.

















AGORA VOCÊ

Quando se realiza esta experiência a sós e muito importante determinar o tempo, não porque seja perigoso e sim pela administração do tempo, lembrando que parte do equilíbrio de encontra na antiga proposta da ONU oito horas de trabalho, oito de descanso e oito de qualidade de vida.

Procure um local que seduza você respire o aroma, veja a beleza que exala, ouça seu coração entrando em sintonia com o ritmo da terra, e seduzido sinta o doce aconchego cuidando de você.

Vai se libertando da atenção neste momento e naturalmente apenas observe...

Nessa neutralidade você vai ficando distante do mundo material e muito próximo do seu universo interior.



  • Imagine-se parte do universo da observação.

  • Feche os olhos, calmamente e permaneça assim.

  • Determine que após 7, 14 ou 21 minutos, você voltará ao normal sentindo-se muito bem em seu corpo energético, espiritual, emocional, mental e físico (passo obrigatório).

  • Imagine as cortinas de seus olhos fechadas e caindo suavemente.

  • Sorria suavemente.

  • Imagine as cortinas fechando totalmente seus olhos.

  • Imagine que as cortinas colam.

  • Imagine que as cortinas colaram, formando uma só.

  • Determine que você não consegue mais abri-las.

  • Imagine que você deseja abrir as cortinas.

  • Determine que ao tentar abrir mais elas se fecharão.

  • Tente abrir as cortinas, não para mostrar para mim e sim para você.

  • Quanto mais tentar você descobrira um novo universo.

  • Agora perceba a tranqüilidade e a paz.

  • Determine que ruído, luminosidade e desconforto não incomodam.

  • Você agora está atentamente ouvindo a sua voz interior.



Depois se possível faça um histórico destas experiências biográficas. Algumas falarão de locais, pessoas. Outras de Fé ou Vontade Divina, independente do visualizado, ouvido ou sentido, o que importa e que nos ajudam no discernimento e nos protegem em momentos de decisão, abrindo os canais intuitivos e trazendo ordem e união a nossos cinco corpos que em equilíbrio encontram a solução dos conflitos.

O pensamento, os sentimentos levam a uma ação com a qualidade da discrição do universo, percepção, envolvimento, determinação leva a dirigir próprio destino que trás o sucesso desejado. E necessário determinação, destemor, iniciativa. Estas ferramentas você as encontra na visualização criativa e na meditação.

Está em todos os livros sagrados a necessidade do Amor Divino pelo ser humano, ao qual nos rendemos incondicionalmente para encontrar a harmonia e adoração que existe fora e dentro de nós.

A beleza externa em equilíbrio com a beleza interna trazendo tolerância entre os diferentes para construir uma união divina através da comunicação, do tato sutil da diplomacia que multiplica a abundância e o humanitarismo.

Todas as coisas estão ligadas para encontrar a felicidade Divina.



Você prefere pérolas, ametistas, prata, ouro ou água, terra, ar e sol?

A cura de muitas coisas está na ciência, mas também na verdade, na concentração, na meditação, porque não no Olho Divino que tudo vê? A riqueza material é tão importante quanto à espiritual, quando consagramos este equilíbrio com dedicação encontramos a prosperidade.

Para isso temos que nos libertar das correntes emocionais, tabus, dogmas, e transmutados, buscar o significado da palavra misericórdia, perdão, pode ser um passo para encontrar a pureza a liberdade na meditação.

Existe um poder em visualizar e invocar o cerimonial meditativo que nos dá a oportunidade de desenvolver a compaixão e a justiça no ritmo da natureza.



Você sabe conjugar os verbos ter, ser e estar?

Para encontrar harmonia precisamos ter equilíbrio, união, confiança de estar no mundo e não apenas pertencer a ele, isso envolve Fé que trás segurança e cria bases sólidas de uma poderosa estrutura intangível que existe dentro de nós e que precisa de constante proteção Divina.

Para uma boa meditação temos que ter uma meta e desenvolver uma ação, que pode começar com amar a vida ao ar livre e sentindo-se livre, isso trás felicidade que trás sucesso no aqui agora. A vitória se consegue com realização e com propósitos, mas também com entusiasmo e alegria e essas realizações são eternas.

Desenvolver a sabedoria e desenvolver o entendimento, complementos da iluminação. Quando compreendemos nossa consciência, liberamos nossas percepções, aparece em forma mágica à prosperidade e a paz, construída com conhecimento, intuição e o equilíbrio que nos levam a vitória.



Já adotou uma arvore?

A criatividade se encontra na pureza das ações o que nos transforma em artistas de nós mesmos, pincelados de conceitos que giram em torno do eixo das virtudes e valores em que acreditamos, a realização da meditação requer paciência para restaurar as cicatrizes da alma e ascender numa ressurreição.

A Paz está ligada a devoção, a leveza e a graça que cura as cicatrizes das guerras externas e internas, é como trazer o Divino no plano físico e focados no amor, desapego, ter a humildade e desprendimento de prestar nossos serviços a uma causa nobre, sem significar rendição e sim desapego.



Clareza para ver, sentir e ouvir a luz é vivificar dignamente todas as percepções com discernimento, lucidez, charme e cortesia.

O equilíbrio entre ter, ser e estar começa pelo financeiro o desejo de abundância, que contrasta em ter o suficiente.

O ter tem que trazer paz, sem deixar de buscar a pureza e a essência energética das coisas, ser criativo, justo é ter coragem, traz prosperidade, assim o suprimento divino bem em harmonia para todos nossos corpos.



Como usa seu navegador GPS da vida?

Ao voltar de uma meditação podemos ter a benção do rejuvenescimento, da melhora da qualidade de vida, o equilíbrio a vitalidade do nosso eixo, assim podemos contemplar e brincar com a felicidade e com um renascimento divino.

Transmutar pensamentos, sentimentos e atitudes como, tristeza, angustia e solidão são alguns dos maiores desafios para um terapeuta holístico, que apela para retomar o dialogo perdido entre razão e emoção interna e externamente.



Não vou entrar no mérito de analisar as milenares correntes de meditação as quais respeito e tive meu aprendizado. A minha humilde intenção é tornar viável para a grande maioria, uma filosofia única de meditação que se possa adaptar a qualquer cidade, assim além de ter Meditando Santos. Podemos ter: Meditando São Paulo, Ribeirão Preto, Meditando Rio, Meditando Belo Horizonte, conservando a autoria escrita, mas mudando a autoria das fotos da cidade que adotar esta meditação.



Você se da um tempo antes de iniciar a próxima viagem?

Quando vejo os navios na enseada aguardando a entrada, percebo que alguns navegam ágeis e leves, outros pesados pelas cargas e as aderências do tempo, precisando ir para o estaleiro retirar as incrustações do casco.

Nos seres humanos não somos diferentes aos navios, temos essas aderências muitas vezes herdadas outras vivências, ou adquiridas por teimosia, egoísmo, intolerância, orgulho, autoritarismo ou pelo desenfreado desejo de ter.

Os cinco corpos são catalisadores de memórias e vivências que liberam muitas vezes, informações sem serem solicitadas.

O estaleiro mais próximo de nos, esta na observação e meditação, retirar a casca densa de pensamentos e emoções, apaziguando a mente para conectar com outras dimensões.



MEDITANDO A DOIS

Um casal pode meditar;

Se olhando sem ver;

Se acariciando sem se tocar;

Se comunicando sem se falar;

Se amando sem sofrer...





Porque coletamos conchas?





QUATRO EXPERIENCIAS

FLOR DE LÓTUS

Flor de Lótus telefonou num dia chuvoso próximo do dia das mães confidenciando que sentia falta das filhas, que trabalhavam no continente asiático e gostaria que elas voltassem em harmonia encontrando aqui a realização dos próprios sonhos.

Ela e o marido se davam muito bem, tinham o suficiente para ter uma agradável qualidade de vida, mas não dava para restaurar a grande e antiga propriedade com o dinheiro das duas aposentadorias.

Quando Flor de Lótus entrou no espaço, minha leitura visual identificou harmonia nos gestos, que destoavam da ansiedade misturada de tristeza e solidão.

Ela relatou em uma hora com detalhes a vida desde as primeiras lembranças até o momento atual, percebendo que existiam alguns momentos desse relato, algumas atitudes não resolvidas e que precisavam ser vivenciadas novamente para entende-lhas ou corrigi-lhas, sugeri a Meditação ou a Regressão de Memórias.

Após harmonizar os cinco corpos e diminuir a ansiedade lhe perguntei se podia induzi-lha a um estado Alfa para contatar as vivências apontadas. O resultado foi perfeito porque vivencio o carinho dos pais desde a gestação ate a chegada dos outros irmãos, emoções que faziam falta para compreender o momento atual.

Mesmo assim como as filhas tinham o direito de comandar suas vidas, ela tinha direito aos próprios sonhos. Pedi para ela declamar os versos de Jalil Gibran.

Tuas filhas não são tuas filhas, são filhas da vida, desejosas de si mesmas, elas não vem de ti, se não através de ti e ainda que estejam contigo elas não te pertencem. Podes dar-lhes teu amor, mas não teus pensamentos, pois elas têm seus próprios pensamentos. Podes aconchegar seus corpos, mas não suas almas, porque elas vivem na casa do amanhã. Podes esforçar-te em ser como elas, mas não procures fazer-lhas semelhantes a ti, porque a vida não retrocede nem se detém no ontem. Tu és o arco do qual tuas filhas como flechas vivas foram lançadas. Deixa que a inclinação da tua mão seja para a felicidade”

Na segunda consulta era para iniciar a Concentração e a Meditação, ela estava mais tranqüila e falei das virtudes dos desejos individuais, lembrando a milenar frase “Cuidado com o que pensas e desejas que isso acontecerá”.

Pedi para inspirar e expirar suavemente pelo nariz em intervalos de vinte e um, sendo a última uma profunda inspiração e expiração. A “Melodia dos Pássaros da Azul Music” criou uma aura de calma no ambiente, Flor de Lótus se acomodou na poltrona na posição de seu nome e por muito tempo ficou nesse estado. Quando voltou da meditação seu rosto estava rejuvenescido sorridente, o olhar de quem está amando e sendo amado.

Então perguntei: Como foi a Meditação? A resposta veio calma, com lágrimas e expressão de felicidade. No inicio me concentrei no meu aniversário com todas as filhas ao meu redor. Depois parecia que elas realmente estavam aqui no natal trocando presentes. Num momento estava trocando de residência e reformando com muito carinho cada detalhe da minha casa. Depois vi meus netos filhas e genros com uma sensação de missão cumprida.

Flor de Lótus mesmo aposentada trabalha na área que sempre sonhou e suas filhas retornaram e trabalham aqui no Brasil. Vendeu a casa grande e comprou uma menor que é colorida pelas filhas e netos quase todos os finais de semanas.



PRENDA

Num congresso latino-americano de Relações Humanas troquei cartão de visita com Prenda, ela falou que desejava definir os rumos da sua vida e que gostaria de marcar uma consulta, mas o grande problema era a distancia, ela relatou que tinha na casa de seus pais um lugar só dela e que através do viva voz seguiria minhas orientações, assim que todos os contatos são sempre pelo telefone.

Na primeira consulta, Prenda desejava fazer acontecer todos seus projetos de vida, o planejamento mostrou uma grande qualidade profissional, mas ancorados por motivos desconhecidos, desenvolvendo frustração e impaciência. Os relacionamentos eram com homens errados e a qualidade de vida a puxava para a vida noturna.

O primeiro passo que preparei para Prenda foi induzi-la a fazer um fluxo racional com respeito às três coisas mais importantes da sua vida. Profissão, Relacionamento e Qualidade de Vida, baseado na técnica de planejamento 7 w e 1 H “O que, como, quando, onde, para que, custo, benefícios”.

No contato seguinte, pedi para se concentrar na profissão e medita-se a respeito dela. Durante concentração e meditação interrompidos por um insight, contou a respeito das constantes mudanças de domicílio durante a infância e adolescência.

Essas memórias trouxeram luzes para compreender que seus projetos extracurriculares, escolas foram muitas vezes truncados pela mudança, que seus relacionamentos não podiam ser duradouros porque logo estaria em outra cidade ou país, assim desistira de encontrar o príncipe encantado. Sem curtir a inveja, ela percebia que suas amigas usavam uma peneira mais fina para seus relacionamentos.

O ressentimento e uma tristeza profunda afloraram nela, os Florais de Bach, Willow e Mustard contribuíram para compreender seu desenvolvimento e a fuga da qualidade de vida, era o início de mais uma mudança desta vez por decisão própria.

Após alguns meses o trabalho se tornava agradável e com perspectivas, os relacionamentos começavam a dar indícios de melhora, a vida noturna foi trocada pela academia.

A palavra empreendedora, empresária ecoava tão bem com Prenda que foi absorvendo a essência até montar sua própria empresa, conseqüência disso neutralizou os relacionamentos e a academia ficando viciada em trabalho, com os melhores resultados no nicho de mercado e importantes clientes.

Com a chegada dos trinta e cinco anos veio o momento que todo ser humano passa. Ela olhou para o passado e percebeu que o profissional e a qualidade de vida estavam resolvidos, mas não o relacionamento.

A mudança no relacionamento aconteceu resgatando o planejamento da primeira consulta, trabalhando sonhos e anseios, hábitos e costumes, analisando a repetição de erros e as experiências que cada pessoa deixou.

Os lugares freqüentados começaram a ser pelo meio econômico/social e onde tinha maior porcentagem de solteiros e de idades compatíveis.

Levou algum tempo para Prenda encontrar alguém, eu ainda continuo atendendo-a pelo telefone, com a diferença que, além dela, atendo também, seu sapo encantado que esconde um príncipe dentro de si.





CHARLES

Charles procurou-me para compreender o que acontecia com ele e suas empresas. Dono de uma rede comercial estabilizada e tradicional no mercado me relatou o seguinte: Deleguei a cada gerente e funcionário, participação nos resultados da loja, não demorei em ver o crescimento, comemoramos fizemos discursos.

Após um par de anos, algumas lojas lentamente foram se definhando e por isso que estou aqui, desejo uma orientação holística a pesar de intuir o que está acontecendo.

Através da radiestesia as respostas sim ou não para as perguntas concretas que Charles fazia, foram objetivas. Era necessário chamar uma consultoria para elaborar um relatório explicando o porquê cinqüenta por cento das lojas davam lucro e as outras davam perdas.

Era uma dolorosa traição feita por aqueles que receberam confiança, ajuda, uma remuneração justa e mais uma boa porcentagem pelo esforço. Este desfecho no intimo de Charles já era esperado, em instantes sentia pena, vergonha do ser humano, raiva e perda da fé.

Focalizei as lojas que deram certo e que por trás delas, tinham Seres Humanos íntegros, honestos, participativos para mostrar que não tudo estava perdido.

O processo de Meditação veio fácil para quem tem um alto poder de concentração, ele visitou varias correntes meditativas, e um mágico aposentado que demonstrou que toda moeda tem duas fases inclusive o ser humano, a questão e apenas uma simples escolha.

Charles tinha iniciado a fase da vida que vai dos cinqüenta e seis aos sessenta e três anos, deixava a fase moral e entrara na fase mística que busca fazer o bem, ele sentia que uma energia inteligente lhe estava dando impulso para uma nova missão.

Hoje ele tem as lojas que consegue administrar, premiou ainda mais os que se destacaram na honestidade, e quando precisa de um novo colaborador após ser escolhido pela área de recrutamento, fazemos juntos, uma análise radiestésica.

Há pouco tempo Charles ficou feliz quando a Meditação lhe trouxe uma serenidade nunca antes experimentada o que o fez hoje, desenvolver o aconselhamento, a mestria e se tornar-se sábio.





























MARCIO

Marcio veio por indicação, passando por um desemprego e tentando criar uma fonte de renda autônoma na área operacional, o quadro era desesperador ao ponto de criar uma grande tristeza na esposa a qual fugia dormindo, sem perspectivas o único que tinha nas mãos era experiência e desejo de vencer, foi uma façanha para ele ficar duas horas conversando comigo.

Além de alinhar os cinco corpos e purificar os centros de energia eu dei a seguinte tarefa: Deixar de procurar emprego e montar sua empresa... a resposta foi imediata, “Como?”

Então senta nesta poltrona se concentra em qual seria o primeiro passo e me diga. Ter um cliente. Qual seria o segundo passo? Entregar um orçamento. Se aprovado? Financiar o material necessário e fazer o serviço. Depois? Separar o dinheiro do financiamento, administrar o restante e procurar mais clientes.

Nesse instante era impossível para ele meditar assim que utilizei a visualização e a criatividade.

Marcio pensa no dinheiro que você me pagará pela consulta, você deseja que esse dinheiro seja mais umas notas perdidas na tua busca? De maneira Nem uma! Então se concentre de aqui há dois meses, será Natal! Tem uma mesa farta e você agradece junto com tua família pelo teu empreendedorismo. Agora visualiza onde será teu primeiro cliente. Fecha contrato, recebe adiantamento. Você trabalhando. Terminando o contrato e recebendo o restante.

Passaram duas semanas e Marcio apareceu contando que foi onde visualizou seus trabalhos, mas eles indicaram outro lugar que já contratou os serviços de Marcio. Por ser um serviço muito grande procurou terceirizar o que o dono não aprovou, mas sugeriu uma parceria para tocar o serviço.

Até o Natal, Marcio veio quatro vezes e após o ano novo, veio para agradecer. Eu não fiz nada além de despertar e conduzir teu deus interior. Senta e medita qual serão os passos para este ano, mês a mês na profissão, relacionamento e qualidade de vida. Depois escreve tudo isso e assina, não para mim e sim para teu deus interior acompanhar e cobrar.

Foram muitos encontros de meditação até hoje, e todos trouxeram crescimento e desenvolvimento, Marcio se transformou num administrador autodidata e hoje tem duas empresas, sua esposa com algumas consultas superou a tristeza profunda e hoje cuida da área administrativa, mudaram de casa e vivem felizes, aparecem sempre por aqui, para fazer uma manutenção emocional e meditar.























CONCLUSÕES

Para trabalhar o corpo mental precisamos de técnicas ou métodos seja pela pedagogia ou como um ser autodidata. Agora para descansar, deixar a mente inerte e viajar nos pensamentos, sonhos ou simplesmente deixar de pensar não precisa de processos encadeados.

Quando encontramos o silencio nos encantamos com sua beleza é como olhar numa tela em branco e vislumbrar as infinitas pinturas que nela podemos desenhar.

Quando criamos formas de engessar domesticar a concentração e a meditação, esquecemos que somos energia pura, e como tal nos movimentamos no universo do livre arbítrio para uma finalidade divina.

Vivemos num mundo físico, mas também num universo de energias, funcionamos recebendo e emitindo vibrações, podemos neutraliza-las ou potencializa-las. Por isso que somos semelhantes, mas diferentes nas emissões energéticas.

Numa meditação podemos entrar em contatos multifacetados que vão das vertentes do intelecto até os oceanos da luz, quando não conhecemos achamos que é uma utopia e condicionamos a energia criativa. Até que num momento como um relâmpago súbito, contatamos um universo sem fronteiras.

Se tudo é energia, podemos diferenciá-la em energia densa que está relacionada a matéria e a sutil ligada a energia divina e a sustentabilidade do ser.

Ao separarmos das densidades, entramos num estado livre da consciência que nos permite descobrir a essência do ser.

Vivendo nessa nova dimensão silenciosa, nos comunicamos apenas quando é necessário e as palavras se tornam vazias quando não são sustentadas na sabedoria.

Os instintos conversam com a essência, hereditariedade entanto a meditação interage com os corpos energético, espiritual e emocional, este desenvolvimento é o grande desafio. Ação e inatividade fazem parte da nossa existência e ambas se complementam tanto para o crescimento racional como para o existencial.

Tanto a identidade ou espiritualidade devem desenvolver em conjunto com o universo das ações. No mundo material usamos a lanterna do conhecimento para avançar na escuridão da ignorância, e no universo da meditação existe luz própria que uma vez ligada se alimenta da própria luz.

A utopia da liberdade e compreendida através da liberdade energética dos cinco corpos ofertada pelo universo para todos, portanto a meditação e como o pão que alimenta a alma.

Qualquer começo gera medos, então comece hoje, porque o tempo e o espaço não existe no amanhã, o amanhã nós, seres humanos que o criamos. Há muitos anos eu dei esse primeiro passo quando escrevi o poema:

Versos do silencio”

Quero descer ao vale do silêncio.

Para escutar-lo.

Buscar nas profundezas da alma.

Meu grito afogado.

E o que encontro são os sons e os perfumes das flores.

E um campo iluminado.

O analise do poema durante a meditação desvendou o primeiro passo.

Quero descer ao vale do silêncio” aparentemente é um sentimento de solidão própria da adolescência, que desejava entender com palavras aquilo que não entendia, porque a solidão e o silêncio durante a meditação é um momento sublime.

Buscar nas profundezas da alma... meu grito afogado.”

Eu me revelando contra os dogmas, medos, técnicas e métodos que reprimiam meu crescimento e desenvolvimento emocional e meditativo.

E o que encontro são os sons e os perfumes das flores... e um campo iluminado”

Realmente escutar o silêncio foi uma vivência divina, enxergar o vazio, glorificou a palheta da criatividade trazendo-me iluminação.

Nelson Zuniga

CRT 34429

Terapeuta Holístico





Não se pode ensinar tudo à alguém, pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo”

Galileu Galilei



BIBLIOGRAFIA

  • Uma boa noite de sono – Autor, Deepak Chopra – Ed. Sextante – 2006

  • A paz começa com você – Ken O´Donnell –Ded. Gente – 1991

  • A última fronteira - Ken O´Donnell –Ded. Gente – 1993

  • Brahma Kumaris – www.bkwsu.org/brasil -2010

  • Espelhos do tempo – Brian Weiss – Ed. Sextante – 2000

  • Viagens astrais – Dharma Latzang – Ed. Traço – 1993

  • Terapia de vivências passadas – Judy Hall – Ed. Avatar – 1998

  • Sincronicidade – C.G. Jung – Ed. Vozes – 1971

  • Astrologia cabalística – Rav Philip S. Berg – Ed. Imago – 2001

  • Leitura Facial – Simon G. Brwn – Ed. Manole – 2001

  • Inteligência emocional – Daniel Goleman – Ed. Objetiva – 1995

  • Florais de Bach – Elizabeth Coneza – Ed. Alfabeto – 2006

  • Desvendando o crescimento – Bernard Lievegoed – Ed. Antroposófica – 1986

  • Fases da vida – Bernard Lievegoed – Ed. Antroposófica – 1987

  •  


Todos os dias retorno a minha janela, mas nunca a paisagem é a mesma...



Nelson Zuniga – CRT 34429 – Terapeuta Holístico

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http://www.holopedia.com.br/index.php?action=artikel&cat=2&id=234&artlang=pt-br Tue, 07 Jun 2011 17:20:00 GMT
<![CDATA[OS SONHOS - UMA INTERPRETAÇÃO HOLÍSTICA Da Tenda Do Xamã Ao Divã Do Psicanalista]]> OS SONHOS - UMA INTERPRETAÇÃO HOLÍSTICA

Da Tenda Do Xamã Ao Divã Do Psicanalista


Henrique Vieira Filho

Terapeuta Holístico - CRT 21001

SINTE - SINDICATO DOS TERAPEUTAS

 


Resumo:

Milernarmente, os SONHOS são uma forma de contato com o transcendente (algo além dos limites da personalidade), por isso os indivíduos recorriam aos Xamãs, ao Sacerdotes, antecessores dos Terapeutas Holísticos, para interpretá-los, ou, ainda, para evocá-los como orientação para a vida, inclusive, divinatórias, por meio de rituais sagrados.

No ocidente moderno, sua importância foi negligenciada, até o advento da PSICANÁLISE, reencontrando nas teorias de Freud e Jung a sua função de eficaz meio de acesso ao conteúdo inconsciente, aplicando-se a associação livre como um dos instrumentos a trabalhar o conteúdo onírico.

A TERAPIA HOLÍSTICA une o antigo e o novo em suas melhores qualidades, aproveitando tanto os sonhos espontaneamente recordados, quanto os induzidos via técnicas de relaxamento, toque e exercícios de imaginação ativa.

 

Introdução:

A Terapia Holística, ainda que sob outros nomes, existe desde os primórdios da humanidade, tendo na figura dos xamãs-sacerdotes a sua personificação conhecida mais antiga. Desde o princípio, nossa profissão aplicou a devida importância à conversação e à empatia como caminhos para obtenção de melhores resultados terapêuticos. Além de manter-se sempre bons ouvintes, várias técnicas eram acrescidas para ampliar a compreensão do que estava além do alcance das palavras.

Neste quesito, fatores subjetivos como os sonhos eram bastante valorizados como portal para o autoconhecimento, sendo a sua interpretação facilitada pela indução a estados alterados de consciência. Os próprios sintomas físicos do Cliente e, até mesmo, os acontecimentos sociais, eram passíveis de análise com estas mesmas técnicas.

Naqueles tempos, o paradigma Holístico reinava absoluto, porém, a partir do século V a.C., sacerdócio e terapia iniciam seu divórcio e a abordagem "científica-reducionista-elitista" cria uma nova personagem, a medicina, nascida antagônica à aborgadem "empírica-holística-acessível" de nossos ancestrais xamãnicos.

A Terapia Holística, forçada a se adaptar para sobreviver às fogueiras da inquisição e, mais modernamente, à ditadura do "cientificismo", mudou várias vezes de nome, fez concessões demais, na tentativa de incorporar a postura reducionista e mecanicista de seus algozes.

Simplesmente, focou no físico, ignorou os aspectos sócio-culturais e perdeu a "alma", desprezando o psíquico e o transcendente, esquecendo do poder das abordagens Psicoterápicas.

No começo do século 20, Sigmund Freud inicia o movimento da Psicanálise, com a divulgação de estudos que demonstravam síntomas físicos sendo criados ou suprimidos mediante sugestões hipnóticas e, numa evolução da proposta, onde se otimiza condições para que os Clientes por si só encontrem origens e explicações para seus sintomas incomodativos, que se "dissolvem espontaneamente" no decorrer destes procedimentos (método catártico).

A Psicanálise recebeu a adesão e contribuição de grandes pensadores, sendo que dois deles, em especial, podem ser assimilados com maior ênfase e compreensão à Terapia Holística: Wilhelm Reich e Carl Gustav Jung.

Um dos tópicos de maior atenção na Psicanálise é o desenvolvimento de teorias sobre as Estruturas da Personalidade. Freud, influenciado por sua formação, buscava explicar percepção, memória, pensamento, afetividade, enfim, que todo objeto de discussão relacionado ao psiquismo, a uma sistematização sobre neurônios, modificações fisiológicas, enfim, que todos os processos psíquicos repousassem sobre aquilo que fosse FISICAMENTE mensurável. Contudo, tamanha limitação de visão foi desacartada, libertando Freud para sistematizar de forma subjetiva, estruturando didaticamente, a Personalidade em Id, Ego e Superego, aqui resumidos, de forma ultra-simplificada, em Inconsciente (a parte "inacessível" de nossa personalidade, impulsos em busca de satisfaçao), Consciente ( "eu") e Censor ("juiz" do Ego, o Ego "Idealizado").

Dissidindo de Freud em vários aspectos, Reich "corporificou" o inconsciente, identificando suas informações como uma bioenergia circulante (por ele denominada "orgone"). A negação das emoções, impulsos, desejos oriundos do Id se dá pelo impedimento da livre passagem da bioenergia por meio da musculatura corporal, quer seja pela tensão excessiva (mais facilmente identificável...), ou pela ausência desta (falta de tônus), pois em ambas as situações, é prejudicado o livre fluxo energético. Observa-se aqui, um grande paralelismo (jamais assumido...) com as teorias da Terapia Tradicional Chinesa e seus Meridianos (caminhos preferenciais da energia circulante). Analisando os Clientes, Reich e seus discípulos identificaram regiões corpóreas estatisticamente predominantes, nas quais os traumas psíquicos específicos a cada fase da vida tendem a ser sua energia-informação retida em sua circulação em direção ao inconsciente. Tal mapeamento aproxima-se e muito das zonas tradicionalmente definidas para os Chacras (centros de energia), tanto nas tradições milenares da China, quanto da Índia.

Enquanto na abordagem freudiana, o Cliente segue seu próprio ritmo espontâneo de resgate do inconsciente, por meio de associações livres de idéias durante as consultas, na análise reichiana introduziu-se o TOQUE nas zonas musculaturas específicas ("couraças"), provocando a circulação da bio-energia e, com isso, o contato consciente com as emoções e lembranças reprimidas. Aqui, encontramos novos paralelos com as técnicas milenares de terapia pelo toque, atualmente conhecidas como Tui-ná, Shiatsu, Sei-Tai, dentr muitas outras.

Jung, por sua vez, em mais uma dissidência em relação a Freud, ampliou o conceito inicial de Inconsciente, que era tido como individual, ou seja, "separado" para cada indivíduo, introduzindo nele o adjetivo de Coletivo.

A análise dos sonhos (por sinal, mais uma TRADIÇÃO MILENAR de todos os xamãs, pajés e sacerdotes, ou seja, os ancestrais dos Terapeutas Holísticos de todas as culturas...) dos Clientes ostentavam, frequentemente, idéias e conceitos universais, expressos nas mais variadas culturas, perpetuadas em suas lendas e tradições. Tais coincidências significativas (Sincronicidades) nos levam a supor que, apesar de indivíduos, temos acesso, ainda que de modo INCONSCIENTE, a informações universais e oriundas do conhecimento COLETIVO.

Na abordagem junguiana, os acontecimentos psíquicos estão em Sincronicidade com as físicos e igualmente relacionados com o Universo em seu todo. Ou seja, uma abordagem verdadeiramente HOLÍSTICA. Nem tanto por Jung em si, que era apreciador do I Ching como instrumento pessoal para o autoconhecimento, mas sim, por seus seguidores modernos, temos aqui mais uma "ponte" de união entre a Psicanálise e várias outras técnicas igualmente adotadas na Terapia Holística.

Aplicação prática da teoria da sincronicidade junguiana e do paradigma holístico, faz uso da extreita conexão existente entre o objeto da análise e o instante universal em que ele se apresenta, o qual se torna interpretável por técnicas que exponham símbolos e arquétipos do inconsciente coletivo (astros, números, cartas, hexagramas, etc), pontos estes de referência sobre os quais tanto o profissional, quanto o Cliente projetam seu psiquismo, intuição e o pensamento não-linear, identificando por "insight" simultaneidades significativas acausais, aflorando à consciência a síntese uma série de fatores até então não compreendidos. Desta forma, perante uma abordagem de linha junguiana, podemos incorporar métodos tradicionais e modernos de análise, tais como radiestesia, paranormalidade, astrologia, numerologia, tarot, I Ching, búzios, runas e similares para conhecimento e compreensão da personalidade e habilidades de um indivíduo.

Com este breve paralelo entre três grandes nomes da Psicanálise e as semelhanças (ainda que JAMAIS assumidas...) entre suas abordagens e as terapias milenares, fica aqui a propositura de que se pode (e deve...) revisitar as técnicas ancestrais, sem desprezar o que a modernidade acrescentou de bom...

Especificamente sobre os SONHOS, porém, a Terapia Reichiana pouco abordou, sendo enfatizada a observação do CORPO como o revelador dos aspectos visíveis do mundo inconsciente. Já Freud, autoproclama seu livro A Interpretação dos Sonhos como sua obra mais importante. Por sua vez, a Psicanálise Junguiana seria inimaginável sem a análise do universo onírico dos Clientes.

A proposta aqui apresentada busca RE-incluir a Interpretação dos Sonhos no dia-a-dia das técnicas de abordagens somáticas (tais como Acupuntura, Fitoterapia, Terapia Corporal, Cromoterapia, Cristalterapia, etc.). Para tal, convém incluirmos o clássico, ou seja, a PSICANÁLISE, bem como as técnicas de indução ao "sonho acordado" que já praticavam nossos antecessores, os sacerdotes-xamãs.

Este trabalho é reflexo da experiência pessoal do autor, o qual, de 1982 a 1989, atuou sob o paradigma reducionista-mecanicista com Hipnose, Acupuntura, Auriculoterapia, Shiatsu e, a partir de 1990, integrou técnicas de Relaxamento, Terapia Floral, Psicoterapia Transpessoal (Vivências sobre Sonhos e Acontecimentos, Regressão/Progressão, etc), Psicanálise Reichiana e Junguiana ao seu consultório, iniciando o novo século, crendo-as bem integradas para fazer justiça à sua titulagem de Terapeuta Holístico.


Material e Metodologia:

 

1. Definições

ACONSELHAMENTO: processo interativo, caracterizado por uma relação única entre Terapeuta Holístico e Cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão. O Aconselhamento é parte integrante do trabalho de todo verdadeiro Terapeuta Holístico, independentemente de quais outros métodos adote.

PSICANÁLISE: método terapêutico iniciado por Freud que consiste fundamentalmente na interpretação, por um analista, dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginativas de um indivíduo, com base nas associações livres e na transferência.

ARQUÉTIPOS E SÍMBOLOS: são padrões ou motivos universais que emanam do Inconsciente Coletivo (ou, como prefiria Jung*, Psique Objetiva), que foram incorporados por experiências reiteradas, coletivas e significativas da humanidade. Irrepresentáveis em si mesmos, contatamos seus efeitos quando se manifestam na conciência como imagens e idéias arquetípicas, ou seja, os Símbolos (melhor expressão possível para algo essencialmente desconhecido). Arquétipo e Símbolo* são opostos complementares. O primeiro representa o passado, o herdado, o coletivo, aquilo que é a Verdadeira Realidade, a qual não pode ser contactada diretamente pelo nosso racional, mas apenas indiretamente, pelos seus efeitos. O segundo, constitui a cultura, o adquirido, o individual e se manifestam na realidade relativa de nosso conhecimento e consciência. Assim sendo, os arquétipos representam a dinâmica de nosso inconsciente e os símbolos*, são as referências de nossa consciência. As estruturas arquetípicas podem ser comparadas ao eixo, ao "molde-informação" de um cristal: este, ao formar-se, obedece a um padrão de forma pré-determinado por um eixo axial, o qual não possui, entretanto, existência própria, sendo, pois, pura forma. Mesmo assim, ele pré-determina a estrutura geométrica do cristal, não impedindo, porém que surjam particularidades que os diferenciem uns dos outros. Igualmente, as estruturas arquetípicas são pura forma, que dão estrutura aos símbolos*. O arquétipo não é, necessariamente, um resíduo de experiências realmente acontecidas, sendo mais um desejo, que como tal, busca realizar-se e repetir-se. Por exemplo, não que alguma vez haja existido um "Ancião Sábio", que a tudo conhecia. O que sempre houve foi o desejo universal no homem de que ele existisse... O universo dos arquétipos é nosso passado vivo e nosso futuro possível, coordenadores de nossas energias, moldes comportamentais aos quais recorremos e incorporamos inconscientemente ou não, atraídos que somos pela ressonância entre nossa situação e a que eles representam.

TERAPEUTA HOLÍSTICO, em geral, procede ao estudo e à análise do cliente, realizados sempre sob o paradigma holístico, cuja abordagem leva em consideração os aspectos sócio-somato-psíquicos. Faz uso da somatória das mais diversas técnicas, pois cada caso é considerado único e deve-se dispor dos mais variados métodos, para possibilitar a opção por aqueles com os quais o cliente tenha maior afinidade: promove a otimização da qualidade de vida, estabelecendo um processo interativo com seu cliente, levando este ao autoconhecimento e a mudanças em várias áreas, sendo as mais comuns: comportamento, elaboração da realidade e/ou preocupações com a mesma, incremento na capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão. Avalia os desequilíbrios energéticos, suas predisposições e possíveis consequências, além de promover a catalização da tendência natural ao auto-equilíbrio, facilitando-a pela aplicação de uma somatória de terapêuticas de abordagem holística, com o objetivo de transmutar a desarmonia em autoconhecimento.

PSICOTERAPEUTA HOLÍSTICO - procede ao estudo e à análise do cliente, realizados sempre sob o paradigma holístico, cuja abordagem leva em consideração os aspectos sócio-somato-psíquicos. Atua dentro de uma proposta de transcendência dos limites da personalidade, conectando o cliente consigo mesmo, trazendo à consciência aspectos de seu "eu" mais profundo, integrando-o, ainda, com seu próprio corpo, sociedade e universo; as sessões são realizadas individualmente ou em grupo, utilizando técnicas tais como terapia corporal, relaxamento, terapia transpessoal, neurolinguística, parapsicologia, regressão, terapia floral, vivências, dentre outras, como forma de introdução a estados profundos de autoconsciência e, desse modo, permitir o aflorar tanto de emoções reprimidas, lembranças traumáticas e sonhos (para serem trabalhados na Terapia Holística), quanto o despertar de uma sabedoria interior e intuitiva no cliente, capaz de orientá-lo na tomada de decisões ou, até mesmo, na resolução de questões de saúde.

CLIENTE - usuário de serviços de Terapia Holística, em pleno gozo de suas faculdades mentais que, a seu juízo, ou, quando for o caso, mediante autorização de seu representante legal, aceita a prosposta de trabalho terapêutico apresentada pelo profissional.

PARAPSICOLOGIA: estudo de uma série de fenômenos psíquicos, fisiológicos e físicos, inabituais, ainda não explicáveis pelas leis naturais conhecidas, os quais comumente, atuam como que dotados de intencionalidade e inteligência. Linha terapêutica que trabalha especificamente os chamados fenômenos paranormais, tais como, desdobramento consciente ("viagem astral"), regressão a vidas passadas, "poltergeist", possessão e similares.

VIVÊNCIAS: realizadas individualmente ou em grupo, utiliza tanto da Terapia Corporal, quanto do Relaxamento como introdução a estados profundos de auto-consciência e, desse modo, permitir o aflorar tanto de emoções reprimidas, lembranças traumáticas e sonhos (para serem trabalhados na Terapia Holística), quanto o despertar de uma sabedoria interior e intuitiva no cliente, capaz de orientá-lo na tomada de decisões ou, até mesmo, na resolução de questões de saúde.

RELAXAMENTO: vários métodos são utilizados para a obtenção de uma relaxação muscular e psíquica, dentre eles a Terapia Corporal, a Musicoterapia, a Cromoterapia, a Cristaloterapia, a Acupuntura e a sugestão verbal.

"INSIGHT": termo utilizado na terapia junguiana e transpessoal - "lampejos" repentinos de uma consciência maior (quer seja sob a forma de lembranças ou de imagens simbólicas a serem decifradas) que possibilita apreender na forma de síntese uma série de fatores até então não compreendidos.

TERAPIA TRANSPESSOAL: a proposta é a transcendência dos limites da personalidade, conectando o cliente consigo mesmo, trazendo à consciência aspectos de seu "eu" mais profundo, integrando-se, ainda, com seu próprio corpo, sociedade e universo.

TERAPIA DE REGRESSÃO E PROGRESSÃO: técnica terapêutica que faz uso de diversos recursos de indução para conduzir o cliente a estados profundos de autoconsciência e, desse modo, induzir "insights" sobre a infância, a vida intra-uterina e a até mesmo transpessoais (informações além da personalidade e livres no tempo e espaço), com o aflorar de emoções reprimidas, lembranças traumáticas e sonhos (para serem trabalhados na Terapia Holística), além de despertar a sabedoria interior e intuitiva no cliente, capaz de orientá-lo na tomada de decisões ou, até mesmo, na resolução de suas questões, possibilitando desbloqueios e harmonia emocional.

Os conteúdos vivenciados durante o processo terapêutico devem ser elaborados conjuntamente pelo Cliente e pelo Terapeuta Holístico, o qual fará uso de aconselhamento, sendo este parte fundamental e integrante da terapia.

Realizada individualmente, utiliza tanto da Terapia Corporal, quanto do Relaxamento como introdução a estados profundos de auto-consciência e, desse modo, permitir o aflorar tanto de emoções reprimidas, lembranças traumáticas e sonhos (para serem trabalhados na Terapia Holística), quanto o despertar de uma sabedoria interior e intuitiva no cliente, capaz de orientá-lo na tomada de decisões ou, até mesmo, na resolução de questões de saúde.

A interpretação do material psíquico aflorado como sendo um fato real ou meramente símbólico é de exclusivo direito do cliente, que o fará de acordo com sua filosofia e crenças religiosas, jamais devendo o Terapeuta Holístico impor seu ponto de vista pessoal. Quer seja interpretado como fato concreto, quer seja considerado uma fantasia do inconsciente, tecnicamente, o que importa é que a vivência proporciona "insights" sob a forma de lembranças ou de imagens simbólicas a serem decifradas em conjunto pelo Cliente e Terapeuta Holístico, o que possibilita apreender na forma de síntese uma série de fatores até então não compreendidos, os quais, via aconselhamento, proporcionam ao Cliente condições de elaborar a vivência em autoconhecimento.

RELAXAMENTO: vários métodos são utilizados para a obtenção de uma relaxação muscular e psíquica, dentre eles a Massagem, a Musicoterapia, a Cromoterapia, a Cristaloterapia, a Acupuntura e a sugestão verbal. Ver, também, Vivências.

LEITURA CORPORAL: método de avaliação onde a interpretação do formato corpóreo ou de seus gestos, posturas e movimentos é capaz de expressar sua história de vida ou, até, mesmo, seus próprios sentimentos e pensamentos.

TERAPIA CORPORAL: uso de técnicas de toque, respiração, posturas e movimentos específicos, obtendo uma reestruturação corporal e, a partir daí, a conscientização e desbloqueio de conteúdos psíquicos traumáticos, a serem trabalhados verbalmente.

TRANSFERÊNCIA E CONTRATRANSFERÊNCIA: Transferência é a vivência de fortes sentimentos do Cliente deslocados para o profissional, no relacionamento terapêutico. São elementos reprimidos, muitas vezes, infantis, que ganham nova expressão no espaço emocional,criado pelo encontro "Profissional - Cliente", sem que este tenha consciência do fenômeno em questão. Numa direção paralela, temos os sentimentos despertados no profissional pelo cliente, que Freud denominou CONTRA-TRANSFERÊNCIA.

SONHO: Para Freud, o sonho é a expressão, ou a realização, de um desejo reprimido; para Jung, ele é a auto-representação, espontâ­nea e simbólica, da situação atual do in­consciente. Para as culturas milenares, é o contato com o transcendente, de caráter orientativo e divinatório, com acesso ao divino e até ao mundo dos mortos.


2. Procedimentos


ADAPTAÇÕES DE TÉCNICAS PSICANALÍTICAS À TERAPIA HOLÍSTICA:

O consultório deve estar aparelhado para proporcionar temperatura ambiente adequada ao conforto da pessoa atendida, luz amena, minimização de ruídos, bem como privacidade, inclusive do Cliente para com o Terapeuta Holístico.

 

Análise de Sonhos:

Um dos grandes indícios do bom andamento do processo terapêutico é o emergir constante de sonhos significativos. O sonho é parte natural do psiquismo, veículo e criador de Símbolos (melhor expressão possível para designar algo desconhecido ou incapaz de ser descrito por palavras). Contribuem no processo de individuação (percepção consciente da realidade psíquica única de um indivíduo, incluindo forças e limitações; leva à constatação de que o centro regulador da personalidade transcende o ego). Tratados com a devida atenção, ampliarão nosso autoconhecimento, trazendo subsídios para uma vida melhor.

Há milênios o material onírico é visto como um contato com o transcendente (algo além dos limites da personalidade), por isso recorriam aos antecessores dos Terapeutas Holísticos para interpretá-los, ou, ainda, para evocá-los como orientação para a vida, por meio de rituais sagrados. Podemos observar em diversas passagens do Nei Ching, milenar tratado terapêutico chinês, a importância dos sonhos para a avaliação psicofísica. Para os índios norte-americanos, os sonhos estabelecem a escolha dos xamãs; deles provém a terapêutica, o nome que se dará às crianças, além de orientar as mais diversas decisões. O Egito antigo atribuia aos sonhos um valor basicamente premonitório: ..."o deus criou os sonhos para mostrar o caminho aos homens, quando esses não podem ver o futuro"... Os sacerdotes interpretavam nos templos os símbolos oníricos de acordo com as "chaves" transmitidas de era em era, além de utilizarem de um recurso chamado "o sono sagrado", onde a pessoa era colocada em estado de relaxamento e a sua imaginação era dirigida, provocando uma espécie de "sonho acordado", muito semelhante à técnica que o autor destes textos pratica em meu consultório. Mais recentemente, a partir de Freud, a interpretação dos sonhos tenta adquirir um padrão "científico". Para ele, o sonho é expressão ou a realização de um desejo reprimido, "a interpretação dos sonhos é a estrada principal para se chegar ao conhecimento da alma". Após Jung, a tendência é tê-lo como uma compensação da visão limitada do ego (complexo central da consciência) vígil, uma "auto-representação espontânea e simbólica da situação atual do inconsciente" . O sonho seria, assim, um processo psíquico regulador, semelhante aos fenômenos compensatórios do funcionamento corporal.

A interpretação do sonho, assim como a decifração de seus símbolos, não é apenas resposta a uma curiosidade: leva a um nível superior as relações entre o consciente e o inconsciente e aperfeiçoam suas redes de comunicação. Uma das regras para trabalhar os sonhos é não avaliá-los isoladamente. É necessário conhecer vários sonhos da pessoa, ocorridos tanto em datas próximas, quanto de outras épocas, além de, é claro, conhecer a história do sonhador, a idéia que tem de si mesmo e de sua situação, o ambiente em que ele age e como este reage nele... Cada sonho faz parte de um conjunto imaginativo; é como uma cena de um grande romance de infinitos atos. Apesar de sua aparente descontinuidade, cada um pode ter íntima correlação com os demais.

Um dos recursos que podemos utilizar é o das associações, onde o sonhador é instigado a expressar tudo o que as imagens, os objetos, as palavras, os atos, etc., de seu sonho, tomadas em grupo ou isoladamente, evocam nele, podendo assim, surgir conexões entre diversos fatores que estavam apenas latentes, manifestando laços emotivos e imaginativos insuspeitos, a princípio. Apesar da importância deste recurso, é comum uma provável interferência do racional no livre fluxo das associações. Por isso, é necessária a devida cautela na avaliação do material "espontâneo" que aflora. Um modo de dinamizar e contornar resistências do racional às associações é a "dramatização", onde a pessoa "encarna", um a um, os personagens e imagens do sonho, passando a responder a perguntas do Terapeuta Holístico como se fosse realmente a figura "incorporada". Outra ferramenta de interpretação é a "ampliação" do sonho, onde se é estimulado para "prolongar" o sonho, completando-o, dando-lhe continuidade às cenas, dirigindo-o, assim, até que se esclareça o sentido do sonho. Outra forma de "ampliação" é aquela em que o intérprete recorre, com a devida prudência, a paralelos históricos, mitológicos, etnológicos, retirados tanto do folclore, como da história das religiões e tradições, relacionando o sonho ao patrimônio psíquico e humano geral, extraindo das imagens e idéias arquetípicas (padrões universais que constituem o conteúdo básico das religiões, mitologias, lendas, etc.), os subsídios para a interpretação.

Ninguém melhor que o próprio sonhador para interpretar seu sonho, já que "ele é o autor, o ator, a cena, o diretor, o público e o crítico". O mesmo se aplica aos sintomas e às enfermidades, que podem e devem ser submetidos aos mesmos processos e técnicas com que trabalhamos os sonhos. Compete ao Terapeuta Holístico catalisar o processo, dando apoio ao Cliente, dirigindo suas associações, facilitando-as não só por meio de técnicas como as acima descritas, como também com o uso da Terapia Floral, de equilíbrio energético por meio da Calatonia Auricular, com a Terapia Corporal, ou técnicas similares. Aliás, com o auxílio destes recursos, todo processo psicossomatoterápico acontece com maior fluidez e rapidez, num ritmo raramente visto nos tratamentos convencionais.


Vivências induzidas pela TERAPIA DO TOQUE:

Do mesmo modo como "evocamos" os sonhos para serem trabalhados e analisados, pode-se fazer o mesmo com o corpo, interpretando tensões, zonas flácidas, partes doloridas ou sensíveis. Uma abordagem pelo toque convencional, perante situações como estas, trataria apenas de relaxar as partes tensas e enrigecer as flácidas. Já um profissional pleno, um Terapeuta Holístico, avaliaria estes dados como uma "lingüagem corporal", uma mensagem para ser decifrada e compreendida, tal qual o sonho: uma oportunidade de contato com o inconsciente. Separar o psíquico do corpo é impossível, já que ambos, na realidade, são um só, um continuum. Todo o material psíquico que tentamos manter longe de nossa consciência, corporifica, somatiza. Ou seja, o inconsciente individual é corporal. Quanto mais reprimido, quanto mais "pesado" , quanto maior o esforço para negar certos desejos e lembranças, maior será o grau de somatização, sendo esta a profunda e verdadeira causa das enfermidades. O único modo de realmente alguém se Harmonizar é através do autoconhecimento. Quanto mais material psíquico reprimido aflorar à consciência, mais e mais se revertem as somatizações. Metaforicamente, podemos dizer que fazemos parte de e que somos um Holograma Universal, onde tudo está intimamente ligado entre si, nada ocorrendo ao acaso. Microcosmos que somos, nossas energias formam um holograma onde toda e qualquer informação psíquica/física se encontra acessível em qualquer parte de nosso ser. Entretanto, decorrente do aprendizado de nossa espécie, ocorreram "especializações" funcionais, "desenhando-se" no holograma certos "caminhos" bioenergéticos pelos quais as informações circulam com maior facilidade e, até mesmo, com uma certa "tendência" a determinadas emoções-informações-energia específicas percorrerem, também, partes do corpo em particular. "Mapeando" esta tendência é que surgiram as teorias milenares dos Cinco Movimentos e dos "meridianos" de Acupuntura, na China milenar, e os "chacras" na Índia. Ao bloquearmos, consciente ou inconscientemente, as informações psíquicas, igualmente bloqueamos as informações biológicas, prejudicando nossa capacidade de auto-equilíbrio, predispondo-nos às somatizações. Ao reequilibrarmos a "circulação" energética, induzimos à "circulação" das informações psíquicas, ocorrendo os chamados "insights" ("flashs", lampejos de uma consciência maior). Uma vez aflorando à consciência estas informações e que estas venham acompanhadas de suas respectivas emoções (ex-movere = mover para fora), aí sim haverá uma verdadeira mobilização, uma chance de uma mudança na vida da pessoa. À medida em que "digerir", compreender e assimilar o material aflorado, somente aí é que ocorrerá o verdadeiro "equilíbrio energético". O desconhecimento dos profissionais de hoje destes fatores que sempre foram as bases das Terapias Milenares tem feito com que se contentem unicamente com a remissão dos sintomas, o que não significa uma solução em si. Acaba ocorrendo, isto sim, um simples adiamento ou desvio do desequilíbrio, que voltará a se manifestar no mesmo local ou desviará para outra parte do organismo. Contudo, quando o Cliente realmente aprende mais sobre si durante o procedimento, o que se constata é uma verdadeira transmutação do desequilíbro (que simplesmente deixa de manifestar-se, ou minimiza..) em autoconhecimento.

 

Regressão:

Para os Clientes que trazem à terapia informes de traumas, estes podem servir de ponto focal para o exercício de imaginação, no qual o Terapeuta Holístico induzirá verbalmente a uma "volta" a estas ocorrências significativas, para que as RE-vivencie em ambiente "protegido" de consultório, sendo estimulado a que exteriorize toda a gama de emoções relacionadas.

Por sua vez, existe Clientes que não trazem à terapia informações de origens de seus traumas, o que pode ser contornado induzindo-o verbalmente a que "viage" imaginativamente "voltando no tempo" até o momento de origem do problema. Em alguns casos, artifícios imaginativos podem ser aplicados, tais como, por exemplos, a imagem de um relógio cujos ponteiros girem no anti-horário, calendários com dias, meses e anos retrocedendo e outras adaptações personalizadas que evoquem a idéia de "viagem no tempo"...

Quando bem sucedido o procedimento, manifestará uma catarse, expurgando sentimentos reprimidos, trazendo-os à consciência e exteriorizando-os, comumente em "explosões" emotivas, tais como raiva, tristeza, que devem ser acolhidas pelo Terapeuta Holístico, que prestará amparo e atenção ao Cliente.

Ainda que a catarse, por si só, produza inúmeros benefícios (sensações de alívio e bem-estar, que se traduzem nos aspectos físicos-psíquicos), o processo terapêutico tem sua continuidade com Cliente e Terapeuta Holístico interpretando conjuntamente as informações afloradas, ou seja, exercita-se o ACONSELHAMENTO e PSICANÁLISE para que o conteúdo vivenciado seja traduzido para o momento presente, ampliando-se o autoconhecimento e, com isso, a capacidade de ser bem-sucedido nas situações da vida (aumento máximo das oportunidades e minimização das condições adversas), além de conhecimento e habilidade para tomada de decisão.

 

Progressão:

Para a Progressão, ainda que os procedimentos sejam os mesmos descritos acima (adaptando-se, é claro, o sentido dos artifícios do relógio e calendário a que "avancem no tempo"...), via de regra, ocorre espontaneamente durante as vivências, mas igualmente pode ser induzida, sendo aplicável para casos em que o Cliente esteja sofrendo com as possíveis repercussões futuras de suas decisões (ou falta destas...), comumente gerando ansiedades e temores.

 

Resultados:

 

Os anos de 1982 a 1989, época em que o autor atuou sob o paradigma reducionista-mecanicista com Hipnose, Acupuntura, Auriculoterapia, Shiatsu e similares, comparados com o período pós 1990, quando inclui-se as abordagens psicoterápicas que possuem o Aconselhamento e demais abordagens Psicoterápicas como pontos essenciais, apresentam uma receptividade por perfis diferentes de Clientes, bem como resultados quantitativos e qualitativos díspares.

A fase mecanicista atraia Clientes de uma vasta gama de idades, ambos os sexos em igualdade e das mais variadas classes sociais, queixando-se basicamente de sintomas físicos, via de regra, já em tratamento médico e que permaneciam em atendimento semanal até a remissão da sintomática, em média, de um a dois meses. Uma vez que a proposta terapêutica limitava-se a objetivos mais focados ao físico, a terapêutica era breve, resultando em alta rotatividade da clientela.

Nos anos 90 e seguintes, onde se incluiu o Aconselhamento e demais técnicas Psicoterápicas, tais como a PSICANÁLISE, a proposta de trabalho ampliou-se para critérios subjetivos, tais como incremento do autoconhecimento e qualidade de vida. O perfil da clientela igualmente mudou, com predominância do sexo feminino, idade adulta, classe social alta e média alta, queixas físicas, emocionais, existenciais em igualdade e que permaneciam em atendimento semanal por longos períodos de tempo, variando de 3 a 5 anos, resultando num mínimo de rotatividade. Especificamente quanto às vivências oníricas e análises dos SONHOS, foram objetos de grande atenção, ocupando boa parte dos atendimentos, tornando-se o fator mais significativo na produção de INSIGHTS percebidos como de grande importância emocional e motivacional na vida dos Clientes.


Discussão:

 

O longo período histórico em que a abordagem Holística na terapia foi duramente perseguida, culminou na perda da identidade dos profissionais da área, que passaram a "imitar" o modo de agir de OUTRAS atividades estabelecidas, em especial, a classe médica, herdando destes o modo impessoal de interagir com o Cliente, seu linguajar e até os uniformes. Como parte da herança, tanto profissionais, quanto a clientela, contentavam-se com o simples alívio dos sintomas incômodos, encerrando de forma breve o vínculo, o qual, por si só, mantinha-se na superficialidade. Desta forma, tanto Médicos, quanto Terapeutas Holísticos, disputavam o mesmo mercado e também compartilhavam a crescente insatisfação profissional, dependente cada vez mais da quantidade de atendimentos para se atingir a justa gratificação pessoal e financeira.

Com o crescente resgate e revalorização das tradições milenares, a Terapia Holística se dá conta de que a abordagem puramente somática e reducionista lhe é insuficiente. Assim sendo, a conversação, a análise de sonhos, a interpretação das sincronicidades entre sintomas, acontecimentos da vida, os anseios transpessoais de evolução dos Clientes, enfim, um enfoque bem mais SUBJETIVO foi reintegrado ao atendimento. Este DIFERENCIAL, na verdade, uma retomada das raízes da profissão, resulta em que o público alvo deixa de ser o mesmo da medicina, e o vínculo terapêutico se torna muito mais profundo e duradouro. Desta forma, a GRATIFICAÇÃO (em todos os sentidos) origina-se da QUALIDADE da relação. Uma vez que a proposta não mais se limita à remissão de sintomas incômodos, ela se abre ao infinito, já que o autoconhecimento é um caminho contínuo e a qualidade de vida sempre pode ser ampliada, independente do estado em que se encontra o Cliente.

Tal movimento de resgate da Terapia Holística como ARTE é relativamente recente e se depara com o despreparo de muitas escolas, que esquecem de ensinar os fundamentos, no caso, o ACONSELHAMENTO, e que, contudo, ofertam em separado técnicas mais complexas, tais como Regressão/Progressão, Vivências Catárticas, resultando em pouco aproveitamento do potencial destes recursos. Desperdício equivalente ocorre nas escolas PSICANALÍSTICAS, as quais, mal conseguiram conciliar as várias vertentes dissidentes entre si e, muito menos, sequer cogitam a idéia de incluir em suas matérias as técnicas milenares, ignorando por completo as várias correlações e paralelismos entre tais abordagens.

Em contraponto, o Brasil apresenta-se pioneiro na (R)evolução da Terapia Holística, coordenando-se por meio do SINTE - Sindicato dos Terapeutas, em seus contínuos esforços para o aperfeiçoamento dos materiais didáticos disponíveis, simultaneamente ao estímulo de novos talentos, dispondo-lhes de oportunidades para exposição e publicação de seus trabalhos. Objetivando a democratização do acesso à boa informação, destaca-se o trabalho da Comunidade de Estudos Avançados em Terapia Holística, que incluiu o Aconselhamento como disciplina obrigatória em todos os seus cursos, além de incluir, a parti de 2007, mais variantes do imenso leque de abordagens da PSICOTERAPIA.

Cabe à categoria profissional vencer a inércia, unir-se e apoiar intensamente estas iniciativas.


Conclusões:


A somatória das técnicas de abordagens somáticas com as de enfoque psíquico resultam em algo maior que a soma das partes. Bem integradas, constituem a essência da Terapia Holística e em Clientes e Profissionais vivenciando uma relação terapêutica mais profunda e GRATIFICANTE.

A análise dos SONHOS, sejam os espontaneamente lembrados, sejam os induzidos por técnicas vivenciais se traduziram nos momentos mais surpreendentes e reveladores destes meus quase 25 anos de Terapia.

Bem fundamentado nas técnicas de Aconselhamento, o Terapeuta Holístico mais facilmente pode diversificar, acrescentando outras formas de Psicoterapia ao seu currículo, tais como a Psicanálise Freudiana, Junguiana e a Terapia Transpessoal (que inclui a interpretação dos sonhos, regressão, progressão, vivências, etc...). A própria tragetória de consultório deste autor comprova que não é necessária uma dedicação exclusiva à Psicanálise, podendo conviver construtivamente com muitas outras técnicas igualmente adotadas pela Terapia Holística.

Considerando que a gratificação inclui parâmetros subjetivos, é impossível quantificar-se o ganho que se obtém ao enfatizar a abordagem psicoterápica aos consultórios. Do ponto de vista meramente financeiro, o mercado certamente valoriza crescentemente aos profissionais que integram abordagens corporais às psíquicas. Quanto ao incremento na satisfação pessoal e profissional, por serem ganhos QUALITATIVOS, só existe um modo de constatar: VIVENCIANDO... E o trabalho aqui apresentado convida a todos a experienciar esta proposta.


Referências bibliográficas:


"O Corpo Fala" - Pierre Weil e Roland Tompakow - Editora Vozes;

"Counseling, Santé et Développement" em www.counselingvih.org;

"Florais de Bach - Uma Visão Mitológia, Etimológica e Arquetípica" - Henrique Vieira Filho - Editora Pensamento;

"Jung e Reich - O Corpo Como Sombra" - Jonh P. Conger - Summus Editorial;

"O Microcosmo Sagrado" - 2a Edição - Henrique Vieira Filho - SinteBooks;

"Orgônio, Reich e Eros" - W. Edward Mann - Summus Editorial;

"O Processo de Aconselhamento" - Paterson / Einsenberg - Martins Fontes 1988;

"Teorias da Personalidade em Freud, Reich e Jung" - Reis, Magalhães e Gonçalves - EPU - Editora Pedagógica e Universitária Ltda;

"Tutorial Terapia Holística" - Henrique Vieira Filho - SinteBooks.

"Interpretação dos Sonhos: Ed. Comemorativa - 100 Anos" - Sigmudn Freud - Editora: Imago;

"Psicoterapia Holística" - - Henrique Vieira Filho - SinteBooks;

"Dicionário de Símbolos - Mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números" - Jean Chevalier, Alain Gheerbrant - Editora: José Olympio


Anexos e Apêndices:

 

1) Textos selecionados da obra "Dicionário de Símbolos - Mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números" - Jean Chevalier, Alain Gheerbrant - Editora: José Olympio


O sonho só é estudado aqui como veí­culo e criador de símbolos. Manifesta tam­bém a natureza complexa, representativa, emotiva, vetorial do símbolo, assim como as dificuldades de uma interpretação justa. A maior parte dos elementos deste verbete são aplicáveis ao conjunto dos símbolos, e u cada um em particular, pois todo símbolo participa do sonho e vice-versa.

A parcela de sonho

Segundo as mais recentes pesquisas científicas, um homem de 60 anos teria sonha­do, dormindo, um mínimo de cinco anos. Se o sono ocupa um terço da vida, aproxi­madamente 25% do sono é atravessado por sonhos: o sonho noturno ocupa, portanto, um duodécimo da existência entre a maioria dos homens. Que dizer do sonho acordado e do devaneio diurno que se acrescentam a esta parcela já impressionante!

Sobre o sonho, Frédéric Gaussen disse muito bem: símbolo da aventura indivi­dual, tão profundamente alojado na intimi­dade da consciência que se subtrai a seu próprio criador, o sonho nos aparece como a expressão mais secreta e mais impudica de nós mesmos. Ao menos duas horas por noite vivemos neste mundo onírico dos símbolos. Que fonte de conhecimentos so­bre nós próprios e sobre a humanidade, se pudéssemos sempre recordá-los e interpre­tá-los! A interpretação dos sonhos, disse Freud, é a estrada principal para se chegar ao conhecimento da alma. Também as chaves dos sonhos se multiplicaram desde a antiguidade. Hoje em dia, a psicanálise as substituiu.

O fenômeno do sonho

As idéias sobre o sonho, como sobre o símbolo, evoluíram muito e não temos por que fazer o histórico dessa evolução. Mas mesmo hoje em dia, os especialistas ainda estão divididos a respeito. Para Freud, o sonho é a expressão, ou a realização, de um desejo reprimido; para Jung, ele é a auto-representação, espontâ­nea e simbólica, da situação atual do in­consciente; para J. Sutter, esta é a menos interpretativa das defini­ções, o sonho é um fenômeno psicológico que se produz durante o sono, constituído por uma série de imagens cujo desenrolamento representa um drama mais ou meios concatenado.

O sonho se subtrai, portanto, à vontade e à responsabilidade do homem, em virtude de sua dramaturgia noturna ser espontânea e incontrolada. É por isso que o homem vive o drama sonhado, como se ele existisse realmente fora de sua imaginação. A consciência das realidades se obli­tera, o sentimento de identidade se aliena e se dissolve. Tchuang-tcheu não sabe mais se foi Tcheu que sonhou que era uma bor­boleta ou se foi a borboleta que sonhou que era Tcheu. Se um artesão, escreve Pas­cal, tivesse certeza de sonhar todas as noi­tes, durante doze horas que era o rei, creio que seria tão feliz quanto um rei que so­nhasse todas as noite, durante doze horas, que era um artesão. Sintetizando o pensa­mento de Jung, Roland Cahen escreve: O sonho é a expressão desta atividade men­tal que está viva em nós, que pensa, sente, experimenta, especula, à margem de nossa atividade diurna, e em todos os níveis, do plano mais biológico ao plano mais espi­ritual do ser, sem que o saibamos. Mani­festando uma corrente psíquica subjacente e as necessidades de um programa vital inscrito no mais profundo do ser, o sonho exprime as aspirações profundas do indi­víduo e, portanto, será para nós uma fonte infinitamente preciosa de informações de toda ordem.

Classificação dos sonhos

O Egito antigo atribuía aos sonhos um valor sobretudo premonitório: O deus criou os sonhos para indicar o caminho aos homens, quando esses não podem ver o fututro, diz um livro de sabedoria. Sacerdotes-leitores, escribas sagrados ou onirólogos interpretavam nos templos os símbolos dos sonhos, segundo chaves transmitidas de era em era. A oniromancia, ou a divinação por meio dos sonhos, era prati­cada em todos os lugares.

Para os negritos das ilhas Andamã, os sonhos são produzidos pela alma, que é considerada como a parte maléfica do ser. Sai pelo nariz e realiza fora do corpo as proezas de que o homem toma consciência em sonho.

Para todos os índios da América do Nor­te, o sonho é o signo final e decisivo da experiência. Os sonhos estão na origem das liturgias; estabelecem a escolha dos sacer­dotes e conferem a qualidade de xamã; é deles que provêm a ciência médica, o nome que se dará às crianças, e os tabus; eles ordenam as guerras, as caçadas, as conde­nações à morte e a ajuda a ser ministrada; só eles compreendem a obscuridade escatológica. Enfim o sonho... confirma a tradição: é o selo da legalidade k da autori­dade.

Para os bantus do Kasai (bacia congolesa), certos sonhos são produzidos pelas almas que se separam do corpo durante o sono e vão conversar com as almas dos mortos. Esses sonhos têm um caráter premonitório referente à pessoa, ou então podem consistir em verdadeiras men­sagens dos mortos aos vivos, que interes­sam a toda a comunidade.

(Sobre o papel dos sonhos e sobre sua interpretação nas civilizações orientais, po­de-se consultar a erudita obra coletiva SOUS; e sobre exemplos de sonhos histó­ricos célebres, religiosos, políticos e cultu­rais).

Os exemplos de sonhos são inumeráveis; tentou-se diversas vezes classificá-los. As pesquisas analíticas, etnológicas e parapsicológicas dividiram os sonhos noturnos, para facilitar o estudo, em um certo núme­ro de categorias:

1.  o sonho profético ou didático, aviso mais ou menos disfarçado sobre um acon­tecimento crítico, passado, presente ou fu­turo; sua origem é freqüentemente atribuí­da a uma força celeste;

2.  o  sonho  iniciatório  do  xamã  ou do budista tibetano de Bardo-Todol, carregado de eficácia mágica e destinado a introduzir o homem num outro mundo por meio de um conhecimento e de uma viagem imagi­nários;

3.  o sonho telepático, que estabelece co­municação com o pensamento e os senti­mentos de pessoas ou de grupos distantes;

4.  o sonho visionário, que transporta ao que H.  Corbin chama  de  o  mundo  das imagens, e que pressupõe no ser humano, num  certo  nível  de  consciência,  poderes que nossa civilização ocidental talvez tenha atrofiado ou paralisado, poderes sobre os quais H. Corbin encontra testemunhos en­tre os místicos iranianos; trata-se aqui, não de presságio, nem de viagem, mas de visão;

5.  o sonho pressentimento, que pressente e privilegia uma possibilidade entre mil...

6.  o sonho mitológico, que reproduz al­gum grande arquétipo e reflete uma angús­tia fundamental e universal.

 

Guardadas todas as proporções, o sonho acordado pode ser comparado ao sonho no­turno, tanto pelos símbolos que coloca em ação, como pelas funções psíquicas que é capaz de cumprir. Maria Zambrano mostra, ao mesmo tempo, seu risco e suas vanta­gens: Na vigília, o sonho apodera-se imperceptivelmente da pessoa e engendra um certo esquecimento, ou antes Uma lembran­ça cujo contorno se transfere a um plano da consciência que não pode acolhê-lo. O sonho torna-se então germe de obsessão, de mudança da realidade. Ao contrário, se é transferido a um plano adequado da consciência, ao lugar onde a consciência e a alma entram em simbiose, torna-se forma de criação, tanto no processo da vida pes­soal, como na realização de uma obra.

A prática psicoterápica do sonho acor­dado engendrou a onirotécnica. Derivada dos trabalhos de Galton e Binet, das expe­riências de Desoille, de Guillerez e de Caslant, desenvolvida e aperfeiçoada por Frétigny e Virei até o onirodrama, esta técnica consiste num devaneio dirigido, a partir de uma imagem ou de um tema sugerido pelo intérprete e geralmente tirados dos símbo­los de ascensão e queda. Ela utiliza a fa­culdade que o homem possui, quando co­locado em estado de hipovigília de viver um universo arcaico de cuja existência nem suspeita quando acordado e do qual o so­nho noturno dá apenas uma ideia muito infiel e desalinhavada.

A técnica comporta um primeiro tempo de relaxamento cientificamente conduzido, devendo chegar à aparição de ondas eletroencefalográficas alfa. O sujeito recebe a instrução de verbalizar simultaneamente as imagens que lhe aparecerem e os estados que experimenta. A experiência mostra que estes estados são vividos, isto ê, que o su­jeito tem um Eu Corpóreo Imaginário e que age num mundo visionário sobre o qual projeta as estruturas de seu Eu arcaico. Se, neste ponto da experiência, o ope­rador propõe uma imagem indutora ou su­gere uma ação imaginária, o sujeito vai integrar a sugestão no universo em que vive e desenvolver as suas conseqüências, segundo o modo simbólico próprio a este universo. Por este meio e alguns outros, vê-se surgir, no sujeito menos predisposto à fantasia ou à compreensão poética, seqüências de imagens e situações que po­dem ser, em todos os pontos, sobrepostas aos dados da mitologia ou da psicossociologia dos estados mais primitivos da huma­nidade.

Funções do sonho

O sonho é tão necessário ao equilíbrio biológico e mental como o sono, o oxigênio e uma alimentação sadia. Alternativamen­te relaxamento e tensão do psiquismo, ele cumpre uma função vital; a morte ou a demência podem ser o resultado de uma falta total de sonhos. Serve de exutório a impulsos reprimidos durante o dia, faz emergir problemas a serem resolvidos, e, ao representá-los, sugere soluções. Sua fun­ção seletiva, como a da memória, alivia a vida consciente. Mas desempenha ainda um papel de uma profundidade bem diferente.

O sonho é um dos melhores agentes de informação sobre o estado psíquico de quem sonha. Fornece-lhe, num símbolo vivo, um quadro de sua situação existen­cial presente: ele é para quem sonha uma imagem freqüentemente insuspeitada de si mesmo; é um revelador do ego e do self. Mas ao mesmo tempo os dissimula, exata-mente como um símbolo, sob imagens de seres distintos do sujeito. Os processos de identificação não são controláveis no so­nho. O sujeito se projeta na imagem de um outro ser: aliena-se, identificando-se com o outro. Pode ser representado com traços que não têm aparentemente nada em co­mum com ele, homem ou mulher, animal ou planta, veículo ou planeta etc. Um dos papéis da análise onírica ou simbólica é desvendar essas identificações e descobrir suas causas e fins; tem como finalidade res­tituir a pessoa à sua identidade própria, descobrindo o sentido de suas alienações.

O papel do sonho, talvez o mais funda­mental, é estabelecer no psiquismo de uma pessoa uma espécie de equilíbrio compen­sador. Ele assegura uma auto-regulação psicobiológica. A carência de sonhos cria de­sequilíbrios mentais, assim como a carência de proteínas animais provoca perturbações fisiológicas. Esta função biológica do so­nho, confirmada pelas mais recentes expe­riências científicas, não deixa de ter conseqüências sobre a própria interpretação, que pode então evocar a lei das relações complementares. O intérprete procurará com efeito a relação de complementação entre a situação consciente vivida, objetiva, do sonhador e as imagens de seu sonho. Porque existe, escreve Roland Cahen, uma relação de contrapeso (de balança) real­mente dinâmica, entre o consciente e o in­consciente, manifestada na atualidade de sua movimentação pelo sonho. . . Os de­sejos, as angústias, as defesas, as aspirações (e as frustrações) do consciente encontra­rão nas imagens oníricas bem compreendi­das uma compensação salutar e, conseqüentemente, correções essenciais. O drama onírico pode conceder o que a vida exterior recusa e revelar o es­tado de satisfação ou insatisfação em que se encontra a capacidade energética (libi­do) do sujeito. Mas, às vezes, a distância entre o sonho e a realidade é tal que adqui­re um caráter patológico e deixa transpa­recer na própria libido um descomedimen­to que nada consegue compensar. Deve-se observar que nos casos normais a compen­sação se produzia, nas perspectivas de Freud, segundo uma linha horizontal, isto é, no mesmo nível da sexualidade, en­quanto, segundo Jung, todo equilíbrio psi­cológico do ser se faz, entre seus planos conscientes e seus planos inconscientes, na dimensão da verticalidade, tal como, num veleiro, o equilíbrio entre a vela e a quilha. No mesmo sentido, para o Dr. Guillerey, toda perturbação psíquica cor­respondia a uma atividade superior entra­vada, e o apelo do herói, no sentido bergsoniano do termo, cumpriria uma função não apenas moral, mas terapêutica, de sal­vamento.

O sonho, enfim, acelera os processos de individualização que regem a evolução de ascensão e integração do homem. Em seu nível, já tem uma função totalizadora. A análise, como veremos, permitirá que entre em comunicação quase regular com a cons­ciência e desempenhe então um papel de criador de integração em todos os níveis. Não apenas exprimirá a totalidade do ser, mas contribuirá para formá-la.

Análise do sonho

A análise dos símbolos oníricos baseia-se em triplo exame: o do conteúdo do sonho (as imagens e sua dramaturgia); o da es­trutura do sonho (em diversas imagens, um conjunto formal de relações de um certo tipo); o do sentido do sonho (sua orienta­ção, sua finalidade, sua intenção). Os prin­cípios de interpretação da análise se apli­cariam aliás a todos os símbolos e não só aos dos sonhos, e, em especial, aos que se exprimem nas mitologias. O sonho pode ser concebido como uma mitologia perso­nalizada.

O conteúdo do sonho, isto é, a fantas­magoria puramente descritiva, procede do cinco tipos de operações espontâneas: uma elaboração dos dados do inconsciente para transformá-lo cm imagens efetivas; uma condensação de múltiplos elementos numa imagem ou numa seqüência de imagens; um deslocamento ou uma transferência da afetividade para estas imagens de substituição, por meio de identificação, repressão ou sublimação; uma dramatização des­te conjunto de imagens e cargas afetivas numa fatia de vida mais ou menos intensa; enfim, uma simbolização que oculta sob as imagens do sonho realidades diferentes das que são diretamente representadas. No meio dessas formas disfarçadas por tantas operações inconscientes, a análise onírica deverá pesquisar o conteúdo latente dessas expressões psíquicas, que encobrem opres­sões, necessidades e pulsões, ambivalências, conflitos ou aspirações que se escondem nas profundezas da alma. O conteúdo do sonho compreende não apenas as representações e sua dinâmica, mas também sua totalidade, isto é, a carga emotiva e ansiosa que as afeta.

Fantasmagorias diversas podem encobrir estruturas idênticas, isto é, conjuntos ar­ranjados e articulados segundo o mesmo esquema profundo; inversamente, imagens semelhantes podem aparecer em estruturas diferentes. Numerosos confrontos de ima­gens e de situações sonhadas testemunha­ram uma espécie de temática constante, isto é, um conjunto de esquemas eidolomotores, onde séries de imagens diferentes revelam uma mesma orientação, mesmos sentimentos, mesmas preocupações, bem tomo a existência de uma rede de comuni­cação interna de uma mesma estrutura en­tre os diversos níveis e as diversas pulsões do psiquismo. É possível assim julgar-se o conteúdo latente do sonho. Roger Bastide anota no seu diário: Começo a me tornar africano. Esta noite sonhei com Ogum (deus ioruba do ferro e dos ferreiros). . . um psicanalista teria todas as condições de me mostrar que não fiz mais que trocar de símbolo, que Ogum desempenha exata-mente o mesmo papel nas minhas noites africanas que aquele outro personagem de meus sonhos da Europa. Sob a diversidade dos conteúdos, seria exatamente a mesma estrutura fundamental que apareceria a um analista. Deixaremos pois de lado a materialidade das imagens dos sonhos para ir buscar us estruturas que as enformam. Freud pensava que todos os sonhos de uma mesma noite pertencem a  um mesmo conjunto.

Esta estrutura do sonho é concebida ge­ralmente como um drama em quatro atos, no qual atua um aparato imaginário que pode variar consideravelmente, embora y quadro subjacente permaneça o menino Roland Cahen resume assim esses quatro atos:

1.  sua exposição e suas personagens, seu lugar geográfico, sua época, seus cenários;

2.  a ação que aí se anuncia e se desen­volve;

3.  a peripécia do drama;

4.  este drama evolui para seu término, sua solução, sua lyse, repouso, indicação ou conclusão.

O que complica ainda essa estrutura é que ela deve ser explorada em diferentes níveis, que não deixam de ter interferên­cias entre si. A nível profundo, serão en­contrados problemas metafísicos, que sim­bolizam mais ou menos diretamente us angustiantes questões da ontogênese ou do vida depois da morte. No plano médio, as preocupações sexuais exprimem-se no meio dos símbolos que, de um modo geral, a individualização da adolescência gera. A nível superficial, aparecerão sob uma for­ma simbólica, mais ou menos inacabada, aliás, as preocupações do indivíduo isolado pela complexidade da civilização e equivocando-se sobre as causas de suas dificul­dades de adaptação.

No meio de todos esses mundos de sím­bolos que, assim classificados, se articulam segundo uma analogia bastante límpida, alguns eixos privilegiados se desenham, por outro lado, com bastante clareza, tais co­mo: a relação quase constante entre a ascensão e a luz (Caslant-Desoille); entre a integração e o calor (Frétigny-Virel). Deve-se notar também as grandes direções analógicas da centralização (Godel), da direita e da esquerda. Essas redes de coordenadas e outras que têm um valor puramente ex­perimental formariam um código de esquemas eidolomotores, graças ao qual se poderia explorar o simbolismo onírico de um modo relativamente científico.

Enfim, todo sonho possui um sentido. Esse sentido pode ser buscado lá atrás, na causa do sonho: é o método freudiano, etiológico e retrospectivo. Ou adiante: é o método junguiano, Ideológico ou prospec­tivo. Os sonhos, diz Jung, são amiúde an­tecipações que perdem todo o seu sentido se examinadas de um ponto de vista pura­mente causal.

O sonho, como todo processo vivo, é não somente uma seqüência causal mas também um processo orientado para um fim. ... pode-se pois exigir do sonho - que é uma autodescrição do processo da vida psíquica - indicações sobre as causas objetivas da vida psíquica e sobre as ten­dências objetivas desta. Em lugar de se situar sob a dependência de um consciente que a precede, como acon­tece com a função compensadora, a função prospectiva do sonho se apresenta, ao contrário, sob a forma de uma antecipação, nascida no inconsciente, da atividade cons­ciente futura; ela evoca um esboço prepa­ratório, um bosquejo de grandes linhas, um projeto de plano executivo. Mas essa orientação para um fim é expressa sob a forma de símbolos, e não com a clareza descritiva de um filme de aventuras ou de um encadeamento conceitual.

Comparando o sonho às construções ima­ginárias feitas em estado de vigília, Edgar Morin estima que: todo sonho é uma rea­lização irreal, mas aspira à realização prá­tica. É por isso que as utopias sociais pre­figuram as sociedades futuras, as alquimias prefiguram as químicas, as asas de Ícaro prefiguram as asas do avião. Cada sonho, dirá Adler, tende a criar o ambiente mais favorável a um objetivo dis­tante. Esta finalidade do sonho é distinta do sonho premonitório dos Antigos: ela não anuncia um acontecimento futuro, re­vela e libera uma energia que tende a criar o acontecimento. É a grande diferença entre o profético e o que se pode prever, entre o divinatório e o operacional. O sonho é uma preparação para a vida (Moeder); o futuro é conquistado em sonhos, antes de ser conquistado nas experiências (de Becker, a propósito de Gaston Bachelard). O sonho é o prelúdio da vida ativa.

Interpretação

- O sonhador está no âmago de seu so­nho. Não se deve esperar deste verbete uma chave dos sonhos. Toda esta reunião de símbolos, sejam eles astecas, bantos ou chineses, pôde servir à interpretação dos sonhos. Mas por mais útil que seja, não seria suficiente. O sonho anima e combina imagens carregadas de afetividade: sua lin­guagem é exatamente a dos símbolos. Mas a arte de interpretá-los não depende apenas de regras, procedimentos ou significações codificados e aplicados mecanicamente. É necessária uma compreensão ao mesmo tempo íntima e ampla. O sonhador que possuir este livro poderá ler, nos verbetes que correspondem às imagens de seus so­nhos, os valores simbólicos que são ligados a essas imagens. Nos sonhos, esses valores são fundamentalmente os mesmos que apa­recem nas artes plásticas, na literatura ou nos mitos; como em toda parte, porém, estão em simbiose com outros e especial­mente com um meio psíquico, pessoal e social, portador também de símbolos. É a síntese de todos esses elementos que, a par­tir das luzes dispersadas aqui e ali neste livro, conduzirá o leitor a uma justa in­terpretação de sua experiência e, em geral, de sua vida a nível do imaginário ou da construção de imagens. A verdadeira cha­ve dos sonhos está no molde dos símbolos, percebidos ou despercebidos, mas sempre vivazes no inconsciente. É através de si mesmo que o leitor compreenderá o senti­do dos símbolos evocados neste livro, assim como também o sentido dos sonhos. Ê preciso não esquecer, escreve C. G. Jung, que se sonha em primeiro lugar, e quase exclusivamente, consigo mesmo e através de si mesmo. O célebre analista opõe jus­tamente à interpretação dos sonhos no pla­no do objeto, que seria causal e mecânica, a interpretação no plano do sujeito. Esta estabelece uma relação entre a psicologia do próprio sonhador e cada elemento do sonho, como por exemplo cada uma das pessoas atuantes que nele figuram. Cada uma é como que um símbolo do sujeito. O primeiro tipo de interpretação é analí­tico: decompõe o conteúdo do sonho em sua trama complexa de reminiscências, de lembranças que são o eco de condições ex­teriores. A interpretação do segundo tipo é, ao contrário, sintética: na medida em que separa das causas contingentes os complexos de reminiscências e os apresenta co­mo tendências ou componentes do sujeito, ao qual, por proceder desse modo, os in­tegra de novo. Nesse caso, todos os conteúdos do sonho são considerados como símbolos de conteúdos subjetivos. Poder-se-ia dizer de toda percepção aprofundada e vivida de um valor simbó­lico - que só se realiza evidentemente no plano do sujeito - o que Jung diz do sonhou se acaso nosso sonho reproduz algumas representações, essas são antes de tudo nossas representações, para cuja ela­boração a totalidade de nosso ser contri­buiu; são fatores subjetivos que no sonho (como na percepção do símbolo) se agru­pam de tal ou tal modo, exprimindo tal ou tal sentido, não por motivos exteriores (apenas), mas pelos movimentos mais sutis de nossa alma. Toda esta gênese é essen­cialmente subjetiva, e o sonho é o teatro onde o sonhador é ao mesmo tempo o ator, a cena, o ponto, o diretor, o autor, o pú­blico e o crítico. O sonho do homem é uma manifestação -cósmica e às vezes uma teofania, como um sonho da natureza no homem e um sonho dele so­bre a natureza (Raymond de Becker), ou, segundo os Antigos, um signo de Deus nele e um sinal dele a Deus. As pulsações vin­das dos três níveis do universo e do Ser se conjugam no sonho.

- O sonhador está no âmago da histó­ria. A interpretação dos símbolos oníricos exige que cada um dos três elementos da análise seja remetido a um contexto, escla­recido por associações espontâneas e, se possível, ampliado, como se fosse uma am­pliação fotográfica.

A primeira regra, a do contexto, coloca-nos de sobreaviso contra a interpretação de um sonho isolado. Se convém escutar o relato de um sonho, feito com toda a precisão desejável, não é menos necessário conhecer vários sonhos do mesmo sujeito, sonhos ocorridos numa data próxima, de­pois em datas diversas e em lugares di­versos; um sonho faz parte de todo um conjunto imaginativo, é apenas uma cena num grande drama de cem atos diversos. Não se trata de confundir ou sobrepor essas cenas, mas de julgar suas articula­ções. Este contexto implica igualmente o conhecimento do próprio sonhador, de sua própria história, de sua consciência, da idéia que tem de si mesmo e de sua situa­ção. Porque sua vida imaginária é, ...ela própria, parte de um conjunto, que é a vida total da pessoa em sociedade. Esta exigência leva igualmente a se pesquisar os í m b lentes em que o sujeito age c que rea­gem sobre ele. Apesar de sua aparência desalinhavada, o sonho inscreve-se numa continuidade. A interpretação dos símbo­los, noturnos ou diurnos, é uma cadeia sem fim de relações. A inteligência do imaginário não é um simples caso de imagi­nação.

-  O recurso às associações. A associação acrescenta ao estudo do contexto, de certo modo objetivo, o do contexto subjetivo. O sonhador é convidado a exprimir espontaneamente tudo o que as imagens, u» cores, os gestos, as palavras de seu sonho, tomadas isoladamente ou em grupo, evo­cam nele. É uma ocasião em que ele pode manifestar laços que estavam apenas laten­tes, laços emotivos ou imaginativos insuspeitados.   Essas   associações   são   capitais para   a  interpretação   dos   símbolos,   mas são freqüentemente frágeis, artificiais, mais ou menos desejadas, deformantes e aberrantes, em suma, necessitam de muita cau­tela.

-  Os bastidores do sonho. A ampliação consiste em  dar  ao  sonho  analisado  seu máximo de ressonância. Chega-se a isso por associações espontâneas do sujeito, ou ins­tando-se para que ele prolongue, continue a cena do sonho, como faria a partir de um dado  vivido no estado de  vigília. A ampliação voluntária pode ser do tipo acor­dado, com um mínimo de controle, ou do tipo do sonho conscientemente dirigido. P, possível, certamente, que ela provoque uma ruptura   de   sentido;   mas   freqüentemente também esclarecerá o sentido do sonho e suas ambigüidades, assim como  as linhas prolongadas   de   um   triângulo   miniatura mostram melhor  o  seu  desenho e como uma projeção ampliada revela melhor um cristal de neve ou os veios de um mármo­re. Se essa ampliação da linha do sonho, feita pelo sujeito, ainda não é o suficiente para decifrar os símbolos, existe uma outra ampliação na qual o intérprete toma a ini­ciativa, recorrendo com uma prudente cir­cunspecção ao imenso tesouro das diversas ciências humanas. Estes paralelos históricos, sociológicos, mitológicos, etnológicos, tirados tanto do folclore como da história das religiões, permitem relacionar o conteúdo do sonho, privado de associações, ao patrimônio psíquico e humano geral. Este tipo de  ampliação é característico da escola de Jung e, manipulado com uma sábia reserva, decifrou mais de um enigma. Num ensaio de socio­logia do sonho, Roger Bastide mostra bem este arraigamento social do imaginário: Etnólogos mostraram claramente o que se poderia chamar de os bastidores dos so­nhos: o sonhador vai procurar todos os aparatos de seus sonhos na vasta panóplia de representações coletivas que sua civili­zação lhe fornece, o que faz com que a porta esteja sempre aberta entre as duas metades da vida do homem, que mudan­ças incessantes se efetuem entre o sonho c o mito, entre as ficções individuais e as restrições sociais, que o cultural penetre no psíquico e que o psíquico se inscreva no cultural.

Sonho e símbolo, princípios de integração

A interpretação do sonho, como a decriptação do símbolo, não são apenas res­postas a uma curiosidade do espírito. Ele­vam a um nível superior as relações entre o consciente e o inconsciente e aperfeiçoam suas redes de comunicação. Só por esta qualificação, e no plano do psiquismo mais normal, a análise onírica ou simbólica é uma das vias de integração da personali­dade. O homem mais bem esclarecido e equilibrado tende a substituir o homem despedaçado entre seus desejos, suas aspi­rações e suas dúvidas, e que não se com­preende a si próprio. O professor C. A. Meier, que Roland Cahen cita, diz com razão: a síntese da atividade psíquica cons­ciente e da atividade psíquica inconsciente constitui a própria essência do trabalho mental criador.


2)A História da Terapia Holística

"Em todo lugar e em todas as épocas,

sempre existiram Terapeutas Holísticos"

(paráfrase sobre texto de 1986,

do historiador alemão Werner Jaeger,

uma das maiores autoridades em Grécia Clássica)

Boa parte das técnicas que aplicamos na Terapia Holística são anteriores à própria humanidade. Os animais utilizavam as plantas para se tratar, muito antes dos primeiros homens surgirem; também já faziam uso da geoterapia, alongamento, artes marciais, relaxamento... É natural presumir que, desde sua origem, os seres humanos herdaram tais conhecimentos instintivos e/ou rapidamente os apreenderam pela observação.

As enfermidades são mais antigas que o homem. Nosso mais antigo ancestral encontrado com evidências de desequilíbrios (no caso, eram problemas ósseos) era um Homo erectus de 800.000 anos atrás.

Nossos parentes da Idade da Pedra (Paleolítico - até 8000 a.C., Mesolítico - de 8000 a 6000 a.C. e Neolítico - de 6000 a 3000 a.C.) eram acometidos por muitas das mesmas disfunções que o homem moderno. Eram bons observadores, e deduziram a estrutura e funções básicas de vários órgãos e a ação terapêutica das plantas. Já possuiam uma relativa interpretação Holística dos acontecimentos; a aflição de um membro do grupo, era igualmente um caso para toda a comunidade, que de alguma forma, estaria em desarmonia com o Universo e isso se refletia em um ou mais dos integrantes da tribo. Alguns se destacavam em compreender e lidar com estas questões, surgindo assim, nossos mais antigos colegas de profissão: os Xamãs!

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O xamã é, antes de tudo, o porta-voz oracular de seu povo. É ele o iniciado nos mistérios da natureza, nos segredos dos ciclos de vida e morte, nos fenômenos mórbidos ou climáticos que podem ameaçar sua comunidade. Professando um papel de agente equalizador de forças, mediante sua cumplicidade com a natureza, o xamã detém a sabedoria de interpretar os seus desígnios e escutar os seus apelos a fim de contrapor às vicissitudes e às intempéries da vida seus ritos e passes capazes de reinstaurar a ordem cósmica, garantindo assim a permanência de sua gente ao longo das gerações.

O xamã opera sempre atento aos sinais que possam ser lidos à sua volta; ele ouve as pulsações da terra, compreende o caráter dos ventos e tempestades, entende o que lhe dizem os animais, extrai conhecimento de plantas sagradas, vale-se das propriedades medicinais dos reinos mineral, vegetal e animal que o cerca, e prevê em razão de eventos observados a tendência das ocorrências vindouras.

O universo xamânico, podemos afirmar, é sincronístico; isto é, longe da relação de causa e efeito a que o mundo civilizado ocidental, filho da ciência moderna, acostumou-se a viver nos últimos três séculos de história, o modo de viver xamânico privilegia as sincronicidades. Tal termo, no sentido que lhe deu Jung (1875-1961), diz respeito ao fenômeno de coincidirem no tempo dois ou mais eventos objetivos, claramente perceptíveis na realidade exterior, sem relação causal entre os mesmos, mas que, simultaneamente, são consonantes com algum estado psíquico fortemente emocional, o que permite àquele que presencia tal experiência, abstrair dela algum significado súbito e evidente, capaz até mesmo de subverter suas próximas condutas, ainda que tal entendimento se faça por vias não racionais.

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O xamã é aquele que atualiza em seu contexto cultural uma tendência inata da espécie humana, que consiste em criar símbolos e transformar inconscientemente o significado de objetos, seres vivos ou eventos naturais, de modo a conferir-lhes uma importância psicológica mais profunda (ou mesmo sagrada), para daí fazer uma leitura sincronística dos fenômenos todos que os agreguem.

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Os textos acima foram obtidos em www.amigodaalma.com.br

Existe uma imagem, talvez seja a mais antiga a retratar um ancestral de nossa profissão, ou seja, um Terapeuta Holístico que atuava entre 15.000 a 10.000 a.C, cuja figura foi pintada na caverna-templo de Trois Frères, sul da França, onde um indivíduo, com corpo de cavalo, patas de urso e chifres de veado está dançando. No mesmo local, também foi encontrada outra imagem de um homem vestindo pele de animais e tocando flauta.

Nas mais variadas culturas, o consenso era a de que o equilíbrio seria o estado natural e as desarmonias decorreriam por desagrado aos deuses, às forças da natureza, ao Universo. Toda enfermidade teria uma mensagem a ser compreendida, cuja importância ia além do indivíduo, sendo comum a participação de toda a comunidade no tratamento.

O xamã-sacerdote atuaria como intérprete da vontade das forças universais; compreendendo tudo como profundamente interconectado, pesquisaria nas estrelas do céu, nos ventos, na natureza, nos sonhos, enfim, buscaria por "sincronicidades", por "sinais", cuja leitura lhe transmitiria o caminho da terapia. Via de regra, os xamãs eram pessoas que se recuperaram de grandes perdas, traumas e situações de quase-morte, o que, inspiraria admiração e, em tese, implicaria que teriam intimidade e conhecimento maior junto as forças do universo. Este respeito adquirido destacava-os perante a comunidade, gerando o natural desejo de perpetuar este "status", o que estimulou para que registrassem suas experiências, para poder transmitir seus conhecimentos aos sucessores, comumente, seus próprios descendentes. Oralmente, por canções, histórias e lendas, muito dessa sabedoria era perpetuada e transmitida de geração a geração.

A fitoterapia, associada a energizações e catarses induzidas pelo canto e dança, eram poderosos instrumentos terapêuticos conduzidos coletivamente pelo sacerdote. Ao atribuírem nomes significativos às plantas, vincular-lhes várias histórias e as sacramentarem para divindades específicas, de forma didática e lúdica, garantiam que suas utilizações seriam difundidas pelas gerações seguintes. Muitas vezes, somente os "iniciados" compreendiam as "instruções" incutidas nas lendas, histórias, cantigas...

O crescimento de grandes civilizações propiciou o advento da escrita, acrescentando mais um instrumento de perpetuação do conhecimento terapêutico e, ao mesmo tempo, de elitização, já que a leitura e a escrita eram privilégios para poucos. No período do 2o milênio a.C., a História "ocidentalizada" registra o surgimento das primeiras escolas no Egito e na Mesopotâmia, com a elaboração de tratados e códigos de conduta, muitos dos quais chegaram até nossos dias. A terapêutica era associada aos templos, continuando atribuição do sacerdócio, já que as desarmonias de cada um resultavam de sua inadequação perante os desígnios do universo, representados pelas divindades.

Na antiga civilização Grega, as obras de Homero (750 a.C.) divinizavam a terapêutica, atribuindo-a aos deuses e heróis mitológicos. Haviam os templos destinados à terapêutica, muitas vezes sem a intervenção dos sacerdotes, com o povo rezando diretamente às divindades. A Grécia, em meados do século V a.C., começa a sistematizar a terapêutica, por meio dos filósofos pré-socráticos, culminando em Hipócrates, cujos textos pregavam a abordagem holística, mas cuja prática estimulou a separação da terapia dos demais ramos do conhecimento, dando nascimento ao que hoje se chama medicina. Além da elitização das escolas, observa-se o início da tendência a interpretar o binômio saúde-doença como elementos isolados do universo à sua volta. O sacerdócio começa a romper com a terapêutica, surgindo os primórdios da figura do médico atual e da abordagem "científica", ruptura esta que culmina com Galeno, grego que atuava em Roma, em meados de 164 a.C., talvez sendo o primeiro "médico", já que estabeleceu "doenças" como sendo de natureza orgânica, e o estudo do corpo pelo "desmembramento de seus componentes". Por este personagem também se desenvolveu a justificativa para que surgissem diversas especialidades médicas, para fazer frente ao crescente número de "doenças" que passaram a ser identificadas e definidas suas formas de diagnósticos e procedimentos.

Referindo-se a Galeno e suas consequências:

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Exteriorizou de tal forma a complexidade das doenças que justificou o surgimento das diferentes especialidades médicas, nas quais o médico aprofunda seu conhecimento em determinado órgão ou sistema orgânico, quase sempre relegando a segundo plano a abordagem do ser como um todo. Isto é, o médico especialista tem um conhecimento vertical profundo e horizontal limitado. (Atribui-se a A. Einstein a observação de que o especialista sabe quase-tudo de quase-nada, numa crítica velada ao fragmentismo).

O método analítico cartesiano, inquestionavelmente, foi um dos pilares da fantástica evolução do mundo moderno. No entanto, é igualmente inegável que contribuiu para o descaso dos sentimentos íntimos do ser humano, em virtude da ênfase na abordagem mecanicista. Serviu, por exemplo, para criar confusão entre riqueza material e felicidade individual - e isto explica, em parte, os desequilíbrios sociais (que tão bem conhecemos) e a destruição sistemática do nosso ecossistema, a qual, realizada em nome do progresso, ameaça a existência da vida na terra, inclusive a humana.

Estas observações levam a uma constatação paradoxal: a ciência, apesar de seu desenvolvimento fantástico nos últimos 150 anos e criada para oferecer ao homem conforto, paz e felicidade, não foi capaz de fazer o homem descobrir a paz, a felicidade e, principalmente, o amor! Ao contrário, despertou um mundo dominado pelo egoísmo, crueldade, miséria, fome, opressão, guerras, destruição indiscriminada da natureza e descaso pelos verdadeiros valores do ser. O conhecimento, tal como é hoje, sufoca a sabedoria e se impõe desastrosamente a ela.

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Os textos acima foram extraídos de www.uninet.edu/cin2001/html/conf/teixeira/teixeira.html;

trechos selecionados da palestra HOLISMO E MEDICINA,de Hélio Teixeira, Professor Titular e Livre Docente do Departamento de Clínica Médica Universidade Federal de Uberlândia

Paralelamente a este "movimento separatista elitizado", continuava a tradição xamãnica, que manteve a terapêutica como indissociável do autoconhecimento. Pertinente observarmos que as escolas médicas, elitistas por natureza, eram exclusivas para os letrados abastados e ao gênero masculino; já as tradições xamãnicas, diretamente vinculadas à Natureza, à espiritualidade, à intuição, à vocação, eram comparativamente mais democráticas, acessíveis a homens e mulheres, mesmo que originados da base da pirâmide social.

Na Idade Média, apesar das grandes transformações desencadeadas pelas invasões bárbaras e pela difusão do Cristianismo e Islamismo, mantiveram-se Hipócrates e Galeno como paradigmas incontestáveis, com sua abordagem "científica" e separatista. A Igreja Católica estabeleceu-se pela força como proprietária da verdade divina e seus sacerdotes já não atribuem mais a si o papel de terapeutas; na verdade, cada vez mais em oposição se estabeleciam os poderes da da igreja e os da medicina, pois esta abraçara a ciência, cuja objetividade frequentemente se defrontava com a interpretação e até à existência em si, dos dogmas da fé. O povo, por sua vez, perante a inacessibilidade elitista dos médicos e o "consolo espiritual" da igreja, tinham que encontrar outros caminhos para tratar suas mazelas, cabendo-lhes recorrer aos que ainda mantinham as tradições terapêuticas, agora rebatizados de Feiticeiras... Propositadamente, apliquei o gênero feminino ao termo, para contrapor ao machismo da igreja e das escolas médicas, cujo protagonismo era exclusivo aos homens. Relegada a um segundo plano na sociedade, a mulher vivia em íntima relação com a Natureza, da qual intuia as propriedades terapêuticas, além de aprender pela transmissão oral entre as gerações. Herdeiras da sabedoria milenar, as feiticeiras não se submetiam nem à Igreja, nem ao Estado e muitas gozavam de grande prestígio pela eficiência de seus tratamentos e aconselhamentos. Acusadas de satanismo por um lado, e de viver de crendices infundadas pelo outro, isso em nada abalou sua aceitação pelo povo, que encontrava respostas para suas questões físicas, emocionais e espirituais na terapia das Feiticeiras.

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Dividiu-se habilmente o reino de Satã: contra sua filha, sua esposa, a feiticeira, se armou seu filho, a medicina. A Igreja, que odiava profundamente aos médicos, lhe deixou fundar o monopólio de sua arte com a extinção da feiticeira, declarando no séc. XIV que, se a mulher ousar tratar, sem ter estudado, será considerada feiticeira e deve morrer.

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Texto extraído do livro A Feiticeira, do historiador Jules Michelet

Como as mulheres eram proibidas nas escolas médicas, resulta daí que todas as que ofereciam terapia, eram condenadas às fogueiras da Inquisição... Felizmente, nem todo o fogo da Igreja foi suficiente para queimar a sabedoria milenar, que gradativamente vem sendo resgatada e revalorizada em nossos tempos.

Já com o Renascimento, no alvorecer da Modernidade, muitos dos postulados clássicos começaram a ser revistos, sendo que até mesmo a medicina passou a se definir como uma ciência essencialmente humanística. Até mesmo o Iluminismo, que estabeleceu as bases do método científico contemporâneo, ainda estimulava que a medicina fosse tanto ciência, quanto arte, visão romântica que perdurou até a metade do século XIX, pois na sequência, com o desenvolvimento da microbiologia, da patologia, das análises laboratoriais e da indústria farmacêutica, a medicina tendeu a abandonar a sua visão humanística e passou a posar como ciência "exata"...

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De fato, todo esse processo de supervalorização das ciências biológicas, da super-especialização e dos meios tecnológicos que acompanharam o desenvolvimento da medicina nestas últimas décadas trouxe como conseqüência mais visível, a "desumanização" do médico. Um sujeito que foi se transformando cada vez mais em um técnico, um especialista, profundo conhecedor de exames complexos, precisos e especializados, porém, em muitos casos, ignorante dos aspectos humanos presentes no paciente que assiste. E isso, não apenas por força das exigências de uma formação cada vez mais especializada, mas também em função das transformações nas condições sociais de trabalho que tenderam a proletarizar o médico, restringindo barbaramente a disponibilidade deste para o contato com o paciente, assim como para a reflexão e a formação mais abrangente.

Esses dilemas éticos de relação, entretanto, são apenas uma parte --importantíssima, sem dúvida, porém não exclusiva - da questão.

A desumanização da medicina deve ser encarada não apenas do ponto de vista ético, de relação entre médico e paciente, mas também do ponto de vista epistemológico.

Será que, efetivamente, nas circunstâncias atuais, as ciências humanas - a história, a filosofia, a literatura e a psicologia - não têm mais nada a dizer no campo do diagnóstico e do tratamento médico?

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Texto extraído de "A (re)humanização da medicina",

de autoria de Dante MC Gallian, do Centro de História

e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp - EPM

Com a evolução da sociedade, cada vez mais consciente e democrática, o questionamento aos valores estabelecidos fez surgir em pleno século XX, uma revolução silenciosa, pacífica, sem lideranças pré-definidas, que eclodia espontaneamente em várias partes do globo: a chamada "Revolução Aquariana". Movimentos "hippies", de contra-cultura, de revisitação das tradições, fez com que as feiticeiras, xamãs, sacerdotes, herdeiros das artes terapêuticas antigas, ressurgissem das cinzas da Inquisição e, à luz do dia, voltassem a exercer seus ofícios.

Nos últimos séculos, a sociedade havia saído de uma ditadura religiosa, onde um grupo de sacerdotes de elite determinavam o que era ou não verdade, de acordo com suas interpretações pessoais das leis divinas, emergindo para uma ditadura "científica", onde um grupo de cientistas de elite determinam o que é ou não verdade, de acordo com suas interpretações pessoais das leis do universo... Nesta nova ordem, a medicina continua no poder, aliada íntima da ciência, dotada de grande prestígio, a tal ponto de dar-se ao luxo de dispensar de seus domínios certas técnicas que consideravam menos elitistas, permitindo a existência de psicólogos para cuidar da psique, dos fisioterapeutas para o corpo, odontólogos para a dentição e enfermeiros para o amparo diário. As técnicas milenares, então, lhes pareciam indignas de sua nobre atenção, já que em nada se enquadravam dentro dos dogmas científicos. Supunham que a sociedade, cada vez mais esclarecida, descartaria as terapêuticas milenares. Contudo, assim como na Idade Média, estas técnicas passaram a ser mais e mais procuradas. Se antes era por total falta de opção, nos tempos modernos a procura se dá por livre escolha.

Tão incomodados quanto a Igreja medieval, porém, sem poder lançar mão dos recursos das fogueiras, a elite atual fez uso de novo poder de fogo: a criação e interpretação distorcida das leis humanas... Antes, os tribunais da Inquisição, com suas fogueiras; agora, os juris cíveis e criminais, com suas prisões e multas. Temos que admitir que alguma coisa melhorou...

Novamente perseguidos, os herdeiros das tradições terapêuticas se viram na necessidade de miscigenar para sobreviver. Tentaram se expressar, vestir e portar à semelhança de seus perseguidores, numa tentativa de aceitação. Revisitaram suas teorias, adaptando-as àquilo que lhes pareceu ser mais "científico". Com isso, ao invés de garantirem seus espaços, acabou por surtir efeito contrário: os algozes, que tanto criticavam as técnicas, agora que as mesmas lhes foram apresentadas "traduzidas" para seu linguajar, passaram a desejá-las para si... E como MONOPÓLIO !

Na virada do século XX, iniciando o XXI, os perseguidos se deram conta que abriram mão demais, pois estavam perdendo justamente aquilo que lhes era o DIFERENCIAL; constataram, atônitos, que tanto cederam aos poderes dominantes, que estavam perdendo sua IDENTIDADE !

Em nova revolução silenciosa, se reorganizaram para resgatar sua herança, sua tradição e o orgulho de ser o que são. Revisitaram as técnicas ancestrais, sem desprezar o que a modernidade acrescentou de bom... Sem revanchismo, fizeram as pazes com o Estado, dando a Cesar o que é de Cesar, e reverenciaram a medicina, como uma irmã nascida do mesmo berço e com a qual devem se reconciliar e viver em paz.

Resgatando o milenar e abraçando o novo, contudo, sem jamais voltar a abrir mão da verdadeira identidade: sejamos TERAPEUTAS HOLÍSTICOS hoje, orgulhosamente herdeiros assumidos das terapias milenares de outrora.


3) Consciente, Inconsciente e Sistemas de Defesa

Jung, Freud e o Cálice Terapêutico - Ilustração de Henrique Vieira Filho

Conceitos Teóricos - Psicoterapia Holística

Paralelos entre as abordagens Psicanalísticas de Freud, Reich e Jung quanto ao Consciente / Inconsciente e um breve relato sobre os Sistemas de Defesa (mecanismos de defesa) mais difundidos.

A PSICANÁLISE busca desvendar o INCONSCIENTE. Inicialmente, Freud, devido à formação médica, supôs encontrar correspondentes físicos, como os cerebrais, os neurônios, o sistema nervoso, mas, felizmente, desistiu desse caminho e desenvolveu todo um esquema teórico/didático capaz de embasar o psicanalista a se propor a lidar com conceitos como ID, Ego, Superego, Inconsciente, Pré-Consciente, Consciente, sistemas de defesa, associações de idéias, fases do desenvolvimento sexual, traumas, ato falho, etc, etc, enfim, uma sequência teórica válida até os dias de hoje... A seguir, um gráfico didático ilustrativo de alguns premissas da Psicanálise:
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Ilustração de autoria de Henrique Vieira Filho



Estruturas da Psique:
De acordo com a teoria estrutural da mente, o id, o ego e o superego funcionam em diferentes níveis de consciência. Há um constante movimento de lembranças e impulsos de um nível para o outro.

Id - Contém tudo o que é herdado, que se acha presente no nascimento, que está presente na constituição. É a estrutura da personalidade original, básica e mais central, exposta tanto às exigências somáticas do corpo como aos efeitos do ego e do superego. Embora as outras partes da estrutura se desenvolvam a partir do id, ele próprio é amorfo, caótico e desorganizado. Impulsos contraditórios existem lado a lado, sem que um anule o outro, ou sem que um diminua o outro. O id é o reservatório das pulsões, da energia de toda a personalidade. Os conteúdos do id são quase todos inconscientes, eles incluem configurações mentais que nunca se tornaram conscientes, assim como o material que foi considerado inaceitável pela consciência. Um pensamento ou uma lembrança, excluído da consciência e localizado nas sombras do id, é mesmo assim capaz de influenciar a vida mental de uma pessoa. Regido pelo princípio do prazer, o id exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de conseqüências indesejáveis.

Ego - É a parte do psiquismo que está em contato com a realidade externa. O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do id. Regido pelo princípio da realidade, o ego cuida dos impulsos do id, tão logo encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos. Como a casca de uma árvore, ele protege o id mas extrai dele a energia, a fim de realizar isto. Tem a tarefa de garantir a saúde, segurança e sanidade da personalidade. O ego se esforça pelo prazer e busca evitar o desprazer. O ego é originalmente criado pelo id na tentativa de enfrentar a necessidade de reduzir a tensão e aumentar o prazer. Para fazer isto, o ego, por sua vez, tem de controlar ou regular os impulsos do id de modo que o indivíduo possa buscar soluções menos imediatas e mais realistas. O id é sensível à necessidade, enquanto que o ego responde às oportunidades.

Superego - Ele se desenvolve não a partir do id, mas a partir do ego. Atua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do ego. É o depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos constructos que constituem as inibições da personalidade. Freud descreve três funções do superego: consciência, auto-observação e formação de ideais. Enquanto consciência, o superego age tanto para restringir, proibir ou julgar a atividade consciente; mas também age inconscientemente. As restrições inconscientes são indiretas, aparecendo como compulsões ou proibições. Apenas parcialmente consciente, o superego serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.

Freud distinguiu três níveis classificatórios para a mente: CONSCIENTE - diz respeito à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do momento; PRÉ-CONSCIENTE - relaciona-se aos conteúdos que podem facilmente chegar à consciência; INCONSCIENTE - refere-se ao material não disponível à consciência do indivíduo. As motivações inconscientes estão disponíveis para a consciência, apenas de forma indireta, tais como os sonhos e atos falhos (lapsos de linguagem), onde os conteúdos inconscientes não confrontados diretamente, já que se manifestam de forma dissimulada. Dissidindo de Freud em vários aspectos, Reich "corporificou" o inconsciente individual, identificando suas informações como uma bioenergia circulante (por ele denominada "orgone"). A negação das emoções, impulsos, desejos oriundos do Id se dá pelo impedimento da livre passagem da bioenergia por meio da musculatura corporal, quer seja pela tensão excessiva (mais facilmente identificável...), ou pela ausência desta (falta de tônus), pois em ambas as situações, é prejudicado o livre fluxo energético. Reich extrapolou, concluindo que o inconsciente individual é corporal e que a repressão do material psíquico implica em bloquear energeticamente a circulação da informação, que evolui para tensões musculares, até culminarem em somatizações cada vez mais complexas e, paralelamente, a aparência corporal é igualmente reflexo das experiências psíquicas vividas: quanto mais um componente é mantido inconsciente, maior é o grau de somatização...

Observa-se aqui, um grande paralelismo (jamais assumido...) com as teorias da Terapia Tradicional Chinesa e seus Meridianos (caminhos preferenciais da energia circulante). Analisando os Clientes, Reich e seus discípulos identificaram regiões corpóreas estatisticamente predominantes, nas quais os traumas psíquicos específicos a cada fase da vida tendem a ser sua energia-informação retida em sua circulação em direção ao inconsciente. Tal mapeamento aproxima-se e muito das zonas tradicionalmente definidas para os Chacras (centros de energia), tanto nas tradições milenares da China, quanto da Índia. A visão de Freud e até mesmo a de Reich sobre o inconsciente focou os aspectos "negativos", como sendo um reservatório de lembranças traumáticas reprimidas e de impulsos que constituem fonte de ansiedade, por serem socialmente ou eticamente inaceitáveis para o indivíduo.

Já Jung tem uma concepção mais "otimista", onde o inconsciente forma par complementar com o consciente, num dualismo assemelhado ao do yin e yang. Para os junguianos, a porção inconsciente de nosso psiquismo é chamada de Sombra e seu par complementar é a Persona, que é a nossa máscara ou o papel social do indivíduo, isto é, o mediador que protege o sujeito em suas relações. Nesta linha teórica, o inconsciente não é apenas indivivual, sendo em sua maior parte, COLETIVO, compartilhado por todos os indivíduos. M

uitas das capacidades inconscientes se originam de nossa ancestralidade evolutiva, sendo que já nascemos com esta herança coletiva. Da mesma forma que entramos nesse mundo compartilhando com nossos pares o conhecimento/capacidade de (por exemplos...) pulsar nosso coração, de nossos glóbulos brancos defenderem nosso organismo, etc, etc, igualmente compartilhamos toda uma herança psíquica primordial inconsciente, tais como nossos impulsos e instintos (de sobrevîvência, de vida, de morte, estudos estes creditados a Freud...), além de uma imensurável sabedoria ancestral, compartilhada na forma de arquétipos e manifestos em símbolos individuais e coletivos, seja como sonhos e lendas, além de outras formas de interação.

Enquanto na abordagem freudiana, o Cliente segue seu próprio ritmo espontâneo de resgate do inconsciente, por meio de associações livres de idéias durante as consultas, na análise reichiana introduziu-se o TOQUE nas zonas musculaturas específicas ("couraças"), provocando a circulação da bio-energia e, com isso, o contato consciente com as emoções e lembranças reprimidas. Aqui, encontramos novos paralelos com as técnicas milenares de terapia pelo toque, atualmente conhecidas como Tui-ná, Shiatsu, Sei-Tai, dentr muitas outras. Jung, por sua vez, em mais uma dissidência em relação a Freud, ampliou o conceito inicial de Inconsciente, que era tido como individual, ou seja, "separado" para cada indivíduo, introduzindo nele o adjetivo de Coletivo. A análise dos sonhos (por sinal, mais uma TRADIÇÃO MILENAR de todos os xamãs, pajés e sacerdotes, ou seja, os ancestrais dos Terapeutas Holísticos de todas as culturas...) dos Clientes ostentavam, frequentemente, idéias e conceitos universais, expressos nas mais variadas culturas, perpetuadas em suas lendas e tradições.

Tais coincidências significativas (Sincronicidades) nos levam a supor que, apesar de indivíduos, temos acesso, ainda que de modo INCONSCIENTE, a informações universais e oriundas do conhecimento COLETIVO. Na abordagem junguiana, os acontecimentos psíquicos estão em Sincronicidade com as físicos e igualmente relacionados com o Universo em seu todo. Ou seja, uma abordagem verdadeiramente HOLÍSTICA. Nem tanto por Jung em si, que era apreciador do I Ching como instrumento pessoal para o autoconhecimento, mas sim, por seus seguidores modernos, temos aqui mais uma "ponte" de união entre a Psicanálise e várias outras técnicas igualmente adotadas na Terapia Holística. Teceremos, a seguir, um paralelo corpóreo, para melhor entendimento de alguns conceitos subjetivos das teorias psicoterápicas. Várias ações executadas via nosso corpo nos são totalmente conscientes, como por exemplo, quando movimentamos nossos braços e mãos para pegar um objeto que desejamos, ou quando utilizamos nossas pernas para nos locomover a algum destino. Outrossim, a imensa maioria das ações corpóreas acontecem sem a participação de nossa consciência: batimentos cardíacos, circulação do sangue, reprodução celular, sistema imunológico, digestão, respiração, etc, etc, etc, que podem ser consideradas ações involuntárias e "autônomas". De certo modo, o que ocorre em nosso mundo psíquico é semelhante: apenas uma pequena fração de nossos desejos, emoções, lembranças é que estão ao alcance imediato de nosso consciente, enquanto a maior parte das ações em nossa psique acontecem de modo involuntário, inconsciente. Freud teve sua atenção desperta justamente analisando sintomas físicos criados a partir de ocorrências emocionais reprimidas para o inconsciente, que desapareciam ao se tornarem conscientes. Reich extrapolou, concluindo que o inconsciente individual é corporal e que a repressão do material psíquico implica em bloquear energeticamente a circulação da informação, que evolui para tensões musculares, até culminarem em somatizações cada vez mais complexas e, paralelamente, a aparência corporal é igualmente reflexo das experiências psíquicas vividas: quanto mais um componente é mantido consciente, maior é o grau de somatização... Para Jung, a porção inconsciente de nosso psiquismo é chamada de Sombra e seu par complementar é a Persona,que é a nossa máscara ou o papel social do indivíduo, isto é, o mediador que protege o sujeito em suas relações.
Muitas das capacidades inconscientes se originam de nossa ancestralidade evolutiva, sendo que já nascemos com esta herança coletiva.

Da mesma forma que entramos nesse mundo compartilhando com nossos pares o conhecimento/capacidade de (por exemplos...) pulsar nosso coração, de nossos glóbulos brancos defenderem nosso organismo, etc, etc, igualmente compartilhamos toda uma herança psíquica primordial inconsciente, tais como nossos impulsos e instintos (de sobrevîvência, de vida, de morte, estudos estes creditados a Freud...), além de uma imensurável sabedoria ancestral, compartilhada na forma de arquétipos e manifestos em símbolos individuais e coletivos, seja como sonhos e lendas, além de outras formas de interação (assista a vídeo-aula sobre Psicoterapia Junguiana em Vídeo Aula - Introdução à Psicoterapia ).

Algumas ações corpóreas são fruto de aprendizado individual e consciente, como por exemplos, dirigir um veículo, cozinhar, etc, etc. Ainda assim, a maioria de nós já observou que tais atos podem ser relegados ao inconsciente, ainda que momentaneamente: quantos já se surpreenderam ao constatar que dirigiram kilômetros ou prepararam refeições em "piloto automático", em momentos onde o consciente se dedicou a outro acontecimento e/ou pensamentos ?... O mesmo pode ocorrer em nosso mundo psíquico: uma emoção, sentimento, lembrança, a princípio, consciente, pode ser relegados a um "segundo plano", ao inconsciente, enquanto nossa atenção é mantida em outra pauta...

Muitas vezes, isso decorre de uma DEFESA "automática". Ainda na didática de traçarmos um paralelo com recursos corpóreos, da mesma forma que possuímos um "sistema imunológico" que atua alheio à nossa percepção consciente, nos defendendo do que considerar nocivo, igualmente possuímos SISTEMAS DE DEFESA psíquica que, de forma inconsciente, agem "protegendo" nosso consciente daquilo em que ele, em tese, não está apto a lidar. Claro, à primeira vista, parece e é algo bom; porém, tudo que é a menos, ou em demasia, sai do ponto de equilíbrio e passa a surtir efeito contrário: o esforço energético/corpóreo/psíquico de "forçar" informações a permanecerem inconscientes é demasiado, resultando tanto em efeitos subjetivos, como insatisfação, ansiedade, infelicidade, etc, até mesmo, sintomas físicos dos mais simples até os mais graves. Na literatura, estes recursos costumam ser traduzidos como "mecanismos" de defesa, contudo, perante a visão holística e em pleno século 21, a expressão mais adequada é SISTEMAS de Defesa, ampliando a conotação reducionista original (já "saiu de moda" aplicar termos destinados a descrever máquinas para tentar explicar seres vivos...).

Destacaremos, a seguir, alguns desses recursos, com uma breve descrição, com a ajuda da famosa fábula "A Raposa E As Uvas". Apesar de crer que é impossível alguém desconhecer essa história clássica, eis um resumo: a raposa avista belas uvas e faz todas as tentativas possíveis para conseguir pegá-las, porém, sem sucesso; termina a história dizendo para si que, na verdade, nem mesmo as queria; afinal, elas ainda estão "verdes"...

1) Repressão: Esta defesa consiste em relegar ao inconsciente um evento, idéia, sentimentos ou percepções potencialmente provocadores de ansiedade; contudo, o elemento reprimido ainda é parte da psique, o que requer um constante consumo de energia já que o reprimido faz tentativas constantes para encontrar uma saída. Sintomas físicos e psíquicos dos mais variados podem ter origem neste esforço de reprimir. A repressão é o "esquecimento" inconsciente de fatores psíquicos relevantes, são incompatíveis com a auto-imagem que possuímos. A Raposa diz para si: "_ Uvas ? Que uvas ? Nem sei o que é isso, não faço idéia do gosto que tem e nunca me passou pela cabeça comer uma".

2) Negação: É, talvez, o Sistema de Defesa mais simplório, de negar para si mesmo, fatos acontecidos, recusando a aceitar a existência de uma situação penosa demais para ser tolerada, comumente a substituindo o que lhe contraria por versões fantasiosas e idealizadas. Atentem à diferenciação: na Repressão, o fator psíquico incômodo é "esquecido", "apagado da consciência", como se nunca tivesse existido; já com a Negação, ele é SUBSTITUÍDO por uma "nova versão" dos fatos... A Raposa diz para si: "_ EU é que não quero essas uvas ainda verdes...".

3) Racionalização: É o processo no qual nos auto-justificamos "racionalmente" para uma atitude, ação, idéia ou sentimento que vivenciamos. Diferenciado-se das "fantasias" criadas pela Negação que MODIFICAM o que de fato ocorre, a Racionalização lida com o "fato real", porém, elabora "explicações", "boas razões", para "justificar" a ocorrência, evitando lidar com a frustração e a culpa. A Raposa diz para si: "_ Claro que é certo e que posso pegar essas uvas e comer... O fazendeiro tem tantas e nem liga para elas; estou até fazendo um favor, pois se eu não tirar um pouco e levar embora, elas vão acabar apodrecendo no pé e trazendo um monte de insetos que vão estragar todas as plantações da região".

4) Formação Reativa: Este Sistema de Defesa substitui o que de fato se deseja ou sente justamente pelo que lhe é oposto, invertendo inconscientemente aquilo que realmente quer... Como os outros sistemas de defesa, as formações reativas são desenvolvidas, inicialmente, na infância, onde ocorre forte repressão aos impulsos, geralmente acompanhada por uma cobrança social de fazer justamente o oposto do que desejava. A Raposa diz para si: "_ Vou montar guarda diante destas uvas, pois tem muita gente querendo roubá-las do fazendeiro e é meu dever não permitir que isso aconteça". 5) Projeção: Nesta forma de auto-defesa, desloca-se aspectos de nossa personalidade, sentimentos, emoções, para o meio "exterior", como se não fôssemos nós, mas sim, "outra" pessoa, animal ou objeto quem possuísse essas características. Para evitar-se de enxergar e repreender em nós mesmos certos pensamentos, impulsos e desejos, passamos a "projetá-los" em terceiros, direcionando também nossa desaprovação para estes. A Raposa diz para si: "_ Aquele coelho não tira os olhos famintos dessas uvas; certamente está morrendo de desejo de roubá-las e comer tudo... Que coisa mais deplorável...". 6) Isolamento: É uma defesa onde as emoções perturbadoras relacionadas a um fato são "separadas" da lembrança em si, fazendo com que a pessoa se refira ao acontecimento traumático sem nenhuma emoção sobre o tema. A Raposa diz para si: "_ Eu queria as uvas... Tentei, não consegui... Tudo bem... Essas coisas acontecem...". 7) Regressão: Nesta defesa, é como "voltar a ser criança", lidando de forma "infantil" com a ocorrência, utilizando algum artifício para "fugir" de lidar com a situação, procurando distrair-se com algo lúdico... A Raposa diz para si: "_ Êta, uvas difíceis ! Melhor é eu assistir um filme, relaxar, comer uma pipoquinha...". 8) Sublimação: É o Sistema de Defesa mais bem aceito socialmente... Tal qual os demais que descrevemos, o processo ocorre de forma inconsciente, sendo que transmuta-se um impulso originalmente inaceitável para nossa consciência, canalisando essa "energia" em uma ação socialmente produtiva e bem recebida... A Raposa diz para si: "_ Uvas... Que boa idéia ! Farei uma grande plantação e a colocarei à disposição de todos os transeuntes, que podem ficar à vontade em saciar sua fome, comendo quantas desejarem...".

Um dos Sistema de Defesa, a Projeção, quando ocorre no ambiente de consultório, ganha outra nomenclatura: TRANSFERÊNCIA, que é a vivência de fortes sentimentos do Cliente deslocados para o profissional, no relacionamento terapêutico e, numa direção paralela, temos os sentimentos despertados no profissional pelo Cliente, que Freud denominou CONTRA-TRANSFERÊNCIA. São elementos reprimidos, muitas vezes, infantis, que ganham nova expressão no espaço emocional, criado pelo encontro "profissional - cliente", sem que estes tenham plena consciência do fenômeno em questão. Um exemplo: imagine uma Cliente "falando mal" de sua mãe e a Terapeuta Holística que atende, sendo mãe e tendo uma filha com o mesmo discurso... Capaz até de "tomar as dores" da mãe dela !...

Certamente, ocorrerá transferência e contra-transferência, e é responsabilidade do PROFISSIONAL estar atento a estas questões e evitar que as mesmas atrapalhem o processo terapêutico. Na verdade, se bem trabalhada a transferência pode até facilitar o desenrolar do atendimento. Observem que há tanto a transferência "positiva" (amor, carinho...), quanto "negativa" (ódio, raiva...) e faz parte do processo. Cabe ao profissional ter consciência disso e perceber, por exemplo, que um(a) cliente apaixonado(a) por quem lhe atende é tão somente uma transferência e não um sentimento duradouro; o mesmo se dá na fase do cliente "odiar" seu analista...

Todos os profissionais, em especial os de consultórios, estão sujeitos à CONTRA-TRANSFERÊNCIA, cujo único "antídoto" é perceber que este fenômento existe e ficarmos sempre atentos, além de, é claro, usufruir de SUPERVISÃO, pois com o acompanhamento de alguém "de fora", é possível detectar com maior facilidade a ocorrência do fenômeno...

Todas as correntes psicoterápicas destacam a importância de que o analista igualmente passe por psicoterapia e supervisão. Essa é a melhor forma de evitar que o Cliente fique à mercê da contra-transferência, pois, passando por análise e se AUTOCONHECENDO, o profissional terá mais capacidade de detectar as ocorrências desta projeções, as quais, por sinal, são bem mais facilmente percebidas por alguém "de fora", ou seja, um supervisor.

Detectar e perceber nossos próprios sistemas de defesa em ação nos torna ainda mais aptos a perceber o mesmo em nossos Clientes. Quanto mais profundamente desvendarmos nosso próprio inconsciente, maior será a nossa capacidade de despertar o mesmo nas pessoas que atendemos. Conhecendo e aceitando nossa SOMBRA, mais facilmente contataremos a de nossos Clientes, nos tornando profissionais melhores e menos sujeitos ao erro... Certamente, ocorrerá transferência e contra-transferência, e é responsabilidade do PROFISSIONAL estar atento a estas questões e evitar que as mesmas atrapalhem o processo terapêutico. Na verdade, se bem trabalhada a transferência pode até facilitar o desenrolar do atendimento.

Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001, é autor de diversos livros da profissão, ministra aulas na CEATH - Comunidade de Estudos Avançados em Terapia Holística.

contato@sinte.com.br (11) 3171-1193

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http://www.holopedia.com.br/index.php?action=artikel&cat=2&id=240&artlang=pt-br Tue, 07 Jun 2011 13:44:00 GMT
<![CDATA[Tratamento Através da Radiestesia e Radiônica]]> Tratamento Através da Radiestesia e Radiônica

Tendo em vista o perfil individual do cliente determinado pelos cinco movimentos chineses e meridianos

 

Maurício Marcial Araújo
TERAPEUTA HOLÍSTICO - CRT 43301

 

Só aquele que governa a si próprio pode governar os outros. Só aquele que é livre pode libertar. O Homem é feito de luz e a Luz é do Homem. Será difícil a transmutação do indivíduo? É difícil ser bondoso, compassivo, amar, trabalhar, construir e criar um mundo cada vez melhor? A dificuldade é que temos uma natureza dualista. Deus e Lúcifer, ambos estão em cada um de nós. Este confronto entre glorificação amorosa e egocentrismo destrutivo é que nos obriga a usar o livre arbítrio. Se não tivéssemos que optar sempre entre o bem e o mal não haveria degraus a subir em nossa eterna viagem para o Criador. Em certos estágios, devemos dar um salto e transmutar nossa alma. Como? Amando sem restrições. A energia da vida, a energia cósmica, faz o resto.

THOTH (50.000 a.C. d.C.)

 

 

SUMÁRIO

 

RESUMO.............................................................................................................2

INTRODUÇÃO.............................................................................................................2

 

1 MATERIAL E METODOLOGIA...........................................................................3

 

1.1  Material empregado...............................................................................................3

 

1.2  Métodos.................................................................................................................3

 

1.2.1     Estudos de pessoa presente...............................................................3

 

1.2.2     Estudos de pessoa Ausente......................... ................................................4

 

1.3  Para apreciação e conhecimento.....................................................................................................5

 

2      DISCUSSÃO............................................................................................................6

 

 

CONCLUSÃO.............................................................................................................7

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....................................................................8

 

RESUMO

Depois de tanto tempo começamos enfim, a descobrir que somos seres Bioenergéticos, ou seja, Magnético elétrico e que todos os desequilíbrios, dores e forma pensamentos nada mais é que energia concentrada; e que existe varias maneiras e técnicas holísticas de retirar ou mesmo inverter estas energias estagnadas. Estou aqui para demonstrar através da radiestesia e Radiônica como  identificar, neutralizar e modificar estas energias estagnadas.

 

 

INTRODUÇÃO

Quando fui a São Paulo no congresso do SINTE pela primeira vez, Henrique, Presidente do SINDICATO, fez uma colocação sobre qual a função de nossos trabalhos. Elucidou-nos que para ser terapeuta holístico a pessoa tem que se gostar e gostar muito de ajudar a outras pessoas. Reforçou que se nós não tivermos a intenção pura e verdadeira de ajudar certamente não seremos bons Terapeutas Holísticos e estaria na profissão errada.

Então, vejo no passar destes anos, Clientes desequilibrados, com parasitas da energia vital, meridianos e cinco movimentos Chineses precisando de energização e desbloqueios. Quero compartilhar com vocês essas Técnicas e propor uma nova visão e meios de equilíbrio através da Radiestesia. Que possamos repensar sobre essas questões: isto não estaria acontecendo justamente neste momento em especial para nós; profissional pensar em executar este trabalho PARA o próximo com a melhor das intenções, com mais uma ferramenta importante para equilibrada e trazer de volta a qualidade de vida desejada pelos nossos clientes.  E o mais importante com a CONSCIÊNCIA de que está trabalhando com o amor e intenção de melhorar a vida dele.

Tudo no universo é energia e essa energia não morre ela é sim transformada e acredito que não existem benefícios e prosperidades sem troca desta energia, o grande PRESENTE para a nossa profissão é justamente procurar encontrar juntos com nossos clientes um  ambiente melhor para nós,  nossos clientes, crescimento e maturidade pessoal, adequação mais tranqüila na sociedade porque uma relação de riqueza não se baseia apenas no VALOR enquanto espécie monetária, cédulas, ele é muito maior, se conseguimos enxergá-lo.

Com isso descobrimos uma melhora do Universo em que vivemos  com seres que entraram em contato com este NOVO SER equilibrado e cheio de propósitos novos.

Para ajudar o próximo precisamos acima de tudo de amor, coragem e sensibilidade. As mudanças chegam de forma sutil, em pequenas doses... 

Qual é o objetivo de um terapeuta Holístico? Qual é a sua proposta verdadeira?

Pensem, quantos terapeutas holísticos morreram no passado ou foram presos, sozinhos sem ajuda e comprometimento do próximo apenas lutando por uma causa altruísta. Estamos no momento em que existe um sindicato forte e com pessoas querendo nos ajudar a erguer o nome de Terapeuta Holístico e colocá-lo no lugar que os do passado, presente e do futuro merece.. Por que então não nos unirmos com um só propósito que é de ajudar o outro, trocar idéias, experiências, informações e fundamentalmente lutar juntos por interesses que são coletivos, diria ainda que seja de todos.

Pense sempre no próximo sem esperar recompensas, pois a recompensa verdadeira e concreta está intimamente entrelaçada com a nossa INTENÇÃO VERDADEIRA. E esta resposta, como o nosso tratamento, é sutil e fortificada, sendo apenas questão de tempo.

Não se recebe energia tipo "A" emanando energia tipo "C", o aspecto energético depende da purificação e troca e isso só acontece com mudanças na ação e paciência. Não conseguiremos chegar a ser o que queremos sozinhos, dependemos da energia do outro e só receberemos a energia "A" se tratarmos com Amor ao próximo, isso é troca.

1 - MATERIAL E METODOLOGIA

1.1 Material empregado

  • Pêndulo;
  • Ficha de cliente;
  • Pasta com Gráficos de radiônica encontrados no livro A Radiestesia em Terapia Holística (informações no SINTE);
  • MAPA DOS CINCO MOVIMENTOS CHINESES como o fornecido pelo SINTE;
  • Mapa de Holopuntura fornecido pelo SINTE;

 

1.2 Métodos

1.2.1 Estudo da pessoa presente.

1.2.2 Estudo da pessoa ausente.

1.2.1 Estudo da pessoa presente

  • Pede-se que o Cliente relaxe e deite na maca;
  • Preencha a ficha do cliente com as informações necessárias para a investigação com o uso do Pêndulo (Radiestesia);
  • Se pega o pêndulo e coloque-o no ponto zero e começa-se a passá-lo pelo corpo do cliente a uma distância de mais ou menos quinze centímetros do corpo na altura do coração, pulmões, baço e pâncreas, rins e fígado etc... No local onde houver predominância da energia estagnada, o pêndulo oscilará em rotações afirmativas seguindo sentido horário;
  • Obtida as respostas afirmativas, anotam-se na ficha do cliente os pontos de desequilíbrio e consulte ao cliente se sente dores ou incômodos no local;
  • Segue-se o atendimento com o uso da Odomertia equilibrando e desbloqueando os chakras de entrada e saída que estiverem desequilibrados;
  • Pergunta-se ao pêndulo quantas voltas ou quantos minutos são necessários para se restabelecer a harmoniae o equilíbrio dos chakras que necessitam da Odomertia;
  • Segue-se o atendimento com o uso do pêndulo para a identificação dos cinco movimentos chineses desequilibrados e o movimento individual do cliente sobre as seguintes partes do corpo: uns três dedosacima da mama esquerda (Coração) - movimentoFogo, no meio do peito- movimento Metal, baço e pâncreas - movimento Terra, rins- movimento Água e fígado- movimento Madeira;.
  • Pergunta-se ao pêndulo quantas voltas ou quantos minutos são necessários para se restabelecer a harmonianaquele Movimento e com o Pendulo girando no sentido horário faça a Odomertia para o equilíbrio do movimento.
  • Próxima etapa é verificar se o cliente encontra-se com Parasitas da energia vital, qual tipo de parasitas e recomendar a melhor forma para a eliminação dos mesmos.
  • Próxima etapa é verificar se algum meridiano se encontra bloqueado no momento e usar técnicas diversas como cromoputura, cromoterapia, Florais, Fitoterápicos etc..
  • Pergunta-se ao pêndulo se são necessárias outras sessões, caso positivo, informa-se ao cliente;
  • Verificar se o cliente necessita do uso da Psicoterapia Holística e ACONSELHAMENTO adequado.

1.2.2 Estudo da pessoa ausente

Sabendo-se que os corpos humanos por ser Bioenergético emitem radiações energéticas distintas e peculiar podemos através do uso de testemunhos captarem a freqüência energética de cada cliente como se fossem uma captação de rádio, ou seja, única.

As células do corpo estão compostas por um núcleo atômico e elétrons e como se compusessem uma central elétrica comum com um sistema bioelétrico circular central que não depende do sistema nervoso central. Se este sistema se altera, chegam-se-se a mudanças morfológicas na célula e, por conseqüência, a desequilíbrio ou dano contínuo do órgão afetado ou os órgãos afetados.

Quando se cria novamente o potencial enérgico da célula, a "central elétrica Homem" está em equilíbrio de novo. O desequilibrio e a dor desaparecem.

Muitos estudiosos como o Abade Bouly e outros radiestesistas em suas experiências captaram as radiações de seres infinitamente pequenos como os microrganismos dentro de um organismo. Estas radiações são de uma sutileza grande.

Chamamos de Radiônica a arte que nos permite  perceber e captar as radiações dos corpos e das matérias a distâncias pequenas ou grandes, utilizando mapas, croquis, fotos, etc.

Mesmo dentro da Radiestesia, há os céticos que duvidam desta captação.

O retrato ou foto é uma transmissão vibratória da luz, vinda do corpo fotografado diretamente no filme que captou, condensou e transmitiu as vibrações emitidas pelo corpo.

Para as vibrações ou radiações que expelem os corpos, não há obstáculos nem distâncias. O tempo e o espaço não existem e como a força de penetração é muito grande, abre passagens e segue adiante.

Estas radiações são perfeitamente percebidas quando o radiestesista regula e acorda o seu sistema receptor (sistema nervoso) com o comprimento das ondas que a foto ou mapa emite.

Não há uma explicação formal e científica que possa satisfazer, mas sua exatidão é certa.

Essas emissões de radiações embora já existissem desde a origem do mundo, somente no século XX, foi possível organizar uma disciplina para estudá-las cientificamente.

Os animais, sendo animais, não precisaram esperar até o século passado para detectá-las e tirar proveito delas para a sua vida. O sistema nervoso da abelha, organizado para vibrar a uma freqüência determinada, desde sempre soube sentir as flores melíferas a uma grande distância, e captar radiações características da colméia materna.

Foi demonstrado que as flores melíferas têm exatamente a mesma freqüência vibratória da abelha. Maravilhas do instinto e, sobretudo, maravilhas do Criador.

Não há dúvida nenhuma que o instinto guia os animais com mais segurança que a inteligência humana, mas é certo também que o cérebro humano tem mais capacidade do que qualquer animal.

Os animais só detectam as ondas que lhes são essenciais para a vida e para preservar a espécie, e nosso cérebro é como um receptor que detecta e amplia qualquer tipo de onda.

Detectar uma radiação é por o cérebro em ressonância com um comprimento de onda, escolhido propositalmente, em vista de algum interesse.

É necessário encontrar um meio de sintonizar somente as ondas do objeto que nos interessa e deixar de lado todas as outras radiações, estabelecendo assim a seleção.

Cuida-se da pessoa ausente como se cuida da presente, só diferenciando ser a foto ou figura e não o corpo material. Interessante é que esse tipo de terapia pode ser utilizada desde o período intra-uterino até uma idade bastante avançada de cada pessoal.

1.3  Para Apreciação e conhecimento

- Como os Cinco Movimentos influenciam a personalidade

  • PERFIL INDIVIDUAL-MOVIMENTO FOGO

Pessoas nascidas sob a influência deste movimento são líderes naturais, carismáticas e dinâmicas no falar e no agir. Aventureiros, ambiciosos, impulsivos e sem medo dos riscos, eles possuem enorme capacidade para inspirar os outros a atingir seus objetivos. Sua grande energia e ambição, entretanto, podem também trabalhar contra eles, que correm o risco de se tornar egoístas, desconsiderados e inquietos quando não são capazes de obter o que desejam.

O calor e o brilho do movimento FOGO atraem naturalmente as pessoas até eles, mas isso também pode ser destrutivo quando não mantido sob controle.

  • PERFIL INDIVIDUAL-MOVIMENTO TERRA

Os que se enquadram neste movimento são conhecidos por sua natureza pragmática e conservadora. São prudentes com suas finanças, planejadores e administradores eficientes. Confiáveis e metódicos, não são dados a exageros e embelezamentos e podem apresentar as coisas da forma simples como elas são, ou pelo menos como eles as vêem. No lado negativo, podem sofrer de uma certa falta de imaginação e espírito de aventura e podem se tornar muito críticos e excessivamente preocupados em proteger seus próprios interesses.

  • PERFIL INDIVIDUAL-MOVIMENTO METAL

Os que são controlados pelo Metal são ambiciosos, orientados para o sucesso, determinados e perseverantes. Resolutos e sem hesitação na conduta e na expressão, eles são guiados por sentimentos poderosos e podem, às vezes, ser irracionalmente teimosos e inflexíveis. Têm forte perspicácia financeira (Metal é o elemento associado ao dinheiro) e irão usá-la para aumentar seu apetite por luxo e poder. Voluntariosos e dogmáticos, eles precisam aprender o valor da conciliação e deixar de insistir rigidamente em sempre ter as coisas feitas a sua maneira.

  • PERFIL INDIVIDUAL-MOVIMENTO ÁGUA

Os regidos pela Água são fluidos como ela. Elas (as águas) mais penetram do que dominam, e, como um rio ou regato, são capazes de se desviar de quaisquer obstáculos em seu caminho através de sua calma e indomável perseverança. São habilidosos, comunicadores, capazes de transmitir idéias e influenciar os outros. Em seu estado negativo, podem ser muito conciliadores e passivos, e se apoiar demais no apoio dos outros. Para obter sucesso, eles devem aprender a ser mais afirmativos e usar ativamente seus poderes de persuasão para transformar seus sonhos e visões em realidade.

  • PERFIL INDIVIDUAL-MOVIMENTO MADEIRA

Daqueles nascidos sob a influência do movimento Madeira diz-se que possuem elevados padrões morais e defendem o crescimento consistente e a renovação. São extremamente autoconfiantes e progressistas, com habilidades executivas que os capacitam a assumir empreitadas cooperativas de grande porte. Por causa de sua generosidade e de sua capacidade inata e solidária de compreensão dos outros, são capazes de produzir apoio moral e financeiro para todos os empreendimentos com que se comprometam. Sua maior desvantagem é uma tendência entusiástica e excessivamente confiante para assumir mais do que o recomendável e, portanto, correr o risco de nada conquistar.

 

Sobre o Pêndulo:

Se você já consegue fazer com que o seu pêndulo diga SIM e Não é hora de adquirir confiança nas suas respostas. Independente de ele estar respondendo a alguma coisa importante, já está a princípio treinado para responder o que você quer. SIM e NÃO são polaridades. Coisas opostas. Você pode portanto utilizar o pêndulo para escolher entre quaisquer pares opostos - sim ou não, positivo ou negativo, masculino ou feminino, ying ou yang, preto ou branco. Basta você indicar por substituição a SIM e NÃO, qual a resposta que se encaixa a cada movimento.

 

Percepção:

A percepção é a criação ativa que elaboramos com base no estímulo externo e no referencial interno. Aspas e reticências abrem e fecham o processo perceptivo de cada um. Parece confuso; então pense no seguinte: O que é uma floresta? Um agricultor diz que é uma porção de arvores; já para o caçador é uma reserva de caça; para um perseguido a floresta pode significar um refúgio; na cabeça de uma criança é um lugar desconhecido e misterioso... E todos vivem felizes, cada um com sua idéia fixa sobre a questão. Estão errados? Claro que não, afinal tudo depende da perspectiva do observador, cada um vê as coisas de acordo com seu próprio referencial. Nossa capacidade de perceber, de relembrar e de relatar algo de forma completa e objetiva é muito limitada.

 

Viver é sentir, mas só saber disso não basta.

 

Imagine essa situação: estão na esquina parados, um médico, um advogado, um espiritualista e um mecânico, então houve um acidente e os quatros presenciaram.

Quando foram interrogados sobre o caso, cada um relatou o mesmo acidente de maneira diferente.

O médico percebeu os ferimentos e a gravidade do acidente.

O advogado percebeu a posição dos carros e atribuiu a responsabilidade do acidente ao motorista que tentou uma ultrapassagem perigosa.

O espiritualista percebeu além dos ferimentos físicos das vítimas, os danos emocionais e traumáticos que poderia ter causado tal acidente.

O mecânico observou a condição dos carros e calculou os custos dos reparos.

 

Cada observador viu os fatos de acordo com seus interesses e experiências vividas.

 

É preciso crer para ver. Não, você não entendeu errado, vemos aquilo em que acreditamos. Um exemplo comum que você vai encontrar no seu cotidiano é o chamado efeito Halo (é a possibilidade de que a avaliação de um item possa interferir no julgamento sobre outros fatores, contaminando o resultado geral). Quando temos uma impressão global positiva de alguém temos a tendência de super valorizar o lado positivo e desvalorizar o lado negativo da pessoa. Ao contrario, quando nossa impressão é completamente desfavorável, temos a tendência de supervalorizar os aspectos negativos dela.

 

Por isso, mesmo que você pense que tem a mente aberta e sem preconceitos e que tem condições de ver todos os lados de uma questão, lembre-se que existe sempre a tendência para manter uma visão estreita da realidade e perder a verdade objetiva.

 

Antes de tudo então, seja um observador de si mesmo, pois o que vemos é em parte o que existe, mas também é em parte o que somos.

 

Portanto, pesquise e estude a Radiestesia como ciência e arte. Sua percepção sobre o conhecimento de tudo se expandirá trazendo a tona um ser humano equilibrado e mais justo.

 

 DISCUSSÃO

O nosso corpo serve como uma antena que capta as vibrações à nossa volta (ou as que queremos ter contato) levando ao cérebro físico que as envia ao inconsciente que, por sua vez fará as pesquisas necessárias e retorná-las-á ao cérebro físico, que produzirá o movimento do pêndulo relativo à resposta de nossa pergunta. O pêndulo nada mais é que um amplificador tanto das energias que captamos através de nosso corpo físico, como das respostas obtidas durante as pesquisas; por tanto, o Trabalho de Terapia Holística com o uso da Radiestesia e Radiônica requer apenas estudos e treinamento para se chegar as respostas mais precisas e corretas.

Com o uso da Radiestesia podemos equilibrar e melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas, animais, ambientes e outros. A Radiestesia é uma ferramenta importante no trabalho terapêutico e com tempo e dedicação e a percepção teremos avançado e muito na nossa área que é a saúde do individuo.

 

CONCLUSÃO

 

"A tendência moderna de separar o todo em partes para melhor análise, por um lado, proporcionou grandes avanços científicos, por outro, dificultou-nos o poder de síntese, a capacidade de entendimento integral.

Soma-se a isto que várias correntes filosóficas e até religiosas desapercebidamente estimularam a que o CORPO deixasse de ser percebido como sendo EU, estando mais visto como uma "máquina", ou "roupa" que usamos!

Na visão holística, inexiste separação de corpo, psique e coletivo, tudo é um só ente, o Universo que somos. Tal qual a água manifesta-se ora como sólido, ora como líquido e até mesmo gasoso, nosso EU apresenta-se sob diferentes graus de condensação, desde a mais densa matéria, até o mais sutil pensamento. Assim sendo, aqui não cabe a expressão "meu corpo", mas sim, "EU-Corpo", pois a matéria não é apenas algo que possuímos, mas sim, aquilo que TAMBÉM somos..."

Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001.

- Do que se predomina a Radiestesia e Radiônica.

 

Utilizando instrumentos específicos, como o pêndulo, a Radiestesia capta as vibrações do nosso campo bioenergético que trabalha com as dimensões vibratórias mais profundas do corpo humano e de tudo o que o cerca, visando encontrar possibilidades para corrigir possíveis alterações, a fim de promover o equilíbrio e bem estar da pessoa.Tudo no universo é uma fonte de energia que ressoa em certa freqüência ou, uma combinação de freqüências com outros elementos. Nosso corpo é feito de um número incontável de átomos e moléculas representando vários elementos. Cada molécula elementar ou átomo ressoa em harmonia com outra, quando estamos em perfeito equilíbrio. Acontece que em todo o momento estamos expostos a energias nocivas, como: ondas de rádios, TV, antenas, energias pessoais, etc... Podem gerar uma serie de desequilíbrios. Elas passam sobre nossos corpos, da mesma forma que somos afetados pela radiação do sol, da lua, da Terra e como sabemos das outras pessoas, porque mesmo pensamentos criam energias que se irradiam através de nossos corpos.O humor e as atitudes de um grupo de pessoas podem afetar-nos se estivermos cientes deles e, formos suficientemente sensitivos.Freqüentemente durante o dia respondemos fisiologicamente, emocionalmente e intelectualmente de alguma forma às diferentes radiações que nos atingem, vindas de várias fontes.Radiestesia é uma excelente ferramenta para ampliar nossas reações sutis que experimentamos. Se usada corretamente, a Radiestesia será uma ferramenta benéfica para a identificação e correção da fonte e transmissão das radiações nocivas existentes.Na realidade, a Radiestesia pode ser dividida em três aspectos:1- Reação física para freqüências e radiações universais de elementos ou combinações de elementos naturais ou artificiais que existem no nosso ambiente físico.2-Reação emocional dos pensamentos, condições e atitudes de outros, individualmente ou coletivamente e, de nós próprios.3- E freqüentemente intuitivamente a eventos que estão fora de nossa percepção linear do tempo, consciência física ou realidade.Com a nossa atitude e conhecimento do assunto que nos dirá definitivamente se seremos bem sucedidos no trabalho de Radiestesia ou não, e o quanto poderemos desenvolver este precioso presente. Devemos tornar-nos humildes e ter força de submetermos nossas percepções e atitudes para mudar, questionar mesmo nossas mais fortes crenças sobre um assunto específico e também ter vontade de corrigir nossas realidades.Para alguns isto será somente um meio de trabalhar com reações ou manifestações físicas, tais como procurar água, minerais e outros assuntos relativos às substâncias do universo. Outras pessoas, como eu, entretanto, podem se sentir confortável em trabalhar em áreas relativas à saúde, emoção e espiritualidade, ou seja, equilíbrio do Ser. O principal instrumento utilizado na Radiestesia é o Pêndulo. Qualquer objeto simétrico suspenso por um fio ou corrente pode ser um pêndulo. Eles podem ter formas esféricas, cônicas, cilíndricas, etc. Os melhores para iniciantes são os pêndulos neutros, isto é, feitos de madeira, baquelita, vidro ou aço inox, pois, possuem polaridades que se anulam entre si. Escolha um pêndulo de preferência neutro que pode ser da cor verde, a cor preta ou a cor natural da madeira ou do material utilizado. Use a sua intuição e escolha um pêndulo que melhor se afine com você e suas propostas de trabalho.Eu pessoalmente gosto de trabalhar com o pêndulo feito com a pedra Olho de Tigre porque me sinto mais seguro e confiante ao utilizar esta pedra.O olho de tigre normalmente é utilizado para proteção em geral, afastar o sentimento da inveja e manter a clareza dos pensamentos. Ele pertence ao grupo do quartzo e sua coloração é amarela dourada até marrom dourado, marrom até marrom enegrecido, opaco.Os efeitos terapêuticos do olho de tigre são: propriedades para o equilíbrio da cabeça, fortalecimento do cérebro, melhora a coordenação dos movimentos do nosso corpo e é excelente coadjuvante para a meditação e relaxamento.Outros instrumentos úteis para os que futuramente se interessarem em aprofundar os seus conhecimentos em Radiestesia, é: o Dual Rod, Aurímetro, o bastão atlante, os cristais, as réguas radiestésicas, o pêndulo Egípcio, o pêndulo cromático, o pêndulo eletromagnético, o pêndulo universal, etc.Procure conhecer e estudar a forma de uso de todos os instrumentos, mas lembre-se o importante é trabalhar e desenvolver o seu processo terapêutico com o instrumento que mais te agrade e te faça se sentir seguro e confortável.  

Maurício marcial Araújo -CRT 43301

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ARESI, Albino. Radiestesia Hidromineral e Medicinal. 1. ed. São Paulo: Editora Mens Sana,1982.

ATTESHLIS, Dr. Stylianos. Os ensinamentos esotéricos - uma abordagem cristã da verdade. 1. ed. São Paulo: Editora Ground, 1994.

JAGOT, Paul Clement. A influência à distância - curso prático de telepsiquia - 9. ed. São Paulo: Editora Pensamento, 1999.

MENDONÇA, Sávio. A Arte de curar pela Radiestesia. São Paulo: Editora Pensamento, 1980.

NIELSEN, Greg. Além do poder dos pêndulos - O ingresso no mundo de energia - 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Era, 1998.

NIELSEN, Greg ; POLANSKY, Joseph. O poder dos pêndulos.13. ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Era, 1999.

SAEVARIUS, Dr. E. Manual teórico e prático de Radiestesia. 14. ed. São Paulo: Editora Pensamento, 2005.

SHARP, Damian. O que é Astrologia chinesa. Rio de Janeiro: Editora Nova Era, 2003.

TANSLEY, David V. Dimensões da radiônica - Novas técnicas de cura - 10. ed. São Paulo: Editora Pensamento, 1995.

VIEIRA, Henrique Filho. O Microcosmo Sagrado. 1. ed. São Paulo: Lumina Editorial, 1998.

 

 

 

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